Wendel foi jantar com D. Sebastião

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Os noticiários e os diferentes meios jornalísticos aborrecem qualquer alma viva pela constância da informação que subsiste: politiquices, politiquices e mais politiquices. Dos “diz que disse” aos Orçamentos de Estado, com breve passagem pelas trocas de carinho contempladas na Assembleia da República sobre medidas de diversas temáticas (o verniz é estalado, nunca serviu para pintar) e pelas polémicas envoltas em corrupção massiva. Existe, claro está, uma semelhança entre todas: para a linhagem real, nenhuma apresenta qualquer fundamento e ninguém assume culpa de nada.

A CMTV, ao longo do tempo, inovou e aprimorou uma técnica de retenção de espectadores, cozinhando escândalos, cenários irrisórios e peripécias à boa moda portuguesa. No fundo, o jornalismo é cru e temperado com altas dosagens de sensacionalismo. Dos mais jovens aos mais idosos, a sintonização no canal começa a ser imediata. Antes da ocorrência da tragédia, os vários repórteres (feiticeiros, bruxos e mais algumas designações no mundo da objetividade) são os primeiros a atracar no local, a recolher impressões digitais e a cobrir os corpos com o desígnio de não agoniar a população quando se está perante uma morte de um veado em época de caça furtiva.

Contudo, algo me tem vindo a inquietar na atualidade informativa do canal. Wendel, médio do Sporting Clube de Portugal, esconde, há sensivelmente dois meses, os seus sinais vitais. Atenção, não confundamos: refiro-me ao jogador da última metade da época transata, que vencia duelos porque era mais inteligente e mais forte, que era temerário na condução da bola, com qualidade e critério vincados, rasgando, muitas vezes, defesas com passes de qualidade superior e balizas com golos de antologia. Surpreende-me que o Correio da Manhã não esteja encarregue do caso…

O jovem brasileiro tem estado em destaque pela negativa e por aquilo que faz fora das quatro linhas
Fonte: Sporting CP

Não é meu dever, nem do meu interesse, alertar os que da minha paixão bebem e se embebedam, mas estamos perante um naufrágio da nau de madeira pouco ou nada maciça, com dois grandes buracos no cerne: para além de a posição seis estar completamente deserta, a posição oito é ocupada ora por Eduardo, ora por Miguel Luís que, “por miúdos”, significa quase o mesmo. Ciente de que fevereiro está longe, urge colocá-lo no nosso horizonte porque é extremamente necessário que o meio campo dance ao ritmo do samba das terras de Vera Cruz. Se em 1500 conquistamos o ouro do Brasil, em 2020 buscamos o futebol que respira o ritmo latino e tropical.

D. Sebastião orgulha-se do seu aprendiz. Num tête-à-tête, confessou-me conhecer o paradeiro do brasileiro embora não o descortinasse. O seu desaparecimento na batalha de Alvalade, diante do SC Braga, deixa mágoa e marcas no reino do leão. E é que a confusão eclode porque a maturidade é mais do que suficiente para assumir o miolo, para ser o regente, a par de Bruno Fernandes, das cortes leoninas. A situação era desculpável com 14 anos, não com 22.

Sportinguistas, agora, num momento cem por cento telepático, raciocinemos: se a CMTV não se ocupou do caso nem lhe atribui qualquer relevância, então a nossa preocupação é escusada e em vão. Ele aparecerá, numa noite de nevoeiro!

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Romão Rodrigues
Romão Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
Em primeira mão, a informação que considera útil: cruza pensamentos, cabeceia análises sobre futebol e tenta marcar opiniões sobre o universo que o rege. Depois, o que considera acessório: Romão Rodrigues, estudante universitário e apaixonado pelas Letras.                                                                                                                                                 O Romão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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