Sporting CP 3–1 Besiktas JK: Meia hora de luxo arrasou com os turcos

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Jorge Jesus deixou as poupanças de lado, apresentando o seu melhor onze, esta noite, em Alvalade. Mas o Sporting acabou por  entrar mal na partida, fazendo uma primeira parte sem chama e com muitos erros. O meio campo do Besiktas, com Ozyakup e Hutchinson, muito bem auxiliados pelo argentino Sosa, apresentava muita intensidade e tinha superioridade numérica perante a dupla Adrien-William. A juntar a isto, algumas hesitações no setor defensivo, principalmente de Naldo e Paulo Oliveira, enervaram um pouco os “leões”, que usaram e abusaram do futebol direto, onde Slimani raramente ganhou duelos aéreos perante Rhodolfo e Tosic. A defesa do Sporting esteve tão nervosa que alguns passes errados criaram o pânico perto da área de Rui Patrício e começaram a enervar também os adeptos. Depois de um cruzamento de trivela delicioso,  obra de Quaresma, em que Mario Gomez não conseguu dominar o esférico, foi Sahan a ter duas chances para inaugurar o marcador em Alvalade. Na primeira, atirou às malhas laterais, na segunda viu Rui Patrício negar-lhe o golo com uma grande defesa.

Retirando uma arrancada poderosa de William Carvalho, apenas travada em falta à entrada da área por Quaresma, e outra de Bryan Ruiz, o Sporting pouco criou em termos ofensivos. Montero esteve inoperante e Slimani muito desapoiado.  Os passes do futebol rendilhado dos “verde e brancos” raramente correram bem e, assim, Tolga Zengin, guardião turco, teve uns primeiros 45 minutos bastante tranquilos.

Na segunda parte, Jesus lançou Gelson Martins em campo, colocando João Mário no centro do terreno, com Adrien e William. O Sporting entrou bem, a jogar mais posicionado no meio campo turco, mas no final do primeiro quarto de hora da segunda metade, o Besiktas chegou ao golo. Uma perda de bola de João Pereira deixou a equipa descompensada e Quaresma, com a ala livre, cruzou de trivela para Gomez encostar na pequena área. O Besiktas ficou  em vantagem e Jorge Jesus retirou imediatamente Adrien para colocar Teo Gutiérrez, regressado após lesão. O Sporting cresceu, chegou-se à frente e empatou aos 67 minutos. Bryan abriu o livro e colocou a bola em Slimani, que se desmarcava entre os centrais. O argelino dominou em esforço e depois confirmou o empate na partida.

Teo
Teo deu descanso aos leões e viu amarelo por um festejo incomum
Fonte: Sporting CP

O vulcão verde e branco entrou em erupção, e cinco minutos depois, Bryan Ruiz colocou os “leões” em vantagem. Depois de um toque subtil de João Mário, o costarriquenho ficou sozinho na área e fuzilou Tolga Zengin. O Sporting ficou confortável, com um grande ímpeto ofensivo, perante uma equipa do Besiktas que estava cansada e sem argumentos para contrariar a evidente superioridade leonina. A cereja em cima do bolo surgiu quando Teo Gutiérrez coroou o regresso com mais um golo. Após assistência de Gelson, o colombiano “sentou” Tosic e ainda teve tempo de perguntar a Zengin para que lado queria a bola. Depois, tirou o “spray” ao árbitro e escreveu no relvado, protagonizando um momento hilariante em Alvalade.

Até ao fim, tempo para controlar a partida e para algumas habilidades de Gelson Martins, deixando a cabeça em água aos desesperados turcos. A equipa orientada por Senol Gunes ficou totalmente perdida em campo, perante a dinâmica apresentada pelo Sporting na segunda parte.

Assim sendo, o Sporting passou em segundo lugar no grupo. Falta agora saber como é que os leões vão encarar esta competição quando começar a fase a eliminar.

A Figura:

Bryan Ruiz – O costarriquenho foi um autêntico maestro.  Na primeira parte, foi dos poucos jogadores lúcidos dos “verde e brancos”. Na segunda metade, esteve nos melhores momentos da equipa de Alvalade, fazendo uma assistência primorosa para o golo de Slimani e apontando, ele próprio, o golo que consumou a reviravolta. Bryan Ruiz deu largas à magia em Alvalade.

O Fora-de-Jogo:

João Pereira – Mais uma vez, foi o elo mais fraco. Teve uma perda de bola que resultou no golo turco e nunca conseguiu encontrar uma forma eficaz de parar Quaresma. É certo que a defesa leonina não esteve bem, mas João Pereira foi o mais inseguro.

Diogo Janeiro Oliveira
Diogo Janeiro Oliveira
Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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