Publicidade

Jogadores que Admiro #62 – Wayne Rooney

Rafael Simões · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Liga Inglesa

Minuto 90+4’. O Manchester United perde em casa do Stoke City. Um resultado que o deixa mais longe da luta pelo top 4 da Liga Inglesa e termina com a invencibilidade de dezasseis jogos da equipa de José Mourinho. Aparece, então, Wayne Rooney. Livre descaído para o lado esquerdo, e o inglês, com pouco ângulo, desfere um remate cheio de intenção que só para no fundo da baliza. Empate para o United e recorde de golos pelo clube batido pelo jogador formado no Everton. 250 golos (!) com a camisola do histórico clube inglês. Ultrapassa, assim, uma das maiores lendas do clube, Bobby Charlton. Mas Rooney também é, sem sombra de dúvidas, uma lenda dos red devils.

Nascido em Liverpool, cidade do norte de Inglaterra, o jogador fez a sua formação no Everton, estreando-se com apenas dezasseis anos. Após dois anos e depois de setenta e sete jogos e dezassete golos pelos toffees, transferiu-se para o gigante de Manchester e logo no seu jogo de estreia, assinou um hat-trick.

Apelidado como um dos grandes jogadores da sua geração – era, inclusivamente, apontado à bola de ouro –, pode-se dizer que Rooney não atingiu todo o potencial que lhe era reconhecido, apesar do excelente currículo que apresenta.

O jogador inglês, dadas todas as características que possui – excelente remate, visão de jogo apurada e um grande sentido tático –, acabou por se transformar numa espécie de “bombeiro” da equipa, expressão muito usada na gíria futebolística. Com uma grande capacidade de desempenhar várias funções do jogo com qualidade, Alex Ferguson aproveitou-se disso e transformou o jogador numa espécie de faz-tudo, afastando-o, progressivamente, da zona onde rendia mais – a de avançado.

O futebol ficou a perder e Rooney também. As características que evidenciava deixaram de se destacar e o inglês parece que baixou o nível ao longo dos anos. Todos os treinadores que teve utilizaram-no em várias posições e o capitão red devil nunca mais foi o homem mais avançado da equipa que era uma seta apontada à baliza contrária e que o levou a saltar para a ribalta do futebol.

Certo é, que apesar de todas estas condicionantes, Rooney conseguiu, mesmo assim, tornar-se no melhor marcador da história do Manchester United e uma lenda do clube. No entanto, ninguém me tira da cabeça – a mim e muitos amantes do desporto rei – que a carreira do mítico jogador inglês tem um sabor amargo. Um jogador que podia ter sido um dos três melhores jogadores do mundo, e com o passar dos anos, tornou-se “apenas” o jogador mais útil da equipa e que qualquer treinador gosta de ter.

Wayne Rooney já conseguiu um lugar na história do clube que representa, mas a questão que fica é a seguinte: até à data são 250 golos, mas se nunca tivesse sido desviado da sua posição original, quantos é que seriam?

Foto de capa: Reuters

Rafael Simões

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.