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Sporting CP 5-0 Vitória FC: Mão cheia de classe para a melhor equipa

Diogo Janeiro Oliveira · 3 min

Sporting CP 5-0 Vitória FC: Mão cheia de classe para a melhor equipa
Foto: Sporting CP

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Mais uma jornada em Alvalade, mais uma vitória fácil e tranquila do Sporting. Os “leões” estiveram iguais a si mesmos, com a dinâmica e a seriedade habituais desde o apito inicial do árbitro.

A prestação de João Mário, um dos principais talentos da equipa, foi baixa devido a uma lesão sofrida durante a semana, tendo entrado Gelson Martins para o seu lugar no onze inicial. Logo a partir do início, os “verde-e-brancos” tentaram ir para a frente, tiveram pontapés de canto e carregaram sobre a área dos sadinos, que entraram em campo com cinco defesas e uma linha de quatro médios à sua frente, na tentativa de suster ao máximo o esperado carrossel ofensivo leonino.

Depois de o capitão, Adrien Silva, ter sido admoestado com um cartão amarelo, digamos, “habilidoso”, o Sporting chegou à vantagem a meio da primeira parte. Depois de Coates e Slimani já terem tentado, foi Gelson Martins, a surpresa do onze, que inaugurou o marcador. Depois de uma jogada muito bem organizada por Slimani, William Carvalho e Bryan Ruiz, o jovem extremo português fez um chapéu ao guarda redes Ricardo. Um golo cheio de classe e qualidade técnica que começou a pintar a manta em Alvalade. Pouco depois, veio o segundo, apontado por Teo Gutiérrez. William Carvalho, que fez mais uma excelente exibição, cavalgou uma série de metros até encontrar espaço para o “cafetero”, que rematou junto ao primeiro poste, não dando grandes hipóteses de defesa a Ricardo. Foram dois golos muito parecidos com jogadas finalizadas no lado direito do ataque leonino.

Na segunda metade, mais do mesmo. O Sporting reentrou a jogar como queria, perante um Vitória de Setúbal muito fraco e totalmente inofensivo. Aos dez minutos do segundo tempo, Gelson completou o primeiro “bis” da sua carreira sénior, com um remate dentro da área, que culminou em mais uma bonita jogada, que teve a intervenção de Slimani e Adrien. Depois disso, JJ começou a pensar no jogo de Braga e retirou Slimani. Como se viu no amarelo a Adrien, o árbitro trouxe a lição bem estudada e, como Slimani estava em risco de exclusão, JJ não arriscou mais e colocou Hernán Barcos em campo. É de realçar a estrondosa ovação de que foi alvo o argelino, naquele que pode ter sido o último jogo com a camisola verde e branca em Alvalade.

Desta vez foi o português que bisou. O argelino guardou os tiros para Braga Fonte: Sporting Clube de Portugal
Desta vez foi o português que bisou. O argelino guardou os tiros para Braga
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O Sporting criou mais uma mão cheia de oportunidades claras de golo até ao fim da partida, tendo concretizado mais duas, ambas por Bryan Ruiz. O primeiro foi a conclusão de um livre estudado, que foi executado de forma perfeita. Um golo para ver e rever várias vezes. O último tento foi já no período de compensação, num livre em que o costarriquenho aproveitou a desorganização da barreira sadina e fez a bola passar por lá, até às redes de Ricardo. O Sporting chegou assim à liderança provisória, ficando à espera de ver o que fará o Benfica nos Barreiros, frente ao Marítimo.

A Figura:

Gelson Martins – Divide o protagonismo com Bryan Ruiz. Ambos bisaram, ambos tiveram vários lances onde demonstraram toda a sua qualidade. É de notar que estiveram fortes na finalização, um dos calcanhares de Aquiles dos dois sportinguistas.

O Fora-de-Jogo:

Tiago Martins – Num jogo extremamente fácil de dirigir, conseguiu distribuir o mesmo número de cartões para ambas as equipas, denotando um critério lastimável, absolutamente aberrante. Logo aos 15 minutos, mostrou um cartão amarelo desnecessário a Adrien Silva, retirando-o da “final” da última jornada, em Braga. Ainda bem que Jorge Jesus não deixou Slimani em campo até ao final do encontro.

Diogo Janeiro Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

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