Tolerância zero para Jesus e seus discípulos

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É quase um lugar comum entre sportinguistas considerar que esta temporada (e não outra além desta) deve ser a época do Leão Campeão Nacional. O estatuto do Sporting como um clube “grande” determina e exige títulos, nunca interregnos de anos a fio sem conquistar nada que glorifique a imagem e a marca do Leão. Assim, os empates contra o Moreirense fora e, mais recentemente, com o Braga em Alvalade ditaram que o FC Porto se distanciasse no topo da tabela classificativa. Mas isso não deve determinar um baixar de armas nos Leões, pois ainda nada está perdido. Este ano ou vai ou racha. Esta é a época da tolerância zero para Jesus e seus discípulos.

Há, por isso, um imperativo para esta temporada que importa relembrar a toda a hora e momento. Sejamos claros: o Sporting tem que se sagrar campeão nacional em 2018. Não há espaço para Planos “B’s”, C’s” ou “D’s”. Estamos fartos disso. Um clube como o Sporting Clube de Portugal não se pode contentar com conquistas de Supertaças, de Taças da Liga ou coisa que o valha. O clube e os seus adeptos são grandes demais, enormes na verdade, para consentir rugidos tão pacatos e tímidos do Leão. Querem o título de campeão nacional para ontem. Porque o Sporting só poderá ser tão grande como os maiores da Europa se se conseguir impor no futebol português como um clube que ganha títulos. Leia-se: títulos de campeão nacional.

O empate frente ao SC Braga foi um passo atrás na luta leonina pelo título Fonte: Sporting Clube de Portugal
O empate frente ao SC Braga foi um passo atrás na luta leonina pelo título
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Qualquer sportinguista que se refugie na “tese do conluio” de Terceiros, indo desde presidentes disto e daquilo, delegados e árbitros de aqui e de acolá, que por sua vez estão comprometidos com o fulano x, y e z, deveria, em vez de alimentar tais suspeitas, centrar as suas energias no clube e preocupar-se, sobretudo, com o interior do Sporting. Em linguagem psicológica, temos que centrar energias no nosso interior, evitando criar “bodes expiatórios” externos para os nossos problemas. O lócus de responsabilidade externo tem como função evitar que se olhe para o nosso mundo interior, refugiando-nos sistematicamente nos Outros, esses é que são sempre a fonte dos nossos males. Enquanto não se reconhecer isso, nunca vamos conseguir evoluir, de forma sustentada, empenhada e duradoura, para patamares mais ambiciosos. E isto vale tanto para indivíduos e instituições como para clubes de futebol.

Simão Mata
Simão Matahttp://www.bolanarede.pt
O Simão é psicólogo de profissão mas isso para aqui não importa nada. O que interessa é que vibra com as vitórias do Sporting Clube de Portugal e sofre perante as derrotas do seu clube. É um Sportinguista do Norte, mais concretamente da Maia, terra que o viu nascer e na qual habita. Considera que os clubes desportivos não estão nos estádios nem nos pavilhões, mas no palpitar frenético do coração dos adeptos e sócios.                                                                                                                                                 O Simão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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