Publicidade

Longe da vista mas perto do coração

José Pedro Mozos · 3 min

Longe da vista mas perto do coração

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Ze Pedro Mozos - Sob o Signo do Leao

Depois de alguns meses de inactividade neste site, estou de volta. Sem me querer alongar em grandes explicações sobre a causa da minha ausência, gostava de deixar claro que a pausa se prolongou, forçosamente, mais do que aquilo que eu desejava. Uma das razões foi o facto de estar de Erasmus e de me ter mudado para outro país. Hoje escrevo-vos da República Checa, e assim será nos próximos cinco meses. E é precisamente por aqui que quero começar.

Estou em Brno, uma cidade no sul da República Checa. Tenho vindo a acompanhar o Sporting à distância. Embora a internet ajude – e muito! – a tornar o acompanhamento mais fácil, não é de todo a mesma coisa. Não poderei ir ao estádio ou ver os jogos com a instantaneidade e qualidade que são desejáveis. Haverá sempre um sentimento de pequena nostalgia por não estar em Lisboa para poder partilhar com a comunidade sportinguista as alegrias e tristezas que forem surgindo.

Por essa razão, e porque sempre tive noção de que assim seria, ao longo deste verão fui acompanhando as novidades do Sporting com especial atenção e com igual entusiasmo. Desde a primeira mudança – entrada de Marco Silva para o comando técnico do Sporting – que comecei a encher-me de esperança em relação àquilo que se poderia passar nesta época. Foi a melhor opção para continuar o trabalho que Leonardo Jardim deixou a meio, como já aqui escrevi. Disso não tenho dúvidas.

Depois de Marco Silva seguiram-se inúmeras contratações, a maioria bem conseguida e com um objectivo coerente que era transversal a qualquer acção do Sporting no mercado: alargar as opções do plantel e apostar em jogadores que tivessem uma grande margem de progressão. Quanto às saídas, Bruno de Carvalho manteve-se firme e conseguiu segurar peças fundamentais para alcançar os objectivos a que o Sporting se propôs para a época que ainda agora começou. Muito se falou da saída de William Carvalho, de Adrien Silva, de Rui Patrício, de Slimani e de Marcos Rojo. Destes, só o argentino é que foi impossível de segurar, em grande parte devido ao excelente Mundial que realizou. Mas não saiu de qualquer maneira: a saída de Marcos Rojo supôs um encaixe de 20 milhões de euros, 12 dos quais vêm directamente para os cofres leoninos, e o empréstimo de Nani, um jogador extraordinário, acima da média e que acabou por se tornar reforço mais sonante deste mercado em Portugal.

O balanço do mercado de transferências pode dizer-se positivo. O problema está na cobertura da lacuna que Marcos Rojo deixou. A saída de Eric Dier, que durante a pré-época se exibiu a um nível mais do que satisfatório e que parecia ser a primeira aposta de Marco Silva para substituir Marcos Rojo, forçou a passagem de testemunho para o jovem Naby Sarr. Não iria ser fácil fazer esquecer o central argentino, e ontem ficou provado que nenhum dos centrais titulares do Sporting tem a qualidade ideal para uma equipa que vai competir em quatro frentes e que se apresenta como candidata ao título. Em conclusão, o plantel do Sporting manteve a sua base e reforçou as posições mais problemáticas, apostando em nomes jovens que podem vir a dar frutos no futuro como Ryan Gauld, Jonathan Silva, Slavchev, Sakho ou Rami Rabia – mas ficou a perder no eixo defensivo.

Apesar de Slimani ter ficado no Sporting, a falta de eficácia tem sido o outro grande problema dos pupilos de Marco Silva Fonte: zerozero
Apesar de Slimani ter ficado no Sporting, a falta de eficácia tem sido o outro grande problema dos pupilos de Marco Silva
Fonte: zerozero

Posto isto, os sportinguistas podem estar esperançosos em relação àquilo que pode vir a acontecer não só durante esta época mas também nas próximas. Se a gestão continuar a ser igualmente boa, não poderemos ter medo de afirmar que o Sporting voltou para ficar. Este ano teremos uma luta pelo título a três. É certo que o início não foi o mais desejado, mas, precisamente por ser o início, não se pode dramatizar aquilo que não foi mais do que mau arranque.

Há ainda muitos aspectos a corrigir, sobretudo na defesa, mas não se pode atirar já a toalha ao chão. Gostava de poder mostrar a minha solidariedade para com a equipa e ir apoiar o Sporting ao estádio já no próximo encontro, mas a distância assim não mo permite. No entanto, sei que os adeptos que ficaram em Lisboa assim o farão e sentir-me-ei representado. Quanto a mim, continuarei a ver todos os jogos e a vibrar com cada golo, cada boa exibição, com a força da nossa Curva Sul e com cada vitória. O Sporting pode estar longe da vista mas nunca longe do coração.

José Pedro Mozos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.