Última horaFC Porto prepara receção ao PSV na Champions League com apenas duas baixas
Publicidade

Estádio José Alvalade | Dias de Glória

Pedro Miguel Martins · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Na passada quarta-feira assinalou-se o 64º aniversário da inauguração do antigo Estádio José Alvalade. Uma festa pomposa e memorável, testemunhada in loco por mais de 60 mil Sportinguistas e que contou com a presença de várias delegações de clubes nacionais e estrangeiros.

“Vê-se e mal se acredita”, escreveu o então jornalista d’A Bola e futuro presidente da FPF, Silva Resende, clara referência à rapidez com que a Obra foi executada por um número de trabalhadores que chegou a atingir os 1400. Um sonho de muitas Sportinguistas de então viria a tornar-se realidade.

Este grande empreendimento teve a assinatura dos Arquitectos António Augusto Sá da Costa e Anselmo Fernandez, sendo este último considerado como um dos maiores Sportinguistas da história. Foi atleta do Sporting CP durante 17 anos e viria a ser o técnico principal da equipa que conquistou a Taça das Taças em 1964. E não cobrou quaisquer honorários pela elaboração do projecto de arquitectura!

A construção do Estádio fica também marcada pela grande mobilização dos Sportinguistas em torno do projecto. Com efeito, o financiamento da construção do Estádio contou sobretudo com a participação dos sócios leoninos que subscreveram em massa os famosos “Lagartos”, que eram uma espécie de empréstimo obrigacionista ao Sporting CP. Ficaram também célebres as “picaretadas” – os sócios pagavam até vinte escudos (uma pequena fortuna na época!) pelo direito de ajudar na demolição do Stadium de Lisboa, o recinto antecessor do Estádio José Alvalade.

Mais tarde, em 1983, sob a égide do Presidente João Rocha procedeu-se ao fecho do Estádio com a construção da “Bancada Nova” que substituiu a bancada de peão e à instalação de uma nova pista olímpica.

O antigo “Vulcão de Alvalade” será sempre recordado por muitos Sportinguistas com muita saudade. São incontáveis os momentos históricos e os grandes jogos vividos no velho Estádio: desde os 5-0 ao Machester United FC até à inevitável goleada de 7-1 infligida ao SL Benfica, seguida das fogueiras dos cartões de sócio dos adeptos encarnados. O velho Estádio foi também palco dos maiores concertos que Portugal recebia: Rolling Stones, Michael Jackson, Pink Floyd, Metallica, Van Halen, entre tantos outros, foram alguns dos nomes que actuaram no Estádio José Alvalade.

À semelhança de outros estádios colossais da Europa como Old Trafford, Santiago Barnabéu e Camp Nou, também o velho Estádio de Alvalade deveria ter sido sujeito a obras de modernização e remodelação que atendessem às exigências de segurança e de logística que o futebol requer nos dias de hoje.

Inevitavelmente, as memórias e recordações desses grandiosos tempos esbatem-se com a frieza da comparação com os novos tempos. Quem assistiu a partidas com lotação esgotada no antigo Estádio compreenderá com certeza o que tento aqui dizer. O futebol moderno, que não é mais que um futebol “fast-food” e que hoje vivemos no actual Estádio José Alvalade, contrasta e muito com a realidade de antigamente.

Para mim o melhor momento vivido no antigo Estádio foi o dia em que lá entrei pela primeira vez de mão dada com o meu avô. Felizmente, tive o privilégio de passar a minha infância nesse Estádio, bem como na antiga Nave de Alvalade que era o antigo palco das modalidades de pavilhão. Apesar de miúdo, recordo-me das colunas imponentes vistas por fora e da mítica Porta 10-A onde jogadores e equipa técnica se cruzavam com os sócios (outros tempos, de facto).

Sempre achei que o velho Estádio é a materialização da grandeza do Sporting CP: grande, sóbrio, imponente, carismático, honrador da tradição olímpica do Clube. No fundo, era a representação suprema do orgulho e da raça leonina, algo que tem vindo a desvanecer-se com o passar dos tempos. Cabe a nós, Sportinguistas, restaurar esses valores e honrar a história do nosso Clube.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

Pedro Miguel Martins

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.