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João Rocha está orgulhoso

Francisca Carvalho · 3 min

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Cabeçalho modalidadesMuitos sócios que colaboraram na Missão Pavilhão disseram presente à chamada para a inauguração do Pavilhão João Rocha, cheios de curiosidade e vontade de sentir o barulho que se ouvirá daqui para a frente naquela casa. A casa que acolherá as modalidades do Sporting Clube de Portugal, que absorverá lágrimas de desilusão, ouvirá gritos e músicas de apoio, festejos merecidos, orgulho no ecletismo do Sporting. E ontem esse orgulho esteve presente, era notória a satisfação com que cada Sportinguista olhava à volta, apreciando cada pormenor da obra que tanta expectativa gerou junto dos sócios.

E se o pavilhão não desiludiu, a cerimónia de inauguração ficou aquém daquilo que poderia ter sido. Uma cerimónia que girou muito em torno da figura de Bruno de Carvalho e pouco em torno das modalidades, do sportinguismo e dos Sportinguistas, que ajudaram (e muito!) a que este pavilhão fosse uma realidade. Um ponto que destaco como fraco foi, por exemplo, o final, com um medley de músicas que nada têm a ver com o clube, e com que toda a gente presente no pavilhão se mostrou incrédula, tendo os adeptos, com os seus cânticos, acabado por abafar a cantora que estava no palco. Faltaram os Supporting e Maria José Valério: teriam dado a música que todos queriam ouvir. Mas não foi apenas a cerimónia que não foi a melhor, os adeptos também estiveram mal na recepção a Fernando Medina, presidente da CML, que fez um dos melhores discursos da tarde – os assobios, depois do discurso substituídos por aplausos, ficaram muito mal aos sócios presentes no pavilhão.

Bruno de Carvalho foi, de facto, o grande impulsionador do projecto, foi quem quis de facto levá-lo avante e, mais importante, quem realmente fez alguma coisa para que hoje o pavilhão seja uma realidade. Os adeptos estão gratos ao presidente, eu estou grata ao presidente, os amantes de desporto estão gratos ao presidente. Nada disto está em causa. No entanto, distanciando-me do orgulho e sportinguismo que tomou de assalto o Pavilhão João Rocha, durante a tarde de ontem, é fácil entender que esta cerimónia pedia mais – pedia mais emoção, pedia mais gratidão, pedia mais orgulho, pedia mais cânticos, pedia mais modalidades. E pedia menos Bruno de Carvalho.

Números que certamente não ficarão por aqui
Números que certamente não ficarão por aqui, também graças ao novo pavilhão

A tarde iniciou-se com a inauguração da estátua, das ruas, dos campos exteriores, e da revelação da ‘Calçada da Fama’, versão Sporting – uma ideia com muito potencial, à partida, mas que também desiludiu, uma vez que precisa, ainda, de ser melhorada antes do arranque da próxima temporada. As chapas metálicas no chão pareceram-me ter pouco destaque. O chão, por baixo de cada chapa, não foi trabalhado, fazendo com que se note o descuido com esse pormenor, uma vez que a chapa tem recortes que revelam o chão. Adicionalmente, há sectores da Calçada em que as chapas estão orientadas num sentido diferente dos restantes. Boa ideia, a precisar apenas de um pouco mais de cuidado. Perto da hora previamente definida, no apogeu de uma tarde quente, deu-se, então, a inauguração do tão esperado Pavilhão João Rocha, que, daqui para a frente, contará apenas com aquilo que devia ter sido a base desta cerimónia: Sportinguismo.

A partir de hoje, inicia-se uma nova fase para o Sporting, uma fase que se adivinha feliz.

Agora os devidos agradecimentos:

Obrigada, Bruno de Carvalho e toda a direcção do Sporting. Obrigada a todos os que participaram neste projecto. Obrigada, Sportinguistas. Obrigada, Sporting Clube de Portugal.

Já deixou de ser sobre o sonho do Pavilhão, agora temos o Pavilhão!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Francisca Carvalho

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João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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