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SC Beira-Mar 2-2 CS Marítimo (3-2) após g.p.: Histórico Beira-Mar diz “presente” frente ao Marítimo

João Filipe Brandão · 5 min

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Domingo de sol e frio no Estádio Municipal de Aveiro para receber o embate entre SC Beira-Mar e CS Marítimo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. O SC Beira-Mar iria tentar surpreender o CS Marítimo, sublinhando as dificuldades que as equipas do primeiro escalão do futebol português tiveram para ultrapassar equipas de escalões inferiores. Já o CS Marítimo tentaria contrariar os resultados menos positivos dos últimos tempos com uma vitória frente ao histórico aveirense, em Aveiro.

Os minutos inciais da partida fizeram sobressair dificuldades da equipa madeirense em penetrar a defensiva do SC Beira-Mar. Os jogadores aveirenses começaram o jogo focados e ocupando bem os espaços que o CS Marítimo tentava utilizar para criar ocasiões de perigo.

O primeiro golo da partida suge ao minuto 16’ por intermédio de João Nogueira que aproveita, da melhor forma, uma bola aliviada por um defesa madeirense e cabeceia ao ângulo da baliza. O guardião Amir ficou sem hipóteses de defesa com este cabeceamento colocado.

Com o marcador inaugurado, continuou-se a ver a equipa da Madeira com dificuldades em construir jogadas de ataque e a equipa da casa com uma qualidade defensiva e na troca do passe que parecia até surpreender alguns dos jogadores do CS Marítimo. Os aurinegros utiliziram estes argumentos a seu favor para impor o ritmo do jogo, conseguindo colocar dificuldades ao CS Marítimo no momento defensivo e no ofensivo.

À passagem do minuto 40’ eis que a formação orientada por Nuno Manta Santos dá o primeiro sinal de verdadeiro perigo por intermédio de Getterson que, só com o guardião do SC Beira-Mar pela frente, pica a bola, levando-a a embater no travessão da baliza.

Mesmo antes do apito para o intervalo, houve ainda tempo para mais uma chance de golo para a quipa madeirense. Outra vez Getterson isolado, mas desta vez envia a bola rasteira para fora e passa, assim, o perigo para o SC Beira-Mar. As equipas recolheram, em seguida, aos balneários como SC Beira-Mar em vantagem por uma bola a zero, numa partida bem gerida pela equipa aveirense.

A calma e oganização da primeira parte prolongaram-se na segunda parte. O SC Beira-Mar continuou a ocupar bem os espaços e a acompanhar bem as desmarcações dos elementos madeirenses. O CS Marítimo procurou, no entanto ter mais bola e variar mais os flancos e estilos de jogo para conseguir criar perigo à equipa da casa.

Confirmando a boa exibição e forma de abordar este jogo, foi o SC Beira-Mar que conseguiu criar o primeiro lance de perigo da segunda metade da partida. Bola parada convertida por Fábio Vieira e o central Edgar Almeida a cabecear com perigo, mas para fora da baliza de Amir.

O golo do empate surgiu ao minuto 70’ por intermédio de Getterson após um bom cruzamento de Ruben a partir da esquerda do ataque madeirense. A jogada nasce depois de várias alívios da defensiva aveirense menos bem conseguidos e que ofereceram a bola à equipa adversária.

Fonte: CS Marítimo

Com a igualdade reestabelecida no marcador os aveirenses não tiveram problemas de assumir a procura da vitória. Foi, no entanto, o Marítimo que conseguiu chegar com mais perigo nestes últimos minutos à baliza contrária e ao minuto 80’ podia até ter chegado à vantagem não fosse Getterson desperdiçar outra boa oportunidade.

Cheirava a reviravolta e acabaria por acontecer mesmo. Bom cruzamento de Edgar Costa a encontrar René ao segundo poste que cabeceou quase sem ângulo para o fundo das redes da baliza de Hugo Carvalheira.

No último lance antes do apito final chegou o golo do empate da equipa de Ricardo Sousa. Boa jogada de insistência do conjunto aveirense e Cissé a corresponder da melhor forma a um cruzamento tenso de Edgar Almeida.

A partida acabaria por seguir mesmo para prolongamento após um empate a duas bolas no tempo regulamentar. No prolongamento o jogo manteve-se dividido com ambas as equipas a falharem no momento ofensivo, mas a serem consistentes no momento defensivo.

O prolongamento não foi, no entanto suficiente para alterar o empate registado no marcador e os penáltis assumiram-se como fator decisivo. A lotaria acabou por sair à equipa de Aveiro que afasta, desta forma, mais um clube da primeira liga da Taça de Portugal. Com este resultado, o Beira-Mar não poderia ter desejado um melhor regresso às provas rainhas e deixa boas impressões para os jogos que se avizinham.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CS Marítimo: Amir, Nanu, Zainadine, Grolli (Vukovic 90’+16’), Rúben, René, Bambuen (Nequecaur 62’), Edgar, Correa, Maeada (Rodrigo Pinho 70’), Getterson

SC Beira-Mar: Hugo Carvalheira (Miotti 120’)s, João Nogueira (Adson 72’), Isaac (Boateng 55’), Edgar, Rodolfo, Rui Sampaio, Fábio Vieira, Yanick Semedo, Diego Raposo (Cisse 65’), Pedro Aparício, Cícero

A FIGURA

Fonte: SC Beira-Mar

SC Beira-Mar – Grande exibição do coletivo de Ricardo Sousa. Demonstrou organização, garra, ambição e qualidade no seu praticado. Bons indicadores para a época que está a decorrer.

O FORA DE JOGO

Fonte: CS Marítimo

Nanu – O lateral direito não se impôs na sua posição. Falhou muitos passes, tinha dificuldades em aliviar a bola e em se evolver ofensivamente.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CS Marítimo

BnR: Notou-se alguma surpresa por parte dos seus jogadores em face da boa entrada e do beira-Mar no jogo. Estava à espera de encontrar uma equipa tão consistente e unida hoje aqui em Aveiro?

Nuno Manta: Sabíamos o que o Beira-Mar é, uma equipa profissional e consistente. Houve momentos em que tivemos que respeitar mais o nosso adversário, admito, tem qualidade, tem valor. Chegou a um ponto depois que começámos a jogar muito mais com o coração do com a cabeça e o segundo golo não podia ter acontecido, em alta competição não pode acontecer. São dois erros muito graves.

SC Beira-Mar

BnR: Este resultado faz sonhar, mas ao mesmo tempo leva-nos a tempos não tão distantes em que o Beira-Mar habitava o principal escalão do futebol português. Considera que esta exibição possa ser um sinal de que esse regresso está para breve?

Ricardo Sousa: Esperemos que sim, estamos a trabalhar de forma afincada para regressar o mais rápido possível ao mais alto patamar do futebol nacional. E nós todos sonhamos com isso, o sonho é o que nos move e há 20 anos também foi o sonho que nos moveu. Numa fase inicial da competição ninguém diria que o Beira-Mar poderia alguma vez chegar onde chegou há 20 anos. A imagem que estamos a passar é que estamos vivos e estamos de regresso e desta vez é para ficar. A quantidade de adeptos que vieram hoje, demonstra que os adeptos estão connosco e que a cidade está envolvida no projeto e isso é que vai fazer com que cheguemos longe.

João Filipe Brandão

Redação Bola na Rede · ver artigos