Jogadores que Admiro #21 – Di María

- Advertisement -

jogadoresqueadmiro

Para onde vais, Di? O que é que este vai fazer? Está doido… Di María leva-nos ao desespero. Engana-nos. Quando o adepto, no alto da sua sabedoria futebolística e irracional doença pelo clube, se transforma em treinador e aconselha os jogadores a fazerem x ou y no relvado, Di María ri-se. Faz sempre ao contrário. Cria o seu jogo, foge das predefinições, das regras, dos técnico-tácticos, do futebol como xadrez. Desde o Benfica que assim é. Inventa novas jogadas no momento, reduz as improbabilidades de aquilo que ele imaginou acontecer ao lindo momento em que acontecem mesmo à frente dos nossos olhos. É por isso que é um jogador ímpar nos dias de hoje. Não é o melhor, nunca vai estar em muitas capas de jornais, nem sequer levar uma Bola de Ouro para Rosário. Pouco importa. Mas quantas Bolas de Ouro valem a adoração eterna do adepto? A bola de Di María é a verdadeira, que cheira a relva e tocou as redes.

Ángel Di María Fonte: ESPN
Ángel Di María
Fonte: ESPN

Os milhões levaram-no daqui para Madrid, mas para a memória e regalo não há milhões que cheguem. Mourinho amarrou-o a uma praia que não a sua. Tirou-lhe o repentismo, a magia, o carregar a equipa às costas. Ancelotti deu-lhe outra vida e ei-lo na melhor fase da sua carreira. Desde trás, cada arrancada do argentino é ir matando o adversário de forma avassaladora. Ancelotti rapidamente o percebeu e Angelito tornou-se numa peça fundamental na manobra ofensiva madrilena e poucos eram os ataques que não eram iniciados ou conduzidos por ele. Mais evoluído tacticamente, à fórmula do génio sem travão juntaram-lhe a razão e algum gelo nas veias para ser melhor. O resultado foi o de um dos jogadores mais desequilibradores do mundo.

Di María é, de certa forma, um jogador à parte de qualquer equipa em que jogue. Mesmo num jogo que corra mal à equipa por mil razões que a razão do adepto desconhece, terá sempre o argentino capaz de lhe arrancar um sorriso por aquela jogada, aquela rabona, aquele golo que fica cá dentro, eternamente guardado. Gosta do risco e não era tão fenomenal sem ele. Porque se o risco existe, existe para ser ultrapassado e ele fá-lo de forma superior. Por tanto arriscar, momentos terá em que a ira do seu adepto prevalecerá sobre a admiração. Mas depois de um disparate ou de um risco demasiado, virá a bonança de mais quatro-cinco-seis adversários deixados para trás, como um menino feliz a correr nas pampas. E porque este jogo se faz destes momentos, que explicados por palavras parecem sempre menores, quem pode censurar Di María? Eu, nunca.

[ot-video type=”youtube” url=”http://youtu.be/zYx5f7hJKRg”]

Subscreve!

Artigos Populares

Ténis: Francisco Cabral e JJ Tracy eliminados nos quartos de final do torneio de pares de Pequim

Os tenistas Francisco Cabral e JJ Tracy viram este sábado a eliminação nos quartos de final do torneio de pares de Pequim.

‘Here we go’: Eis o próximo destino de Riyad Mahrez

Riyad Mahrez está sem clube desde que saiu do Al Ahli. Avançado argelino a caminho do Al Shamal, do Catar.

Sporting: Iván Fresneda sabe que tem sido acompanhado por gigante da La Liga

Iván Fresneda sabe que tem sido acompanhado pelo Barcelona. Não há até ao momento «investida formal» nem «contactos concretos».

Jorge Jesus dá aval para ‘cimeira da paz’ e FPF aguarda resposta de Cristiano Ronaldo

Jorge Jesus mostra-se disponível para ter uma reunião de emergência. Falta agora a resposta de Cristiano Ronaldo.

PUB

Mais Artigos Populares

Ruben Amorim sobre craque do AC Milan: «Estamos verdadeiramente satisfeitos por tê-lo no grupo»

Ruben Amorim falou sobre a gestão de Luka Modric no AC Milan. Médio de 41 anos cumpre a sua segunda época no clube.

Ruben Amorim sobre Gonçalo Ramos: «Está a demonstrar o seu valor»

Ruben Amorim comentou desempenho de Gonçalo Ramos na Seleção Nacional. Técnico orienta o avançado no AC Milan.

Arranque perfeito: Jorge Jesus é o único novo selecionador europeu a somar três vitórias em três jogos

Entre nomes como Jurgen Klopp, Zinedine Zidane e Xavi Hernández, Jorge Jesus é o único dos novos selecionadores com um registo totalmente vitorioso.