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Jogadores que Admiro #21 – Di María

Francisco Vaz de Miranda · 2 min

Jogadores que Admiro #21 – Di María
Ángel Di María Fonte: ESPN

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Para onde vais, Di? O que é que este vai fazer? Está doido… Di María leva-nos ao desespero. Engana-nos. Quando o adepto, no alto da sua sabedoria futebolística e irracional doença pelo clube, se transforma em treinador e aconselha os jogadores a fazerem x ou y no relvado, Di María ri-se. Faz sempre ao contrário. Cria o seu jogo, foge das predefinições, das regras, dos técnico-tácticos, do futebol como xadrez. Desde o Benfica que assim é. Inventa novas jogadas no momento, reduz as improbabilidades de aquilo que ele imaginou acontecer ao lindo momento em que acontecem mesmo à frente dos nossos olhos. É por isso que é um jogador ímpar nos dias de hoje. Não é o melhor, nunca vai estar em muitas capas de jornais, nem sequer levar uma Bola de Ouro para Rosário. Pouco importa. Mas quantas Bolas de Ouro valem a adoração eterna do adepto? A bola de Di María é a verdadeira, que cheira a relva e tocou as redes.

Ángel Di María Fonte: ESPN
Ángel Di María
Fonte: ESPN

Os milhões levaram-no daqui para Madrid, mas para a memória e regalo não há milhões que cheguem. Mourinho amarrou-o a uma praia que não a sua. Tirou-lhe o repentismo, a magia, o carregar a equipa às costas. Ancelotti deu-lhe outra vida e ei-lo na melhor fase da sua carreira. Desde trás, cada arrancada do argentino é ir matando o adversário de forma avassaladora. Ancelotti rapidamente o percebeu e Angelito tornou-se numa peça fundamental na manobra ofensiva madrilena e poucos eram os ataques que não eram iniciados ou conduzidos por ele. Mais evoluído tacticamente, à fórmula do génio sem travão juntaram-lhe a razão e algum gelo nas veias para ser melhor. O resultado foi o de um dos jogadores mais desequilibradores do mundo.

Di María é, de certa forma, um jogador à parte de qualquer equipa em que jogue. Mesmo num jogo que corra mal à equipa por mil razões que a razão do adepto desconhece, terá sempre o argentino capaz de lhe arrancar um sorriso por aquela jogada, aquela rabona, aquele golo que fica cá dentro, eternamente guardado. Gosta do risco e não era tão fenomenal sem ele. Porque se o risco existe, existe para ser ultrapassado e ele fá-lo de forma superior. Por tanto arriscar, momentos terá em que a ira do seu adepto prevalecerá sobre a admiração. Mas depois de um disparate ou de um risco demasiado, virá a bonança de mais quatro-cinco-seis adversários deixados para trás, como um menino feliz a correr nas pampas. E porque este jogo se faz destes momentos, que explicados por palavras parecem sempre menores, quem pode censurar Di María? Eu, nunca.

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Francisco Vaz de Miranda

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Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
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