CF Os Belenenses 5-3 CA Pêro Pinheiro: Festival de golos no Restelo com os da casa a levarem a melhor

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A CRÓNICA: CABO-VERDIANO CLÉ TOMOU CONTA DO JOGO

A formação do CF Os Belenenses começou melhor a partida. Levou, por três vezes, perigo à baliza do CA Pêro Pinheiro. Um cruzamento da direita, outro da esquerda e a ocasião de maior perigo até ao empate ser desfeito foi criada por Clé, que após um passe em profundidade ficou isolado, não conseguindo finalizar por culpa de Mica Simão que protagonizou um corte imperial.

Aos 15 minutos de jogo, após cruzamento de Herlander, Mica Simão, defesa do Pêro Pinheiro introduz involuntariamente a bola na própria baliza. O angolano do Belenenses conduz a bola até à entrada da pequena área, toca para trás à procura de um colega, mas o esférico embate em Mica Simão, inaugurando o marcador a favor dos azuis.

Os primeiros 25 minutos tiveram ascendente da equipa da casa. Já os dez seguintes foram o melhor momento do conjunto do Pêro Pinheiro na primeira metade. Ao minuto 21 surge o primeiro lance de real perigo para os visitantes com um cabeceamento a passar ligeiramente por cima da barra.

O Belenenses aumenta a vantagem à passagem do minuto 39. Canto direto para a área, com a bola a sobrar para a zona do penalti onde estava sozinho o defesa central Carimo Conté, que com a bola no ar pontapeou em força sem hipótese para o guardião adversário.

Embalados com o golo, a formação do Restelo continuou a carregar e na jogada seguinte faz o 3-0. Depois de um passe longe, Clé ganha a frente ao defesa e avança para o remate, o qual é defendido. A bola continua em redor da baliza do Pêro Pinheiro, com vários remates a serem defendidos até que chega novamente ao cabo-verdiano que só tem de encostar.

Ainda antes da primeira parte terminar ainda houve tempo para os comandados de Hélder Ferreira reduzirem a desvantagem. Ao minuto 43 Toni após cruzamento de Chiquinho conclui com um gesto acrobático. As equipas recolheram ao balneário com 3-1 no marcador.

Esperava-se que a equipa do Pêro Pinheiro volta-se para o segundo tempo com a confiança reforçada após o golo nos últimos minutos da primeira parte. A verdade é que foi novamente o Belenenses a entrar melhor e logo ao minuto 50 aumentou a vantagem para 4-1. Rui Pereira faz um passe na rotura a encontrar Clé que frente a frente com o guarda-redes não vacilou.

Foram precisos alguns minutos para que os visitantes se encontrassem. E ao minuto 55, com um remate de fora de área, Cláudio dos Anjos faz o 4-2. Logo de seguida num bom desenho ofensivo, Chiquinho recebe a bola já dentro da grande área, deixa um adversário para trás e remata com violência ao poste mais próximo para o 4-3.

Dez minutos depois, com o jogo com cada vez menor intensidade, surge o 5-3 para a formação de Nuno Oliveira. Cruzamento rasteiro de André Frias para Clé que aparece sozinho na pequena área, tendo só de encostar. O 5-4 esteve perto de surgir, relançando assim a partida. Tal não aconteceu e a partir daí o jogo perdeu muita intensidade. 5-3 foi o resultado final, o Belenenses passa à próxima eliminatória da Taça de Portugal.

 

A FIGURA

Clé – O extremo cabo-verdiano é um tecnicista acima do nível onde joga. Foi um pesadelo para a defesa do Pêro Pinheiro, tendo marcado três golos.

 

O FORA DE JOGO

Bruno Botas – Apesar da vitória, Bruno Botas, a principal referência do ataque dos azuis, passou despercebido em campo. Ele que leva dois golos em duas jornadas no Campeonato de Portugal pouco contribuiu para a manobra ofensiva do Belenenses.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF OS BELENENSES

O Belenenses apresentou-se num 3-4-3, com Gonçalo Ferreira na baliza, o habitual suplente, na defesa com César Medina, Fábio Marinheiro, Carimo Conté. O meio-campo era composto por André Frias, Mauro Antunes, Rui Pereira e João Oliveira. A frente de ataque era constituída por Clé, Bruno Botas e Herlander.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonçalo Ferreira (5)

João Oliveira (5)

André Frias (6)

Mauro Antunes (6)

Clé (8)

Rui Pereira (6)

Herlander (7)

Fábio Marinheiro (5)

César Medina (5)

Bruno Botas (4)

Carimo Conté (7)

SUBS UTILIZADOS

David Brazão (5)

Rúben Araújo (5)

Miguel Oliveira (5)

Diogo Brito (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CA PÊRO PINHEIRO

O esquema inicial montado por Hélder Ferreira foi um 4-3-3, com Pedro Gouveia na baliza, ele que ainda não tinha jogado nenhum jogo para o campeonato. Na defesa com Mica Simão, Daniel Oliveira, Rafa González e João Hilário. No miolo estavam Cláudio dos Anjos, Alef e Tomás Martins. E no ataque apresentaram-se Tiago Luís, Toni e Chiquinho. Acontece que a defender formava-se uma linha de cinco defesas com Cláudio dos Anjos a descer para central. Para médio descia Tiago Luís, ficando na frente Toni e Chiquinho, uma espécie de 5-3-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Gouveia (5)

Daniel Oliveira (5)

Mica Simão (5)

João Hilário (5)

Rafa González (5)

Cláudio dos Anjos (6)

Tomás Martins (6)

Alef Silva (5)

Tiago Luís (6)

Chiquinho (6)

Toni (7)

SUBS UTILIZADOS

Kiko Moucheira (5)

Francisco Bastos (5)

Henrique Henriques (4)

Bismark Sanca (-)

Diogo Silva (-)

  

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Os Belenenses

BnR: O Belenenses em dois jogos para o campeonato marcou cinco golo e sofreu dois. Hoje marcou cinco e sofreu três. É uma equipa que marca muito, mas também sofre muito. O que é que é preciso fazer para não sofrer tantos golos?

Nuno Oliveira: Se continuar a marcar cinco golos e a sofrer três posso assinar por baixo e é assim até ao final do campeonato. Para mim não há problema nenhum. Numa taça passas uma eliminatória, num campeonato ganhas três pontos. Claro que não estou satisfeito com os três golos sofridos, mas a verdade é que foram três golos em que o primeiro é demérito nosso, defendemos muito mal o lance, mas acontece e os outros dois golos também temos de compreender que as execuções dos adversários também são boas e foram dois golos de belo efeito e temos de dar o mérito ao adversário. Mas nós fomos superiores a isso. O resultado é um bocadinho enganador, tivemos a ganhar por 3-0, depois sofremos, logo a seguir fazemos o 4-1. Depois sofremos dois golos, mas reagimos logo e fazemos o 5-3 e podíamos ter feito mais um ou dois. Queremos sofrer menos, mas ganhámos bem.

 

CA Pêro Pinheiro

BnR: Sabendo que o próximo jogo vai voltar a ser com o mesmo oponente, que lições tira desta partida e o que é que não pode deixar que se repita?

Hélder Ferreira: Cada jogo tem a sua história. Sei que o jogo de domingo é um jogo de campeonato e não um jogo de taça, mas o Belenenses não deixa de ter a mesma qualidade que tinha hoje. As condições com as quais trabalhamos são diferentes das do Belenenses. Espero que em nossa casa não cometamos tantos erros. Se conseguimos marcar três golos, algo que é difícil alguma equipa fazer a esta formação do Belenenses, certamente conseguiremos outra resposta positiva, mas desta vez com uma vitória do CA Pêro Pinheiro. Vamos trabalhar para isso, sabendo que vai ser muito difícil.

Miguel Amaral Rodrigues
Miguel Amaral Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
Desde que se lembra que o Miguel joga à bola. Sentiu sempre uma ligação com a redondinha. Com 7 anos de idade começou a ir a Alvalade e desde então é raro falhar um jogo. Aos 13 iniciou a sua carreira no futebol federado. E para sua tristeza, há cerca de dois anos pendurou as botas. Mas não largou a maior paixão que tem na vida. Estuda jornalismo na ESCS e é por intermédio da comunicação que quer acompanhar o futebol daqui para a frente.

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