Força da Tática: A vitória dos Nerazzurri no meio dos assobios

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O FC Internazionale de Milão, recebeu e venceu a ACF Fiorentina de Stefano Pioli, igualando a formação de Florença na tabela classificativa. O conjunto de Spalletti somou a segunda vitória consecutiva, depois do triunfo em Génova.

O adeptos do Inter ficaram descontentes, já que apesar da vitória, a Fiorentina foi  a melhor equipa, a formação que criou mais perigo, nas asas de Chiesa.

Equipas:

Inter Milan (4-2-3-1): Samir Handanovic, Milan Skriniar, Stefan de Vrij, Kwadwo Asamoah, Danilo D`Ambrosio, Radja Nainggolan, Marcelo Brozovic, Matías Vecino, Mauro Icardi, Ivan Perisic, Antonio Candreva.

Fiorentina (4-3-3): Alban Lafont, Vitor Hugo, Germán Pezzella, Cristiano Biraghi, Nikola Milenkovic, Jordan Veretout, Edimilson Fernandes, Marco Benassi, Giovanni Simeone, Kevin Mirallas, Federico Chiesa

 

Fase defensiva

O Inter alinhou no seu habitual 4-2-3-1, que se transformava em 4-4-2 no momento de organização defensiva. Procuraram pressionar o início de construção da Fiorentina, mas quando o conjunto de Pioli ultrapassava esse obstáculo, o Inter organizava-se em um bloco médio, com Icardi e Radja na frente de duas linhas de quatro, que se mantinham organizadas e forçava o adversário a jogar pelos corredores laterais.

Fonte: SportTV

Adversário não está a ser pressionado, os centrais do Inter estão com os apoios bem colocados e prontos para defender a profundidade. Bloco organizado e muito confortável, com grande estabilidade a defender nesta zona do campo.

Neste jogo, Spalletti optou por pressionar mais alto, com uma orientação clara ao homem por parte da linha média e da linha ofensiva (admitindo que nesse momento Radja joga ao lado de Icardi), garantindo acesso à bola na maior parte do tempo, permitindo manter esta sobre pressão, e forçado erros da Fiorentina em zonas próximas da sua baliza.

Fonte: SportTV

 

Fase Ofensiva

O Inter procura movimentar a bola rapidamente em direção à baliza adversária. Algumas dinâmicas são recorrentes, como um dos médios procurar o passe para Icardi, que baixa ligeiramente e devolve esse mesmo passe, com o médio de seguida a fazer um passe vertical com o objetivo de romper as linhas do adversário.

O Inter é uma formação algo rígida na forma como procura agredir o adversário, ataca quase sempre da mesma forma e muitas vezes nota-se alguma falta de criatividade. Muito do jogo ofensivo vêm pelos corredores laterais, o que é obrigatório quando se têm Mauro Icardi na área. Quando o Inter explorava o corredor direito, com Candreva, Perisic aparecia sempre ao segundo poste.

Recurso ao cruzamento foi algo constante durante o jogo. O Inter realizou 35 cruzamentos, contra os 17 da Fiorentina. Desses 35, mais de 30% foram realizados por Candreva, pelo lado direito.

Fonte: WhoScored

Esta continua a ser a maior arma do Inter em termos ofensivos, mas não pode ser a única. Candreva realizou uma boa exibição, com vários cruzamentos “mortais” para aquela “zona de ninguém” em frente ao guarda redes, mas Icardi e Perisic nunca os souberam aproveitar. Também D’Ambrosio esteve a um bom nível, fazendo a sobreposição a Candreva, ou esticando a equipa da Fiorentina permitindo a Candreva ocupar o espaço entre o corredor lateral e o central, no espaço entre o central e o lateral esquerdo da equipa de Florença.

Apesar dos reforços, a formação de Spalletti continua sem convencer os adeptos que pode lutar pelo título. Vamos ver como a equipa se comporta em casa frente ao Cagliari Calcio, na próxima jornada. Uma equipa que vai exigir mais ao Inter do que apenas cruzamentos, se os nerazzurri quiserem levar os três pontos.

Fonte: FC Internazionale de Milão

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

João Mateus
João Mateushttp://www.bolanarede.pt
A probabilidade de o Robben cortar sempre para a esquerda quando vinha para dentro é a mesma de ele estar sempre a pensar em Futebol. Com grandes sonhos na bagagem, está a concluir o Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial, pela Uni-Nova e procura partilhar a forma como vê o jogo com todos os que partilham a sua paixão.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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