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O Sporting CP venceu hoje o SC Braga por 3-0 e aproximou-se do pódio da Primeira Liga. Os “leões” já não venciam em Alvalade há praticamente um mês – depois de derrotas frente a SL Benfica e Vilarreal CP – e ganharam algum oxigénio numa fase mais complicada do campeonato. E logo frente a um rival.
Para isso, Keizer fez regressar o seu onze habitual, relegando para o banco jogadores como Salin, André Pinto ou Petrovic, que defrontaram o Vilarreal. Mas mais do que trocas de jogadores, o que se destacou na equipa “leonina” foi a mudança tática, com o Sporting a entrar em campo em 3-4-1-2. Do lado do SC Braga, Abel apenas trocou Ricardo Horta por João Novais.
Um onze de continuidade contra um onze com alterações, portanto. A diferença de apostas podia fazer prever um Braga mais coeso coletivamente e foi isso que aconteceu no primeiro quarto de hora, com os bracarenses a terem mais posse e entrosamento na construção ofensiva. O primeiro remate até pertenceu aos visitantes, com Esgaio a atirar de primeira e no ar por cima da baliza “leonina”.
Ao Sporting custava a sair com bola controlada, mas “os da casa” acabaram por pegar no jogo e até com bons apontamentos. Com o acordar das claques verdes-e-brancas – que estiveram caladas nos primeiros 15 minutos – e com um primeiro remate de Dost a defesa de Tiago Sá, o Sporting começou a subir no terreno e até a fazer lembrar o saudoso “Keizerball”.
Em dois minutos foram mais duas ocasiões de perigo para o clube de Alvalade, com as tentativas de Bruno Fernandes e Wendel a serem negadas por Tiago Sá.
O Sporting tinha assim o domínio do jogo — mesmo sem rematar muito –, com um Braga tímido a aparecer de quando em vez em terrenos mais adiantados. Paulinho ainda assustou com um roubo de bola a Renan, mas o guarda-redes brasileiro conseguiu corrigir e dar espaço aos colegas para brilhar. A um em especial. Tente lá adivinhar.
Livre descaído para a direita para o Sporting. Estão Bruno Fernandes e Acuña. Dali é Acuña. Não pode ser Bruno, não é para o pé dele. Ou será que é? Não, não pode ser, aquilo está a descair mesmo para um pé esquer… é Bruno. É golo. Golaço. Arco perfeito e a bola a cair muito baixa, com Tiago Sá ainda a tocar nela.
Bruno Fernandes marcava mais um golo de livre-direto — jogador com mais golos deste género neste campeonato — e fazia explodir Alvalade mais uma vez. Mais posse e remates para o Sporting, que saia para o intervalo justamente em vantagem, numa primeira parte equilibrada.

Ora a segunda começou exatamente como acabou a primeira, com golo dos “leões”. Maradona reencarnou em Diaby e o extremo do Sporting só não fintou toda a gente desde o meio-campo porque foi travado em falta na área, pelo último de três adversários pelos quais passou em corrida. Grande penalidade para Bas Dost e o holandês não falhou, atirando para o lado contrário de Tiago Sá. 2-0 e regresso aos golos de Dost.
O segundo golo do Sporting foi um duro golpe nas aspirações do SC Braga, que foi desaparecendo mais e mais do jogo. O Sporting, mais inteligente, ia aproveitando para sair em contra-ataque usando as falhas do adversário, ou para construir a partir de trás, beneficiando da pouca agressividade bracarense e do facto de ter hoje os jogadores mais próximos no setor recuado.
Foi sem surpresa que o Sporting chegou assim ao 3-0, com bis de Bas Dost. Bruno Fernandes recebeu um lançamento da direita, cruzou para o primeiro poste e o avançado holandês no sítio certo a tocar para dentro da baliza de Tiago Sá. Três golos de vantagem e bom futebol, simples e eficaz, da equipa leonina.
Apesar de não terem existido muito mais ocasiões de golo nos últimos minutos — marcados por muitas faltas e cartões — o Sporting dominou a partida até final, até com um futebol entusiasmante e atrativo, fazendo lembrar em alguns momentos a fase inicial de Marcel Keizer ao serviço dos “leões”, conhecido por Keizerball. Vitória sem espinhas do Sporting por 3-0, que encurta assim a distância para quatro pontos para o terceiro classificado, precisamente o SC Braga.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES
Sporting CP: Renan Ribeiro; Borja, Ilori, Coates, Ristovski; Wendel (Doumbia, 82′), Gudelj, Bruno Fernandes; Acuña, Diaby (Raphinha, 78′), Bas Dost (Luiz Phellype, 70′).
SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Raul Silva, Bruno Viana, Marcelo Goiano; Fransérgio, Claudemir, João Novais (Ricardo Horta, 69′); Paulinho (Ricardo Ryller, 76′), Ricardo Esgaio (Wilson Eduardo, 46′), Dyego Sousa.
A FIGURA

Bruno Fernandes – Começam a faltar adjetivos para caraterizar Bruno Fernandes. Apenas podemos dizer que é realmente um privilégio tem um jogador com esta categoria a atuar em Portugal. Mais uma assistência, mas, principalmente, mais um golo e de livre — já é o jogador com mais tentos apontados desta forma neste campeonato. Não para um segundo durante os noventa minutos, joga e dá a jogar e tem raça de capitão. Bas Dost também foi importante com dois golos, a regressar à confiança habitual. Acrescentar ainda que a mudança tática operada por Keizer foi uma aposta ganha e que a lateral esquerda não fica nada mal a Borja.
O FORA DE JOGO

A equipa do SC Braga – Mais uma boa oportunidade para o Sporting de Braga se inscrever no “Clube Social e Recreativo dos Três Grandes”, mas, novamente deu o código errado à porta e não o deixaram entrar. No campeonato, o SC Braga tem três derrotas. Uma com… o FC Porto, outra com… o SL Benfica e agora outra com… o Sporting CP. Ninguém retira o mérito ao fantástico campeonato feito até agora por parte dos bracarenses, mas uma candidatura ao título também necessita de vitórias em jogos desta dimensão. Nota fraca também para o árbitro Jorge Sousa. O critério disciplinar foi confuso e mostrou, em alguns momentos, não ter o controlo do jogo.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
(EM ATUALIZAÇÃO)
Rescaldo com opinião de André Maia
Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede
artigo revisto por: Ana Ferreira














