O nó do cachecol

- Advertisement -

Núcleo Semanal
A primeira coisa que se aprende, em miúdo, quando se vai ver um jogo de futebol, é a fazer o nó do cachecol. Lembro-me perfeitamente do meu primeiro nó: feito na sala do meu antigo apartamento, em Sintra, corria o ano de 1998. Sendo um jogo à noite, estava frio na rua, pelo que o meu pai optou por me fazer um dos nós clássicos: o nó apertado.

Este é aquele nó que se usa quando está frio. Uma volta por fora, a ponta passa por dentro e depois é só apertar bem junto à garganta. Tipicamente usado por crianças e por adeptos que querem proteger a sua voz. Se calhar poucos pensam nisto, mas existem vários tipos de nós no cachecol: o nó ultra, feito com as duas pontas do cachecol, bem apertado para não se desfazer enquanto se salta; o nó vip, apertado apenas de um lado para cair comprido pelo corpo; o da bancada central, colocado por cima dos ombros, sem nó; e aquele nó que não é realmente um nó, mas que atabalhoadamente garante que o seu cachecol não cai do pescoço.

Há cerca de um ano distinguiam-se em Alvalade vários tipos de nós. Todos o sabíamos. Não porque passássemos o tempo a avaliar o nó de cada um, mas porque todos eles se manifestavam da sua forma. O nó ultra não juntava as pontas; o nó vip guerreava sobre para que lado deveria pender; o da bancada central teimava em não se fazer nó; e aquele que não sabia bem o que era, assim continuava, indefinido e sem contribuir para os nós.

Hoje tudo está diferente. Tenho visto claros sinais de que, no Sporting, a união tem feito a força, mas quanto mais penso nisso, mais acho que esse pensamento está errado. No Sporting, a força é que fez a união. Bruno de Carvalho chegou à Presidência e teve a coragem (e a força) para juntar as pontas dos ultras, calar os vips, agregar os velhos do restelo das bancadas centrais e dissipar as dúvidas dos indefinidos, levando-os a contribuir.

E esta união, feita pela força, e que acaba por fazer a sua força, está a dar resultados. Afinal todos os nós, por mais diferentes que sejam, fazem parte de um cachecol verde-e-branco. Bruno de Carvalho mostrou isso. Portanto é hora de cada um colocar o cachecol ao pescoço, fazer o seu próprio nó e marchar para Alvalade. O meu é de ultra e lá estará no domingo, ao lado de todos os outros nós. Tão diferentes, mas tão Sportinguistas.

Subscreve!

Artigos Populares

A 1.ª imagem do Portugal de Jorge Jesus

Está aí o Portugal de Jorge Jesus, uma fantasia com dois meses de espera e 90 minutos de aprovação. Dizer que é o Portugal de Jorge Jesus é uma afirmação entre o pleonasmo e o eufemismo.

Craig Bellamy responde ao Bola na Rede: «O João Félix é um jogador perigoso»

Craig Bellamy analisou a derrota contra Portugal em conferência de imprensa. Técnico respondeu ao Bola na Rede.

João Palhinha e os assobios em Alvalade: «É sempre especial jogar aqui. Não esqueço a história que aqui tive»

João Palhinha analisou o jogo. Portugal e País de Gales defrontaram-se na Liga das Nações, na estreia de Jorge Jesus.

Costa do Marfim derrota o Gana de Carlos Queiroz e ex-FC Porto marca na vitória dos Camarões: Eis os resultados do dia na Qualificação...

Na 1.ª jornada da Qualificação para a CAN, a Costa do Marfim bateu o Gana por 2-0 e os Camarões derrotaram os Comores por 3-1.

PUB

Mais Artigos Populares

Craig Bellamy e o futuro de Portugal com Jorge Jesus: «Vocês vão ficar mais fortes, têm de estar entusiasmados»

Craig Bellamy analisou o jogo. Portugal e País de Gales defrontaram-se na Liga das Nações, na estreia de Jorge Jesus.

Craig Bellamy e a derrota contra Portugal: «Jogámos contra Portugal. Uma equipa com muita qualidade, temos que ter noção isso»

Craig Bellamy analisou o jogo em conferência de imprensa. Portugal e País de Gales defrontaram-se na Liga das Nações..

João Cancelo e a pressão alta de Portugal: «Isso mudou muito em relação ao míster Roberto Martínez»

João Cancelo analisou o jogo. Portugal e País de Gales defrontaram-se na Liga das Nações, na estreia de Jorge Jesus.