O Mundo precisa de fanáticos

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Núcleo Semanal

Costumam dizer-me que sou fanático pelo Sporting. Fanático no sentido pejorativo, é claro. Fanático no sentido de ser doente, de não ver mais nada à frente, de só conseguir falar sobre esse tema e de não pensar em absolutamente mais nada. Tudo isto não é totalmente verdade, mas também não é mentira. No que toca ao Sporting, sou realmente um fanático. Aquilo de que eu discordo é que isso seja algo negativo.

Fanatismo: paixão cega que leva alguém a cometer excessos em favor de algo. Dedicação excessiva.

Vamos por partes: todas as paixões são cegas. Todas! Afinal, paixão é um sentimento intenso que possui a capacidade de alterar o comportamento. E quantas vezes não alteramos esse comportamento sem qualquer razão lógica para o fazer? Quantas vezes não fazemos algo que não deveríamos fazer ou que, noutras circunstâncias, não faríamos? Quantas vezes, por paixão, não cometemos… excessos?

E será que todos os excessos são errados? É um excesso para qualquer adolescente sair de madrugada pela janela, sem fazer barulho, para ir ter com a namorada. Não o deveria ter feito? Talvez não. Fê-lo feliz? Sim! Precisou desse excesso para crescer. Só o fez porque a namorada era suficientemente importante para o adolescente correr o risco de ser apanhado pelos pais e ficar trancado no quarto até atingir a maioridade.

Torna-se então óbvio que fazemos mais pelas nossas paixões. A preguiça e a inércia são substituídas pela vontade de fazermos algo, quando estamos apaixonados. Não existe tal coisa como “dedicação excessiva”. O próprio país precisa de pessoas que se dediquem “excessivamente”! E se é mais fácil fazerem-no por aquilo que amam, porque não?

Por isso digo: sejam fanáticos. Sejam apaixonados por um clube, uma banda, uma pessoa, uma causa, o que for. Saltem pela janela, de madrugada. Façam algo pela vossa paixão. Tanto como eu já fiz pelo Sporting. E, quando tiverem retorno, quando se sentirem bem com a vossa paixão, quando se sentirem felizes por gostarem tanto de algo, voltem a chamar-me fanático. Será, como sempre, um prazer. Porque fanáticos, infelizmente, há cada vez menos.

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