Publicidade

Caldas SC 1-1 (4-2, g.p.) Académica OAF: O sonho permanece vivo

Rafael Raimundo · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Nacional

Eram 11h da manhã e o recinto já estava pintado de preto e branco. De um lado adeptos da equipa caldense, do outro adeptos da Académica. A festa da taça era um sinónimo que descrevia muito bem aquela moldura humana. Ontem já estavam vendidos os 1500 ingressos que o Caldas havia cedido à equipa de Coimbra. Do lado dos visitados e após uma vitória histórica contra o Arouca os adeptos acreditavam que podiam seguir em frente e demonstraram-no com a presença no estádio. Há muitos anos que o Campo da Mata, nas Caldas da Rainha, não via uma enchente assim.

Os dados estavam lançados. A partida começa e o equilíbrio pauta aquilo que iriam ser os primeiros 15 minutos de jogo. O Caldas atacava de forma mais pragmática, enquanto a Académica tentava impor o seu jogo. Corria o minuto 16´ quando João Rodrigues, conhecido também por Tarzan, antecipa-se a um defesa da Académica e com um remate rasteiro coloca a equipa da casa em vantagem no marcador. O guarda-redes forasteiro ainda defendeu, mas não conseguiu evitar que a bola entrasse na baliza. 1-0 ganhava o Caldas.

Um jogo onde as faltas foram recorrentes, de parte a parte, e em que o primeiro lance de perigo da Académica só chegou ao minuto 34. Grande remate de Luisinho que Luís Paulo conseguiu desviar para canto.

A Académica subia no jogo e consequentemente a equipa caldense recuava, situação que se agravou com a expulsão dos extremos do Caldas. Luís Farinha viu dois cartões amarelos no espaço de três minutos. O jogo ia para o intervalo com o Caldas na frente e já com um jogador a menos. O treinador da Académica Ricardo Soares também já tinha sido expulso por protestos, já perto do final da primeira parte.

Desde o intervalo que a equipa caldense jogava reduzida a dez jogadores
Desde o intervalo que a equipa caldense jogava reduzida a dez jogadores

A segunda parte trouxe um jogador da equipa de Coimbra ao jogo, Harramiz substituía Guima e a Académica ficava assim com dois jogadores muito perto de zona de finalização.

Neste momento a partida já só tinha um sentido – a equipa que luta pela subida ao principal escalão português atacava, enquanto o Caldas, clube que atua na série D do Campeonato Nacional Prio, tentava defender o resultado como podia. Baixou as linhas e deixava Pedro Emanuel sozinho na frente numa tarefa algo ingrata.

Tanto tentou a Académica, ora rematando de fora de área ora através de cruzamentos, que acabou mesmo por marcar. Mike Moura de cabeça empatava a partida numa altura em que a equipa da casa jogava apenas com nove jogadores. O lateral direito do Caldas, Juvenal, estava fora de campo a ser assistido.

Até ao final dos 90 minutos nada mudou. Foram muitos os lances de perigo que a briosa criou, mas que foram sendo evitado, tanto pela falta de sorte da equipa de Coimbra como pela grande exibição do guardião caldense.

No prolongamento o rumo do jogo permaneceu igual. A equipa das Caldas ia aguentando como conseguia e a Académica tentava evitar as grandes penalidades – o que não aconteceu.

No desempate por grandes penalidades a equipa das Caldas levou a melhor. André Simões, que foi o principal jogador na fase de construção do Caldas, marcava o penalti decisivo e, uma vez mais, a equipa caldense levava a melhor sobre equipas da segunda divisão. Na próxima eliminatória da Taça de Portugal o Caldas vai receber em sua casa a equipa do Farense e para os adeptos do clube da cidade das Caldas da Rainha o sonho do Jamor permanece vivo.

A FIGURA:

luis paulo
Fonte: Gazeta das Caldas

Luís Paulo – O guarda-redes do Caldas SC evitou por diversas vezes o golo da Académica. Por três vezes fez defesas que revelaram enorme agilidade. Na eliminatória passada o guardião tinha sido já decisivo também.

O FORA-DE-JOGO:

marinho-academica

Marinho – O capitão da equipa de fora foi incapaz de desequilibrar a partida. Poucas foram as vezes que atacou a baliza contrária, na sua grande maioria sem criar qualquer perigo.

Conferência BnR:

Caldas SC

BnR: Como é que se equilibra uma equipa que ao intervalo está a jogar com 10 contra uma equipa de um escalão superior?

José Vala: Nós já estávamos a baixar as linhas. Com dez o que tentamos foi equilibrar e tentar fazer com que o jogo pelo corredor central da Académica de Coimbra não acontecesse. Baixámos um bocadinho o Pedro (avançado do Caldas) e deixámos os centrais jogar mais livres. Ou seja, acabámos por tentar fazer aquilo que fazíamos com onze, só não conseguíamos era sair tantas vezes com a bola.

Académica OAF

BnR: Ao intervalo fez entrar Harramiz para ter mais um avançado e após empatar a partida acabou por voltar a jogar com apenas um avançado. Essa substituição foi para acautelar possíveis surpresas?

Tiago Aguiar: Foi uma questão meramente tática. Passámos mais de 50% do jogo no meio campo da equipa do Caldas.

Rafael Raimundo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.