Publicidade

Jogadores que Admiro #118 – Yaya Touré

João Pedro Gonçalves · 2 min

Yaya Touré
Foto: UEFA

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

As saudades de o ver nos grandes palcos já são algumas. A carreira caminha para o fim, os horizontes encurtam, mas Yaya Touré, sem clube, e com os seus 36 anos, mostrou no Qingdao Huanghai FC que ainda dava uma perninha em alguns dos reconhecidos emblemas europeus. O médio centro encantou o relvado do Etihad durante oito épocas, depois de brilhar ao serviço do FC Barcelona.

Os 30 milhões que os citizens desembolsaram para trazer o costa-marfinense do clube catalão no verão de 2010 justificaram-se rapidamente. Na época de estreia, Yaya Touré somou 50 jogos e 12 golos. Com o 42 nas costas, o centrocampista ia ganhando o estatuto de lenda no Manchester City FC. A temporada de 2013/2014 foi, no mínimo, deslumbrante. Terceiro melhor marcador da Liga Inglesa e goleador máximo, com 20 golos, da formação na altura treinada por Pellegrini – conjunto esse que contava com Agüero e Dzeko -, e um brilho que não havia tática que ofuscasse.

Imperial com 1,88 metros, uma capacidade técnica anormal para a estatura, uma força da natureza em corrida, e para as delícias dos amantes da bola, uma sniper em cada pé com a potência de um míssil. O melhor jogador africano por quatro vezes assumia um papel fundamental na tática dos citizens, tanto na propensão ofensiva, era um atleta que sabia construir, levar o jogo para o último terço e ainda aparecer na zona de finalização, como no músculo e na capacidade defensiva que oferecia. O segundo jogador com mais passes feitos com sucesso em 2014/2015 em Terras de Sua Majestade, com 2144 – só ultrapassado por Fàbregas que fez 2336 – era uma arma no desbloquear de algumas partidas, ao encontrar nas bolas longas, os espaços nas costas dos defesas que valiam meio golo.

Os dois últimos anos em Manchester foram tudo menos dourados. Com a chega de Guardiola, os atritos que já vinham da Catalunha mantiveram-se. Isto porque, Yaya Touré quando chegou ao FC Barcelona foi a pedido de Frank Rijkaard e o treinador espanhol, aquando da sua vinda começou por colocar o médio centro fora da sua posição original, como aconteceu na final da Liga dos Campeões de 2009, em que o costa-marfinense jogou a defesa-central. No reencontro em Etihad aconteceu o mesmo, a acrescentar ainda o facto de o jogador ter ficado fora da lista da liga milionária em 2016. Entre acusações e pedidos de desculpa a relação sempre foi azedando e o centrocampista saiu para o PAE Olympiakos SFP, antes de ingressar na China.

Com um palmarés invejável, a destacar duas Ligas Espanholas e uma Inglesa, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, um Mundial de Clubes e uma Taça das Nações Africanas, Yaya Touré, sem clube, pode colocar o ponto final na carreira e começar o percurso como treinador – que já mostrou vontade –, fazer o contrato “da vida” ou então terminar em grande e voltar à Europa. Até lá, a minha esperança de o ver nos grandes palcos mantém-se.

João Pedro Gonçalves

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.