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Sporting CP | Obrigado, Marcos Acuña!

Gonçalo Patrão · 2 min

Sporting CP | Obrigado, Marcos Acuña!
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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No mercado de verão de 2017, o Sporting CP apresentava Marcos Acuña. Na altura, o clube sabia que estava a contratar um bom jogador, tanto que desembolsou quase dez milhões no mesmo. Assim foi, Acuña rapidamente se assumiu como titular indiscutível, podendo fazer todo o corredor esquerdo sempre com qualidade e com algo que o distinguia de muitos outros: refiro-me, pois, à garra. O argentino que, por vezes, sofreu em termos disciplinares com essa característica, valeu-se da mesma em cada duelo, em cada jogada e em cada movimento dentro do campo. À garra, acrescia a qualidade, fosse em aspetos táticos, seja na definição do passe ou do cruzamento. Mas, e neste caso, infelizmente, nada é eterno e a estadia de Acuña em Alvalade também não o foi – o argentino saiu para o Sevilha por 10 milhões de euros, mais dois por objetivos, de acordo com o comunicado do Sporting CP à CMVM.

Sem dúvida alguma, Acuña merecia uma despedida melhor e, acima de tudo, merecia ser melhor tratado pelo clube que o colocou a treinar à parte, desvalorizando por completo o jogador. Mas agora falemos da venda em si: a par de Wendel, Acuña era o jogador mais valioso do plantel, valendo 12 milhões de euros de acordo com o site TransferMarkt e, olhando deste prisma e tendo em conta a conjuntura atual, até parece que foi uma venda razoável visto que o negócio poderá chegar aos 12 milhões de euros… no entanto, existem dois factos que me deixam pensativo quanto à avaliação da transferência de Acuña:

– A forma de vender o jogador (isolá-lo do plantel). Recordemos que Acuña chegou a treinar num pinhal, enquanto a equipa estava em estágio. Esta forma de demonstrar interesse em vender um jogador só o desvaloriza em termos financeiros.

– O segundo facto prende-se com uma questão que levanto: Haverá algum jogador no plantel capaz de substituir Marcos Acuña? Infelizmente, penso que a resposta é “não”. Embora o clube se tenha “precavido” através de Nuno Mendes e Antunes, o jovem ainda é uma promessa e, Antunes, podendo surpreender, à partida, não será melhor do que o argentino. Para além da qualidade (que Nuno Mendes talvez possa igualar), Acuña tem um espírito competitivo único e consegue contagiar os outros jogadores com esse mesmo espírito.

Acuña irá deixar saudades no seio dos adeptos leoninos
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Por outro lado, o esquema atual do Sporting não permite que Acuña jogue na posição onde costuma jogar, isto é, defesa esquerdo. Durante parte da época, Rúben Amorim escolheu colocar o argentino a defesa central do lado esquerdo, facto que limitou a sua capacidade ofensiva. Devido a este fator, consigo compreender minimamente a vontade de vender Acuña. Contudo, o que não consigo perceber verdadeiramente é a forma como o processo de venda do jogador foi gerido e, acima de tudo, a forma como um jogador que nos deu tanto foi tratado. Considero que faltou gratidão e inteligência na hora de venda. Posto isto, obrigado Acuña!

Gonçalo Patrão

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