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Club Atlético Madrid 2-0 Sporting CP: Não há vitórias morais quando o psicológico fica em casa

Marta Reis · 4 min

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O Sporting deslocou-se a Madrid numa partida de extrema importância para as contas da época. Foram quase quatro mil os adeptos que voaram para a capital espanhola, tentando fazer com que os leões se sentissem em casa para defrontar uma equipa que já foi bastante feliz nesta competição.

Os leões ainda mal tinham entrado em campo e o placard rapidamente mudou: vinte e três segundos. Foi o que bastou para que Koke fizesse agitar as redes de Rui Patrício. Depois de uma asneira tremenda de Coates, que falhou o passe para Mathieu, Diego Costa recolhe a bola e assistiu o seu companheiro de seleção; o espanhol, que apareceu isolado e que tinha apenas o guarda-redes pela frente, inaugurou o marcador com um remate cruzado.

O Sporting tentava reagir ao golo madrugador, porém notava-se o nervosismo na equipa, com alguns passes falhados e muita pressa na hora de sair a jogar. As jogadas saíam apenas pelo corredor direito, por onde Piccini ou Gelson tentavam atacar a defesa espanhola. O italiano, numa delas, arrancou em velocidade e cruzou para Bas Dost, que cabeceou ao lado. A equipa portuguesa começava a despertar, sentindo-se cada vez mais confortável a jogar no meio-campo adversário.

O jogo depressa perdeu o ritmo que um golo tão cedo poderia prever. A partida estava a ser bem disputada a meio-campo, com o Atlético a aproveitar os maus passes dos jogadores adversários para criar lances de perigo. Uma das melhores oportunidades do Sporting acabou mesmo por aparecer pelos pés de Gelson Martins: Coates passa para Bruno Fernandes que, por sua vez, mete na velocidade do internacional português; este mete a quinta e deixa dois adversários para trás. A jogada só não tem um final mais feliz porque Gelson, já em esforço, remata fraco para defesa de Oblak.

Perto do final da primeira parte, Griezmann, fazendo vingar a raiva gaulesa, aproveitou uma desatenção de Mathieu e, cara a cara com Patrício, rematou puxado ao poste direito, fazendo assim o 2-0.

O jogo foi para intervalo com um Sporting ferido e em desvantagem, sendo o principal culpado pelos dois erros defensivos graves que deram origem aos golos. Jorge Jesus, antes de os 45 minutos terminarem, ainda procedeu à substituição de William por Acuña.

Coates cometeu um erro infantil e deixou o Sporting a perder desde cedo
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começa com novo erro dos centrais do Sporting. Coates falha o corte e a bola sobra para Diego Costa que, frente a frente com o guarda-redes leonino, falha a finalização e deixa que Patrício recolha a bola.

Poucos minutos depois, Coates, sem cabeça, deixa que Diego Costa lhe roube a bola, permitindo assim que este chegasse à linha e tentasse rematar para o primeiro poste, onde apareceu novamente Patrício para salvar a eliminatória (ou o que restava dela).

O Sporting, sem ideias, tentava chegar perto da baliza de Oblak, mas a falta de frescura e a pressão de ter que marcar um golo para manter a eliminatória em aberto tomava conta das ideias da equipa. William Carvalho levou, com a sua substituição, o controlo do meio-campo.

Entretanto, era o Atlético que ia aproveitando esta disposição dos leões. Exemplo disso foi o remate forte de Juanfran para uma grande defesa à queima-roupa de Rui Patrício. Do outro lado, poucas foram as intervenções do antigo guarda-redes do Benfica, sendo quase um espectador com um lugar privilegiado neste jogo.

A melhor oportunidade do Sporting chegou quase no fim do jogo: depois de um remate à entrada da área de Bryan Ruiz para defesa apertada de Oblak para a frente, Montero, que apenas precisava de encostar, dá numa de Bryan Ruiz e, em frente à baliza, remata bem por cima da trave. Com este pontapé para a bancada foram também as grande oportunidade do Sporting voltar a discutir o jogo.

O árbitro apitou pouco depois para o final da partida. O Sporting leva para casa uma desvantagem por duas bolas, tendo que trabalhar o dobro com menos recursos: Bas Dost e Fábio Coentrão viram ambos amarelo e, consequentemente, não irão jogar em Alvalade. Já o Atlético de Madrid irá jogar com o Real Madrid mais descansado e com a eliminatória praticamente ganha.

 

A FIGURA:

Fonte: Sporting CP

Rui Patrício- Não foi São Patrício por causa dos dois golos sofridos, porém a equipa leonina bem pode agradecer ao guarda-redes por não deixar que o resultado fosse mais dilatado. Sempre que foi chamado a defesas mais apertadas, o guardião disse “Presente!” e deixou as suas redes invioláveis na segunda parte.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Sporting CP

Coates- O central do Sporting, à falta de adjectivo pior, este péssimo este jogo. Foi o maior culpado do primeiro golo dos colchoneros e não conseguiu recuperar o discernimento a partir daí, mostrando o seu nervosismo e a fraqueza psicológica através de passes falhados e fracas decisões na hora de defender. Resumidamente: aos 26 segundos, o Sporting começou a jogar com 10.

 

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Marta Reis

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