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Lendas do Universo Sportinguista: Beto Severo

Jorge Faria Sousa · 3 min

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Roberto Luís Gaspar de Deus Severo foi capitão e uma das figuras marcantes da história recente do Sporting Clube de Portugal. O camisola 22 dos leões foi formado no clube de Alvalade e chegou na temporada de 1987/88 para representar as camadas jovens. A ligação de Beto ao Sporting perdurou cerca de 18 anos.

Beto, após ter feito a sua formação no Sporting, passou dois períodos de empréstimo antes de se afirmar na equipa principal, no União de Lamas e no Campomaiorense. Estreou-se com a camisola da equipa principal decorria a temporada de 96/97, afirmando-se como titular e sendo fundamental nas temporadas que se seguiram.

O número 22 dos leões viria a representar o Sporting, em 315 jogos oficiais, tendo marcado 25 golos. Durante os anos que vestiu de verde e branco, conquistou vários títulos – dois campeonatos, duas Supertaças, uma Taça de Portugal. Em 99/00, sob a liderança de Augusto Inácio, foi um dos atletas que quebraram o jejum de 18 anos sem vencer um título nacional, tendo como companheiros craques como, Peter Schmeichel, César Prates, André Cruz, Beto Acosta, Pedro Barbosa, Aldo Duscher, entre tantos outros.

Na temporada de 2001/2002, o Sporting viria a conquistar a “Dobradinha”, vencendo o campeonato e a Taça de Portugal, derrotando no Jamor o Leixões por 1-0. Nessa equipa brilhavam nomes como, Quaresma, João Pinto, Mário Jardel, Ricardo Sá Pinto, Hugo Viana, Rui Jorge e já despontava aquele que viria a ser o melhor do mundo, Cristiano Ronaldo. O Sporting tinha no seu comando técnico o romeno Laszlo Bölöni.

Beto foi um dos entrevistados pelo Bola na Rede
Fonte: número f/Bola na Rede

Mais tarde, em 2004/2005, o capitão leonino continuou a escrever a sua história de verde e branco. O Sporting Clube de Portugal chegaria à final da Taça UEFA, após eliminar equipas como o Newcastle, Middlesbrough, Feyenoord e a espectacular meia-final frente ao AZ Alkmaar. Nos quartos-de-final, os leões defrontaram os ingleses do Newcastle, que tinham como estrela Alan Shearer. Tendo perdido na primeira mão por 1-0, em Alvalade o Sporting venceu por 4-1 com Beto a marcar um dos golos. Uma equipa que não conseguiu vencer o CSKA Moscovo na final, em Alvalade, mas teve o mérito da última presença do Sporting numa final europeia. Um plantel que era então liderado por José Peseiro e tinha como estrela maior o goleador Liedson.

Na temporada seguinte, Beto Severo viria a sair de Alvalade, rumo ao futebol francês para representar o Bordéus, onde venceu uma Taça da Liga Francesa. Prosseguiu a sua carreia em Espanha, ao serviço do Recreativo de Huelva, onde esteve três temporadas. Viria a terminar a sua carreira em Portugal, no histórico Belenenses, na época 2009/10.

Beto foi também um nome da seleção portuguesa, somando 30 internacionalizações e dois golos. Com a camisola das “quinas” participou no Euro 2000, Mundial 2002, no Euro 2004 e nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996. Além destas, participou em vários jogos e várias competições nas seleções jovens.

Para sempre, os sportinguistas irão recordar a garra e atitude de Beto em campo. Ficará também na memória a sua qualidade no desarme, era forte nos duelos individuais e no futebol aéreo. Em termos ofensivos, tinha uma boa meia-distância e era um defesa-central sinónimo de golo nas bolas paradas ofensivas.

Um ídolo de várias gerações, pelo Esforço, Dedicação e Devoção pelo Sporting Clube de Portugal, mas pela Glória para a qual contribuiu, dando alegrias, vitórias e títulos aos sportinguistas.

artigo revisto por: Ana Ferreira

Jorge Faria Sousa

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