CD Nacional 2-1 Boavista FC: Festival de golos para abrir a época

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Numa partida em que se jogava a continuidade na Taça da Liga Portuguesa, CD Nacional e Boavista FC davam, na Choupana, o arranque oficial da temporada, sob a ameaçadora presença de um velho conhecido. Pontualmente, lá aparecia o nevoeiro, mas, em plena época dos típicos arraiais madeirenses, os poucos adeptos que compareceram no estádio foram presenteados com um verdadeiro festival de golos.

Depois de uma época em que se sagrara campeão da Segunda Liga, o Nacional aparecia com grandes expectativas e vontade de recuperar o seu lugar entre os grandes. De igual modo, o Boavista, reavivado com Jorge Simão, apresentava alguns reforços interessantes, com o objetivo de lutar por uma posição na metade superior do campeonato.

Em campo, alvinegros e axadrezados começaram equilibrados, dividindo as despesas ofensivas, que ainda assim, pareciam mais assertivas do lado forasteiro, apostado em abrir cedo o marcador. Os homens da casa, contudo, não se mostravam tímidos e foi mesmo o conjunto insular o primeiro a fazer balançar as redes, quando Witi recebeu a bola, ainda de fora da grande área, e atirou a fulminar Helton. O guarda-redes brasileiro ainda tocou o esférico, mas o esforço foi insuficiente para negar um belo golo ao extremo moçambicano.

Após o tento, o Boavista começou a ganhar algum ascendente, mas pertenciam, mesmo assim, as melhores oportunidades aos madeirenses. O Nacional mantinha o núcleo duro da época transata, que redundou no regresso aos palcos maiores do futebol português, e demonstrava, por isso mesmo, maior entrosamento, apesar da evidente, mas já espectável, falta de ritmo.

O setor mais recuado do Boavista, sobretudo no eixo, deixou transparecer alguma inexperiência e falta de entrosamento
Fonte: Bola na Rede

O Boavista, por seu turno, tinha mais dificuldades, com uma série de jogadores que denotavam ainda alguma falta de adaptação à equipa, casos mais evidentes os de Neris, Raphael ou Falcone. A equipa de Jorge Simão deixava transparecer, de resto, vários problemas nas transições e na coordenação do seu jogo ofensivo.

Ao intervalo, a justiça do resultado não merecia grande contestação, e os primeiros minutos do segundo tempo pareciam evidenciar apenas mais do mesmo. Um Nacional mais coeso, que comandava, à sua maneira, o rumo do jogo, e espreitava ainda o segundo golo.

Foi, por isso, um pouco contra a corrente, que aos 58’, Fábio Espinho demonstrou classe e sangue frio, com uma ‘chapelada’ que tornou a nivelar o marcador.

Não durou muito tempo, contudo, já que a resposta nacionalista foi à letra e não se fez tardar. Cinco minutos depois, Rochez, assinou o seu golo, também a levantar a bola sobre o adiantado Helton, depois de um passe excecional de Mauro Cerqueira.

Nos últimos dez minutos, o conjunto boavisteiro ainda assustou, com um par de boas ocasiões de perigo, mas valeu Daniel Guimarães, que se mostrou por igual número de vezes, com defesas assertivas e providenciais. Apesar das investidas da formação portuense, os insulares souberam manter a vantagem e garantiram a presença na fase de grupos da Taça da Liga. Embora por vezes nem parecesse, face ao jogo interessante, foi mesmo um encontro de arranque da temporada, que ficou, de forma indiscutível, marcado pelos golos que coloriram o espetáculo.

Onzes iniciais:

CD Nacional: Daniel Guimarães; Nuno Campos, Arthur, Diogo Coelho, Mauro Cerqueira; Jota, Vítor Gonçalves, Alhassan, João Camacho; Witi e Rochez

Boavista FC: Helton; Carraça, Neris, Raphael, Talocha; Idris, David Simão, Rochinha (Mateus, 46’), Rafael Costa, Fábio Espinho e Falcone

Marco António Milho
Marco António Milhohttp://www.bolanarede.pt
Nascido no Funchal, licenciou-se em Ciências da Comunicação, antes de passar pela redação do Diário de Notícias da Madeira. Dividido entre a rádio e a escrita, é amante incorrigível do jornalismo, do cinema, da história e do desporto em geral, onde o futebol e o basquetebol ocupam o lugar de destaque.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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