Jogadores que Admiro #12 – David Beckham

- Advertisement -

jogadoresqueadmiro

Inglaterra 1 Grécia 2. Dia 6 de Outubro de 2001, jogava-se, em Old Trafford, uma partida decisiva para o futebol Inglês. A Inglaterra precisava de, pelo menos, um empate frente à Grécia de forma a garantir o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2002. Mas, já depois dos 90 minutos, estava a perder.

David Beckham teve sempre de lutar contra a falta de inteligência e contra o preconceito. Não dele, mas de quem procurou na fama uma arma para o fazer ter de provar o seu valor como se as suas qualidades assim não o fizessem. Lutou dentro de campo, claro, mas lutou em inúmeros territórios extra futebolísticos em que os seus adversários usaram estratégias desleais contra si. Talvez por isso ainda seja, hoje, questionado o seu nome quando dentro dos maiores que se viram no presente século.

A verdade é que o médio Inglês poderia ter facilitado a sua própria tarefa. Poderia ter abdicado da sua vaidade; das roupas caras que exibia; dos tiques de estrela que sempre teve; da ligação à moda e da relação com uma famosa. Mas, um pouco à semelhança de Cristiano Ronaldo, não o fez. Afinal, quando na comodidade da própria casa, todos dizemos que não devemos abdicar do que somos pelo que os outros pensam. Mas quando com uma câmara apontada à cara, quantos vamos persistir no que os outros julgam? Beckham persistiu.

Beckham bateu os dois cantos que, nos descontos, valeram a conquista da Champions ao Man United, frente ao Bayern Munique, em 1998. "Impossible is nothing", não é? / Fonte: o.canada.com/
Beckham bateu os dois cantos que, nos descontos, valeram a conquista da Champions ao Man United, frente ao Bayern Munique, em 1998 / Fonte: o.canada.com

Futebolisticamente foi sublime. Com precisão milimétrica no passe longo, com uma quase perfeição no passe curto, o melhor que alguma vez vi nos cantos, nos livres, nos cruzamentos.  Faltava-lhe intensidade para médio centro, digam. Velocidade para extremo, também. Mas pensem nos ídolos de Manchester e, sem ser o nosso Ronaldo, de quem se lembram? Poder-se-iam lembrar de Rooney, de Van Nistelrooy, de Scholes, de Ferdinand, de Giggs e de tantos, tantos outros que por lá brilharam, mas o nome em que mais de vós pensaram foi certamente o mesmo que fez, no dia 10 de Março de 2010, todos os presentes se levantarem para ovacionar o regresso de um dos seus maiores símbolos: David Beckham.

Pela sua carreira contou títulos em Inglaterra, em Espanha, nos Estados Unidos e em França. Resumidamente, em todos os sítios onde jogou excepto na Itália onde só esteve uns meses. Dez campeonatos, dez taças nacionais, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental. Individualmente, é o 3º melhor assistente da Premier League (com 152 assistências) e foi considerado, entre muitas outras coisas, o melhor jogador do Real Madrid na época de 2005-2006. Por lá jogavam os modestos Zinedine Zidane, Raúl, Luís Figo e Ronaldo. Foi o responsável pela chegada do futebol a países que dele apenas conheciam o seu nome.

Beckham
David Beckam no seu ultimo clube, o PSG
Fonte: esportes.terra.com.br

Paralelamente participou em muitas campanhas publicitárias. Numa delas, da Adidas, citou um outro campeão: Muahmmad Ali.

“Impossível é apenas uma grande palavra espalhada por pequenos homens que consideram mais fácil viver no mundo de que eles têm desistido do que explorar o poder que têm para o mudar. Impossível não é facto, é opinião. Impossível é potencial. É temporário. Impossible is nothing.”

Foi talvez inspirado por palavras como estas que, naquela tarde de 2001, Beckham partiu para um livre a 30 metros da baliza e, com um arco que só dele se espera, deixou os críticos à procura de polémicas que abafassem a felicidade do povo Inglês que viu ali como o impossível é temporário. Ali, levou o tempo que Beckham decidiu. No fim, o comentador lá exclamou: “give that man a knighthood!”. Inglaterra 2 Grécia 2.

João Almeida Rosa
João Almeida Rosa
Adepto das palavras e apreciador de bom Futebol, o João deixou os relvados, sintéticos e pelados do país com uma certeza: o futebol joga-se com os pés mas ganham os mais inteligentes.                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

FC Porto quer fechar já Santi Giménez: o que diz Fabrizio Romano sobre o negócio

O FC Porto está a tentar garantir a contratação de Santi Giménez por empréstimo do AC Milan e vai avançar com uma oferta.

Yanis Begraoui ainda pode sair do Estoril Praia: histórico da Serie A está interessado e equipa da Linha define valor de venda

Yanis Begraoui ainda pode deixar o Estoril Praia neste mercado de transferências. O avançado interessa à Lazio.

FC Porto fez um último esforço e pode receber mais do que 50 milhões de euros por Rodrigo Mora: eis a razão

Está tudo fechado para a contratação de Rodrigo Mora por parte da AS Roma neste mercado de transferências ao FC Porto.

Marco Silva analisa Georgiy Sudakov: «Percebo que ainda não fez uma exibição de encher o olho»

Georgiy Sudakov foi um dos nomes analisados por Marco Silva, depois da vitória do Benfica contra o Casa Pia por 7-0.

PUB

Mais Artigos Populares

Marco Silva sobre Anatoliy Trubin: «Quero-o chateado e a demonstrar»

Marco Silva falou sobre Anatoliy Trubin, que voltou a ser suplente não utilizado pelo Benfica, desta vez contra o Casa Pia.

Marco Silva e o possível interesse em jogador do Benfica: «Não temo absolutamente nada»

Marco Silva está tranquilo em relação ao aumento de interessados em Vangelis Pavlidis, depois de o grego ter marcado três golos ao Casa Pia.

Marco Silva em alerta: «Eu não mando recados aos jogadores. Tenho de ter cuidado, já percebi, jogar o jogo que aqui se joga»

Marco Silva afirmou que não envia qualquer recado aos jogadores do Benfica e que a maioria não assiste às conferências de imprensa.