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Tabata | Saudades do que não viveu

Miguel Amaral Rodrigues · 2 min

Tabata
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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52 jogos oficiais (1668 minutos), oito golos e seis assistências depois Bruno Tabata ruma a um novo destino.

Estada em Portugal

Foram menos 460 minutos que os 2128 que o brasileiro completou ao serviço do Portimonense SC, somente na última temporada ao serviço do clube algarvio e apenas no campeonato. Este desfasamento demonstra bem a diferença de impacto e preponderância que Tabata teve nos dois clubes.

Destacou-se em Portimão com o seu requinte técnico. Sempre tratou a bola por tu. Partia do corredor direito para o miolo sempre com intuito de ter o seu pé esquerdo virado para a baliza.

Enquanto que no Portimonense era uma das principais figuras da equipa, de verde e branco nunca conseguiu fazer-se ver como uma opção de primeira linha. De leão ao peito foi sempre útil, pois mostrou ser bastante versátil, tendo jogado em todas as posições do ataque e ainda realizado uns minutos na linha média do conjunto comandado por Rúben Amorim.

A pressão não permitiu a explosão

Esperava-se que Tabata explodisse na época 21/22. Para tal acontecer o brasileiro precisava de corresponder às expectativas dos adeptos leoninos. O nível que apresentou contribuiu para as conquistas dos leões – acusá-lo de não ser uma mais-valia não podem – mas tal desempenho ficou aquém da fasquia fixada pelos sportinguistas para o ex-camisola 7. A maldição continua.

Versatilidade

Nas alas, a falso 9 ou mesmo no meio-campo, Tabata acrescenta sempre alguma coisa. Pode não ser tão forte como Edwards em espaços curtos ou ter tanto golo como Pote, mas é um jogador que se sente confortável em várias posições e que podia ser bastante útil.

Francisco Trincão veio reforçar a frente de ataque e colmatar a saída de Pablo Sarabia, e Rochinha veio dar profundidade ao jogo e ao plantel. Nuno Santos continua a ser uma peça útil sobretudo devido à falta de uma solução para fazer esquecer Nuno Mendes, mas pode também ser utilizado mais à frente. Mas nenhum destes se sente especialmente confortável a habitar o meio por muito tempo.

Edwards e Pote são aqueles que podem de forma mais eficaz ser uma alternativa a Paulinho, que é a única verdadeira referência atacante do plantel leonino. Tabata podia ser mais uma.

Apesar do carinho pelos adeptos (mútuo) e pelo clube, não foi certamente o percurso que esperava ter com a verde e branca. É preciso gerir expectativas e o interesse imediato do jogador no Palmeiras também demonstrou que tal seria o melhor desfecho para ambas as partes.

Ainda se acreditava que pudesse oferecer mais e por isso vai deixar saudades.

 

 

Miguel Amaral Rodrigues

Redação Bola na Rede · ver artigos