Última horaEis os 4 destaques do FC Porto x Académico de Viseu
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Green Santa

António Gonçalves · 2 min

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Afinal, que história é essa que envolve o verde, o pai natal e o Sporting? “O Sporting só dura até ao Natal”. Foi a frase que mais ouvi desde a minha puberdade. Talvez seja por isso que abdiquei do espírito natalício.

A azia tem sido descomunal, o que não sentido deseja um “santo e feliz natal”. Para mim, o Natal tem de ser verde, mas não nas cores do São Nicolau, como referiu Bruno de Carvalho. Tem de ser verde na tabela classificativa e na hegemonia do Futebol português.  Estou tão saturado dos posts do presidente como dos erros gramaticais que aquela jovem apresentadora dá no programa Superquiz que passa à noite no canal 4.

Por vezes, questiono-me quanto tempo perde o homem a escrever tanta coisa? Serei o único a pensar que quanto mais fala mais alimenta a polémica? Para burro de circo já basta o capote do Pedro Guerra e os programas semanais que incentivam mais à violência do que as publicidades dos combates de UFC ou MMA. Numa fase cirúrgica da temporada, o Sporting recebe o Olympiacos para garantir a continuidade nas provas europeias. Na mesma semana, vai à capital do móvel mostrar ao IKEA que não precisa de ferramentas para garantir os três pontos.

Vencer o Olympiacos para alimentar a passagem aos oitavos da UCL e a continuidade em provas europeias Fonte: Sporting Clube de Portugal Fonte: Sporting Clube de Portugal
Vencer o Olympiacos para alimentar a passagem aos oitavos da UCL e a continuidade em provas europeias
Fonte: Sporting Clube de Portugal

É certo que falar é fácil, o jogo com o Paços de Ferreira é crucial para as aspirações leoninas. Jesus precisa de lembrar os seus jogadores de que uma vitória num terreno complicado não compromete o campeonato e lança pressão aos rivais que se defrontarão na jornada seguinte. Se o Natal tem de ser verde, que se aplique a fórmula vencedora. Afinal, aquilo que se pretende é um espírito natalício sem qualquer tipo de indisposição e uma onda verde tão grande como a maior onda da Nazaré.

Se for um tsunami verde, ainda melhor, porque 2018 começa com o eterno dérbi e as cuecas da passagem de ano serão azuis como o desejo de uma criança na mais profunda e sincera inocência.

Foto de Capa: Bola Na Rede

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

António Gonçalves

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Opinião

Enquanto houver estrada para andar Rui Borges vai continuar | Sporting 2-1 Marítimo

Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
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