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Jogadores Que Admiro #114 – Jan Oblak

Bruno Rocha · 3 min

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Ser guarda-redes não é fácil. Raramente se é o herói, raramente se é o melhor jogador em campo. Isto, claro, a não ser que sejas Jan Oblak.

A posição de homem mais recuado no terreno de jogo é das mais complicadas dentro das quatro linhas. O papel de um guardião é bastante subvalorizado, uma vez que quando se ganha, normalmente é porque o “avançado matador” da equipa colocou a redondinha no fundo das redes, e as inúmeras defesas que o guarda-redes fez, acabam esquecidas. No entanto, se a equipa perder 1-0 com um “frango”, a culpa da derrota cairá, provavelmente, no homem entre os postes e escassas serão as vezes que a culpa será do avançado que não converteu duas ou três boas oportunidades.

É por isso que ser o homem da baliza é uma das posições mais complicadas no mundo do futebol, e é também por isso que é uma das posições que mais me fascina.

Já que falamos em fascinar, falo-vos de Jan Oblak: que espetáculo de guarda-redes, uma verdadeira “besta” dentro da área. Jogador completo, muito bom com as mãos, reflexos impressionantes e um jogo de pés acima da média. Isto é Oblak, um guarda-redes que se já não o é, tem potencial para se tornar no melhor guarda-redes do mundo.

Natural da Eslovénia, Oblak chegou ao futebol português pelo SL Benfica, ainda que tenha sido emprestado nas primeiras três temporadas ao SC Beira-Mar, SC Olhanense e UD Leiria e Rio Ave FC.

No clube de Vila do Conde, Oblak destacou-se, tendo disputado 31 jogos, o que chamou a atenção do Benfica, que o fez regressar à Luz na temporada seguinte.

Nos encarnados, Jan tinha a concorrência de Artur Moraes, no entanto o brasileiro lesionou-se no jogo frente ao Olhanense, na temporada de 2013/14, e para o seu lugar entrou o esloveno.

A verdade é que o guarda-redes de 188 cm assumiu o lugar que havia ficado vago e tornou-se na primeira opção para Jorge Jesus. Nessa temporada, Oblak foi o responsável pelas redes do glorioso em 26 partidas e sofreu apenas seis golos, distribuídos por quatro jogos. Com o Manto Sagrado, o guardião conseguiu uns impressionantes 22 jogos sem que a bola entrasse na sua baliza (em 26 jogos!). Algo de incrível.

Na temporada ao serviço das águias ajudou a conquistar o campeonato nacional, a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Um triplete que poucos têm. Ajudou também o Benfica a chegar à final da Liga Europa, que acabou por perder para o Sevilla FC (de Beto!) nas grandes penalidades.

A temporada chegava ao fim e o Atlético de Madrid chegou-se “à frente” com 16 milhões de euros e levou o esloveno da Luz.

Por terras espanholas, Oblak deu-se bem, muito bem! No seu palmarés conta com uma Supertaça de Espanha, uma Liga Europa e uma Supertaça Europeia. Foi também finalista da Liga dos Campeões, onde perdeu para o Real Madrid CF, em 2015/16, nas grandes penalidades.

Com 27 anos e muita, muita qualidade, certo é que Oblak ainda tem muito para dar ao mundo do futebol. Como guarda-redes, a sua margem de progressão ainda não terminou. Assim, coloca-se a questão: será Oblak capaz de se tornar, indiscutivelmente, o melhor guarda-redes do mundo? Sim, penso que sim!

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Bruno Rocha

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