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Uma Alternativa Máxima

Romão Rodrigues · 3 min

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“Ano novo, vida nova” é um ditado obsoleto. No pensamento da classe trabalhadora surge apenas como uma velha máxima na qual, numa primeira instância, se depositam esperanças e crenças para que a qualidade de vida melhore, que os salários aumentem e que os impostos sejam reduzidos; posto isso, após repararem que janeiro correu a maratona sob valores que almejam o atual recorde mundial e que fevereiro já irrompe no mesmo sentido, deparam-se com o sumo dos desejos espremido até à última gota e facilmente se deixam invadir pela aridez da ignorância. “Cão que ladra, não morde”. No fundo, as promessas de sempre, com o discurso de sempre, às pessoas de sempre. Um ciclo sem fim!

Ora, supracitado está a vítima de sempre. O Sporting Clube de Portugal. “Chora-se sob um leite derramado” durante anos a fio e que, incrivelmente, continua a ser motivo para a menor das coisas: a divisão interna, a instabilidade, os croquetes e os viscondes. “Roupa suja lava-se em casa”, mas esta é estendida e presa por molas maciças no estendal da esfera pública. Perante a precipitação de teses e o clima vivido no espaço mediático, ergue-se o cheiro da humidade. Portanto, preservando o bem-estar do clube, pede-se a labuta doméstica de forma mais reservada, mais privada.

Contudo, no seio de tanto temporal opinativo, subsistem algumas dádivas vindas do Além. Diz-se que “no fim da tempestade, vem a bonança” e eu vou estruturando o meu espírito consoante o ideal. Um Luís Maximiano não germina diária nem semanalmente.

O jovem guardião tem convencido o tribunal de Alvalade
Fonte: Bola na Rede

“Nem tudo o que reluz é ouro”, mas o jovem guarda redes leonino brilha e ofusca o lampejo ofensivo de qualquer equipa, independentemente da intensidade do mesmo.  “Águas passadas não movem moinhos”, mas Rui Patrício ainda é relembrado pela maioria da massa adepta: o choro instala-se e contemplam-se tantas lágrimas quantas estiradas suas. Não! É tempo de virar a página, de recrutar o soldado mais imberbe, de ir à cata da segurança e devolvê-la à equipa! “Quem não tem cão, caça com um gato”!

“Planta-se verde para colher maduro”. O 81 leonino é discípulo do clube, proclama os seus valores e percebe o que de impercetível se diz ou se faz. Sente o clube e respira-o. Logo aí, a espécie possui vantagem competitiva face ao seu colega de posto, Renan Ribeiro. “Amigos, amigos, negócios à parte”. Além disto, é efetivamente e em larga escala superior ao brasileiro, excluindo na detenção de grandes penalidades: saída rápida e não comprometedora dos postes, segurança a jogar com os pés, ágil, excelente capacidade de posicionamento e de leitura de jogo. A irreverência corre-lhe no sangue e o amor ao clube idem.

“Há males que vêm por bem”. O infortúnio de Renan conduziu Maximiano à titularidade e este último, fazendo jus ao leão que ruge dentro de si, agarrou-a com as presas bem apressadas. Considero que a exibição diante do Lask Linz dissipou todo aquele tradicional inquérito que se realiza para os botões pessoais. “Uma andorinha sozinha não faz verão”, mas endossa a coletividade e confere confiança a uma equipa periclitante: o internacional sub-21 caminha nesse sentido. Mais tarde ou mais cedo, tornar-se-á a muralha que urge reerguer.

“O barato sai caro”. Caso abandone a casa onde cresceu, no futuro, assegurará uma quantia elevada aos cofres do Sporting Clube de Portugal. “Para bons entendedores, meia palavra basta” e, para que o Sporting se mantenha minimamente respirável, basta que Luís Maximiano continue a defender as suas cores.

Foto de Capa: Bola na Rede

Romão Rodrigues

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