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Força da Tática: A importância do guarda-redes na construção ofensiva do RB Leipzig

Nuno Oliveira · 2 min

Força da Tática: A importância do guarda-redes na construção ofensiva do RB Leipzig
Foto: Bundesliga

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Longínquos são os tempos em que o jogador com menos talento nos pés se tornava guarda-redes da equipa, ou que um jogador da equipa só passava a bola ao habitual nº1 em situações de pressão extrema, esperando que este alivie a bola e chute o mais longe que consiga.

Guardiola trouxe-nos exigências quanto ao recrutamento de guarda-redes que não estávamos habituados, contou com Valdés no Barcelona, Neuer no Bayern Munique, Joe Hart não servia para as ideias de jogo de Guardiola então apareceu Claudio Bravo até chegar Ederson, o Guarda-Redes de sonho do treinador espanhol.

Hoje já evoluímos, não queremos só guarda-redes que sejam capazes de assegurar o controlo da profundidade com sucesso para que possamos jogar com a nossa defesa mais subida e que sejam capazes de resolver esses lances de forma eficiente. Queremos guarda-redes que possam ser criadores do nosso jogo ofensivo, que abrandem o jogo quando precisarmos ou que acelerem o ritmo do mesmo quando for caso disso. Queremos Guarda-Redes que olhem o jogo de frente, que vejam e percebam as movimentações dos colegas de equipa, que estejam tão entrosados nas dinâmicas ofensivas da equipa, como nas defensivas.

Na minha opinião, a Alemanha tem sido um caso de estudo nesta matéria. Não só os jogadores, apesar de ser extensa a lista de Guarda-Redes com qualidade neste tópico – Manuel Neuer, ter Stegen, Roman Burki, Oliver Baumann no topo da lista – mas parece-me ser mais que evidente que para ser um Guarda-Redes titular no Campeonato Alemão, é necessário de ter as características mencionadas bem vincadas.

Péter Gulácsi, o húngaro titular da baliza do RB Leipzig tem sido um elemento crucial nas ideias do jovem treinador Julian Nagelsmann, o alemão de 32 anos tem variado muito a sua estrutura/esquema tático, mas se existe algo que não abdica em situação alguma é da sua primeira fase de construção ofensiva construída a partir de trás, não só feita pelos centrais, mas também com Péter Gulácsi funcionando como um distribuidor de jogo ofensivo, permitindo aos centrais do Leipzig subirem metros em profundidade mas também alcançar uma largura ofensiva que torna a pressão adversária muito mais difícil de ser bem sucedida.

Mais importante que palavras, são imagens que comprovam o que dizemos. No vídeo que segue abaixo, podemos ver alguns lances em que Péter Gulácsi se comporta como um autêntico barómetro da 1º fase de construção ofensiva:

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Nuno Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

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