Sporting CP 3-2 Portimonense SC: É sempre em grandes jogos, Paulinho!

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A CRÓNICA: INVENÇÃO TÁTICA EM ALVALADE

O Sporting CP recebeu e venceu o Portimonense SC por 3-2. Um jogo de gala para terminar da melhor maneira 2021. O herói sem capa acabou por ser Paulinho com um hat-trick.

Numa primeira parte surpreendente, foi o Portimonense SC que quis domar o leão. Com um surpreendente esquema de seis defesas e com o número 10 Nakajima solto no apoio ao ataque, a equipa algarvia deu logo ares da sua graça aos 10 minutos. Grande tiro de meia-distância do poço de talento nipónico que obrigou Adán à primeira grande intervenção da noite. O aviso estava feito, mas parecia não haver reação da equipa de Rúben Amorim.

Á segunda não houve perdão, e os algarvios inauguraram mesmo o marcador. Um lance que demonstrou bem a capacidade de desdobramento ofensivo da equipa de Paulo Sérgio, que obrigou Matheus Reis a colocar a bola na própria baliza.

A reação passava de essencial para obrigatória, mas  a verdade é que o Sporting CP não conseguia criar grandes oportunidades de golo.  Pedro Gonçalves e Pablo Sarabia foram protagonistas de algumas ocasiões mas sem grande perigo.

No segundo tempo apareceu um leão pronto a fazer frente ao domador. Aos 54 minutos, Paulinho deu o primeiro sinal minutos antes naquela que viria a ser uma noite de sonho.

Mas a verdade é que foi a expulsão de Pedro Sá, a entrada de Bragança e a estreia de Geny Catamo que deram outra vertigem ofensiva ao Sporting. Aos 65 minutos, Paulinho deu o empate aos leões e a esperança parecia voltar a aparecer nas bancadas.

O Portimonense SC apenas procurava segurar o resultado, mas a estratégia, contrariamente à primeira parte, estava a sair totalmente ao lado. Paulinho voltou a aparecer no sítio certo e bisou com categoria para a reviravolta. Já parecia uma passagem de ano antecipada em Alvalade!

O jogo estava totalmente entregue à equipa de Rúben Amorim, mas ainda faltava o hat-trick. Pedro Gonçalves ofereceu a bola para trás e apenas foi preciso rematar com força para o fundo das redes.

Mas a prova deste grande jogo de futebol foi dada nos instantes finais. Mesmo com uma desvantagem acentuada, Lucas Possignolo marcou o golo da noite e deu um novo alento a uma equipa que tinha segundos para conseguir o empate.

O resultado não sofreu alterações e está completo o ano de sonho de Rúben Amorim.

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Paulinho – Parece que é mesmo feito para os grandes jogos. Num duelo que tinha tudo para correr mal ao Sporting CP, eis que apareceu o ponta de lança mal-amado para fazer um hat-trick. É verdade que só apareceu na segunda parte, mas foi o suficiente para se posicionar como um verdadeiro ponta de lança e resolver da melhor forma uma vitória para selar 2021.

 

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Esgaio – Foi um dos reflexos da primeira parte muito apagada do Sporting CP. Hoje não foi a noite de Ricardo Esgaio que, para além de não conseguir dar um bom contributo ofensivo, passou por grandes dificuldades com Fali Candé. No início da segunda parte parecia estar com vontade de mostrar mais, mas acabou por ser subtituído por Geny.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se num 3-4-3 com Matheus Reis como terceiro central e Esgaio e Nuno Santos nas laterais (Nuno Santos mais ofensivo). O trio de ataque era composto por Pablo Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves, sendo que estes dois últimos se colocavam mais perto um do outro.

Focando mais especificamente na primeira parte, a verdade é que o Sporting CP defrontou uma equipa muito comprometida defensivamente, com 6 defesas, e notava-se algumas dificuldades do Sporting CP em procurar a largura dos laterais.

Na segunda parte, os laterais começaram a entrar melhor no jogo, dar mais largura, Esgaio (muito apagado na 1ª parte) apareceu em zonas mais interiores. A Entrada de Daniel Bragança ofereceu uma melhor distribuição de jogo que Palhinha num jogo de ataque continuado. A entrada de Geny Catamo deu outra qualidade à lateral direita leonina, por ser um jogador com outras características ofensivas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (4)

Gonçalo Inácio (5)

Coates (5)

Matheus Reis (6)

Ricardo Esgaio (4)

Matheus Nunes (6)

João Palhinha (5)

Nuno Santos (4)

Pablo Sarabia (5)

Pedro Gonçalves (6)

Paulinho (9)

SUBS UTILIZADOS

Daniel Bragança (6)

Geny Catamo (6)

Tiago Tomás (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O Portimonense SC apresentou-se com 6 defesas quando o Sporting CP atacava, sendo que Filipe Relvas colocava-se entre Willyan Rocha e Fali Candé e com o apoio de Iván Angulo. Vimos também sempre um dos defesas (quase sempre Filipe Relvas) a sair em pressão.

Em termos ofensivos, foi uma equipa que se desdobrava com muita facilidade. Via-se assim um grande pragmatismo no ataque com Nakajima mais solto e a conduzir o jogo ofensivo no apoio a Fabrício. Fali Candé era também um dos homens que criava muitas dificuldades no corredor esquerdo. Na segunda parte, apareceu uma equipa submissa ao ataque do Sporting CP e, depois da expulsão e do golo sofrido, preocupou-se em segurar o resultado com a saída de Fabrício e a entrada de elementos mais defensivos. Nakajima posicionou-se sozinho na frente de ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel Portugal (5)

Willyan Rocha (6)

Pedrão (6)

Lucas Possignolo (6)

Filipe Relvas (6)

Pedro Sá (4)

Ewerton (5)

Fali Candé (7)

Shoya Nakajima (7)

Iván Angulo (4)

Fabrício (6)

SUBS UTILIZADOS

Henrique Jocú (4)

Anderson Oliveira (4)

 Luquinha (4)

Renato Júnior (-)

Sana Gomes (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.

Portimonense SC

BnR: O Portimonense SC apresentou-se com 6 defesas quando o Sporting CP atacava, muitas vezes vimos Filipe Relvas a colocar-se entre Willyan Rocha e Fali Candé, e muitas vezes um dos defesas a subir à pressão. Foi uma estratégia e um objetivo que, apesar de tudo, foi bem conseguido?

Paulo Sérgio: Acho que funcionou, propusemo-nos a defender onde o Sporting CP coloca jogadores. Com bola tínhamos um 4-3-3 bem definido e sem bola acompanhavamos os homens que nos atacavam. Isto era para garantirmos a superioridade numérica no meio, que muitas vezes não a tínhamos, arriscávamos homem para homem. Os três homens no centro do terreno no fundo pararam os dois médios do Sporting e o central que pretendesse subir. Estava a funcionar, o Sporting não tinha muitas situações de golo, o que depois se desmoronou.

João Castro
João Castrohttp://www.bolanarede.pt
O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva.

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