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Dois caminhos em direcção ao destino (im)possível

Nuno Almeida · 3 min

adeptos Sporting vs Varandas
Foto: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

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Costuma dizer-se que os caminhos fazem-se caminhando, e a direcção que se toma vai depender sempre das opções que se tomam em cada encruzilhada com que nos deparamos.

Existe também a máxima de que não é importante a forma como se faz o percurso, desde que se consiga alcançar o destino.

Ou seja, o que podemos concluir é que, a partir do momento que temos o objectivo alcançado se torna pouco (ou nada) importante a forma e as decisões que se tomaram para o alcançar.

O problema do Sporting neste momento é não ter o objectivo como garantido. Ou colocando a questão num patamar mais provável e pessimista, é o problema de dificilmente conseguir chegar à meta a atingir.

E neste caso já se tornam de máxima importância todas as etapas do caminho. Transparece de sobremaneira a importância de como nos preparámos para percorrer esse percurso, o facto de a determinado momento termos escolhido virar à direita e não à esquerda, e vice-versa.

Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting e principalmente os Sportinguistas, com o passar do tempo, das jornadas, curvas e encruzilhadas, e quanto mais perto do tempo limite para percorrer o trajecto, cada vez se preocupam mais com a caminhada. Porque se começa a esvair aquela esperança de, pelo menos, conseguir chegar à meta com um prémio de consolação.

Para sermos mais concisos e específicos, a equipa de futebol leonina está neste momento a percorrer dois caminhos para tentar alcançar a Champions de 2023/2024. Uma das vias pelo terceiro lugar do campeonato português, e outra pela conquista da Liga Europa.

Particularmente, e apesar de ver muitas expectativas postas no caminho que se está a fazer na Liga Europa, não consigo dizer qual será a via mais difícil, porque apesar de estar quase impossível a possibilidade de alcançar o pódio no campeonato, não vejo mais fácil o caminho que ainda há a percorrer na Europa.

Sendo objectivo, não fosse aquele coelho tirado da cartola por Pote em Londres, talvez já nem tivéssemos jogado contra a Juventus, mas os campeões também são feitos dessas coisas. E já que estamos a falar de “ses”, esperemos que aquela dupla defesa do guarda-redes “Italiano” nos últimos segundos da primeira-mão dos quartos de final não se torne um “se (aquela bola entrasse)” impossível de reverter. Quem sabe aparece mais um candidato ao “Puskas” de algum jogador leonino, porque está visto que para golos simples estamos pouco virados. Depois disso, ficam “só” a faltar mais dois jogos contra equipas que não devem ser inferiores que as três que se encontram à nossa frente na liga portuguesa.

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Quanto ao campeonato, só temos de esperar que a equipa que se encontra em terceiro lugar perca pontos em mais de metade dos jogos por disputar, ou por outras palavras, dos cinco só consiga ganhar um ou dois, e tudo isto considerando que o Sporting não perde mais pontos.

É difícil, quase impossível tendo em conta o poder de finalização dos nossos leões, mas com uma “pontinha” de sorte talvez cheguemos ao fim desta maratona e já nem nos lembremos de como foi conturbado o caminho por termos alcançado o destino.

Se a jornada não nos levar ao destino escolhido, apenas temos de olhar para trás e ver onde poderíamos ter mudado e qual dos caminhos era o mais correcto.

E talvez até fosse melhor para o Sporting não chegar à Champions para obrigar quem manda a olhar para os erros que se tomaram no caminho, para não andarmos épocas e épocas em esforço e aos tropeços a contentar os adeptos com Champions (quem se lembra da era Paulo Bento?) e esquecendo o destino principal. Ser CAMPEÃO.

Nuno Almeida

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João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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