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“Know what I mean? Say no more!”

Romão Rodrigues · 2 min

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O método inicial para a narração deste texto é completamente dúbio e trémulo. As mãos sobre o teclado escuro afligem-se e, no encontro com cada quadradinho, apesar da colossal vontade de exteriorizar as escrituras da alma e as quimeras da índole amorosa, titubeiam e vacilam no movimento do clique, num ato de profundo desespero pela tentativa irresoluta de uma demonstração de culto aos patriarcas do meu imo.

Monty Phyton. Hoje, “hemisfericamente”, a dedicatória pertence-lhes. Quatro ingleses, um irlandês e um americano. O início promissor para uma “siilydez” que se caracterizou pioneira, inspiradora e proclamadora de um talento único: o humor. A revitalização magnânima de uma arte que, urdido este tempo todo, não almejaria os cânones hoje a ela prescrita, não dissecava as heresias cometidas pelo cristianismo impoluto e não satirizava a sociedade e as suas práticas meretrizes.

Os seus sketches e filmes foram o mote para o último título ganho pelo Sporting Clube de Portugal. Resta-me comprovar o facto supracitado. Bem, agora algo completamente diferente…

2002 foi a última prova ilustrativa da Vida de Brian. Jardel, analogamente a Brian, raiava sobre a legião sportinguista sob o epíteto de “Messias”, contribuindo com as proféticas cabeçadas e os remates carregados de um vaticínio laborioso ou não, artístico ou atabalhoadamente estranho. Sem ele (até à quinta jornada), atribuíam-nos o estatuto de mortos, mais defuntos que o papagaio da loja dos animais e o “Super Mário” foi a pancada no balcão de atendimento que nos ressuscitou, ao contrário do que acontecera na diminuta fábula. João Vieira Pinto representava nada mais nada menos do que a multidão devota da doutrina de Brian ao longo da trama, mister esse instruído com panóplias de assistências hábeis. Com estas duas personagens, a aparição da Spanish Inquisition, versão luso-brasileira, adquiria previsibilidade dogmática.

Beto, aquele que foi um dos últimos campeões nacionais pelo Sporting CP, agora integra a estrutura do clube
Fonte: Sporting CP

Por sua vez, Beto, André Cruz e Pedro Barbosa auferiram a supremacia no que à performance individual e coletiva dizia respeito. Os três principais cavaleiros da corte de Camelot calcorrearam os terrenos do território português, cavalgando num trote fictício (na fita, o trote é o mesmo, pé ante pé) e dispondo a gama capilar ao vento, na demanda incessante do Holy Grail. A presença perseverante epilogava o alegórico Spam! pelo simples facto de perante o visigotismo dos ataques opositores, existir e subsistir, no cardápio, os desarmes da dupla defensiva acompanhados da genialidade e inteligência da batuta Barbosa. A ementa estava escrita: desarmes com genialidade e inteligência! Só e unicamente!

Além do título, a Taça de Portugal. Jogo após jogo, triunfamos e apresentamos à pátria lusitana o nosso ímpeto. E, no desenlace da película, a promessa habitual foi empreendida: always look on the bright side of life. Saudades de quando o humor e o amor andavam de mãos dadas… O sentido (puro) da vida!

Foto de Capa: Sporting CP

Romão Rodrigues

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Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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