Sporting CP | Wendel Show: a qualidade que vai faltar

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Uma das notícias de fecho do mercado: o Sporting CP vendeu Wendel aos russos do Zenit por cerca de 20 milhões. O brasileiro de 23 anos chegou a Alvalade em janeiro de 2018, proveniente do Fluminense, sendo um pedido expresso de Jorge Jesus, na altura treinador da equipa leonina.

Antes de chegar a Alvalade, muito se falou sobre o seu futuro, vários rumores de clubes internacionais e nacionais, como por exemplo o FC Porto. Um dos nomes mais sonantes foi o Paris Saint Germain, clube que lutou pela contratação do médio. Surpreendentemente, Wendel optou pelas cores verde e branco e o Sporting CP pagou 7,5 milhões de euros.
A sua chegada gerou alguma expectativa dos adeptos, no entanto, tardou em afirmar-se. Jorge Jesus não viu o médio como uma aposta válida e entendeu que o jogador precisava muito trabalho a nível tático. Seguramente, a diferença do futebol brasileiro para o europeu esteve na origem desse problema.

Depois do ataque de Alcochete e das sucessivas rescisões que resultaram desse acontecimento, Wendel ganhou espaço e teve mais oportunidades para jogar. Recordo-me que com José Peseiro não foi aposta, mas aquando da chegada de Marcel Keizer, começou a contar para as escolhas do onze inicial, formando o meio campo com Bruno Fernandes e Gudelj.

Na época 2018/2019 cumpriu um total de 33 jogos e registou três golos e cinco assistências. Na época seguinte, a sua importância foi notória e afirmou-se como uma das principais figuras do plantel leonino, realizando 39 jogos, apontando três golos e três assistências.

Com Marcel Keizer, José Peseiro, Silas e Rúben Amorim, Wendel firmou a sua preponderância e os seus rasgos individuais
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Durante a passagem por Alvalade, a sua prestação futebolística foi bem melhor que a prestação comportamental. Um dos episódios mais caricatos deu-se quando o jogador foi apanhado a conduzir sem carta de condução ou quando foi a Turim assistir ao Juventus x Ajax, sem autorização do clube, sendo alvo de um processo disciplinar por parte do clube leonino.

Sempre fui um admirador do futebol de Wendel, a capacidade que tem de controlar a bola e levar o jogo para a frente em velocidade é algo que se fez notar positivamente. Na última época foi, sem dúvida, um dos elementos mais importantes e isso revela bem a capacidade do jogador. A sua qualidade vai fazer muita falta nesta temporada, acredito que Rúben Amorim tinha pintado a equipa com Wendel. Perder o jogador no fim de mercado é algo que surpreendeu tudo e todos. Apesar de compreender a transferência, como adepto, sou contra à saída de qualquer bom jogador e mais valia do clube.

Gostaria ainda de realçar uma questão muito interessante. Em termos monetários, Wendel foi uma das melhores vendas dos últimos anos. Contudo, os louros são atribuídos à atual Direção enquanto não merecem. Em dois anos, Frederico Varandas nunca foi capaz de vender um jogador que tenha sido contratado durante o seu mandato por um valor surpreendente. Nem um!

Era esta a herança pesada de que se falava? A falta de ambição é notória por parte de quem comanda o barco. Não seria mais ambicioso imaginar um meio campo com João Mário e Wendel? Confesso que esta política de Varandas ao estilo de Godinho Lopes é deprimente.
Por último, gostaria de desejar toda a sorte e felicidade a Wendel no futuro. Tenho a certeza de que iremos ouvir falar dele e pelos melhores motivos. Será sempre um leão e as portas de Alvalade estarão sempre abertas para ser recebido com aplausos. O Wendel Show vai deixar saudades.

Artigo revisto por Joana Mendes

Tomás Parreira
Tomás Parreirahttp://www.bolanarede.pt
Alentejano de natureza, apaixonado por futebol com alma verde e branca. Licenciado em Marketing, procuro dedicar-me e empenhar-me em tudo o que faço. Embora tenha crescido numa família adepta do clube rival, desde cedo percebi que era o leão rampante que me apaixonava. Ser sportinguista é mais do que uma forma de estar na vida, é respirar Sporting Clube de Portugal. O seu grande sonho profissional é servir o clube.                                                                                                                                                 O Tomás escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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