Jogadores que Admiro #3 – Ronaldinho Gaúcho

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jogadoresqueadmiro

Mundo rende-se ao Rei” (gazeta esportiva)
“Eres nuestro Dios” (Sport)
“Best player of the last decade” (Times India)
“The most amazing career in Football history” (Eurosport)
“Rey del Fútbol” (Sport)
“Magique” (L’equipe)

Durante anos a fio foram estes os títulos dos jornais desportivos de toda a imprensa internacional. O que tinham em comum? Um nome, um protagonista: Ronaldinho Gaúcho.

Número 10 do Barcelona | Fonte: http://www.fcbarcelona.com/
Número 10 do Barcelona | Fonte: http://www.fcbarcelona.com/

Natural de Porto Alegre, Brasil, Ronaldinho foi muito provavelmente o jogador com a técnica mais apurada a que este planeta assistiu. Zanguem-se os adeptos de Maradona, Messi ou Zidane. Para mim, não é sequer discutível.
A verdade é que Ronaldinho ainda joga, não tanto como antes, obviamente, mas ainda encanta o povo brasileiro, povo esse que é a analogia perfeita do futebol puro, alegre e entusiasmante de Ronaldinho.

Até ao momento, o astro brasileiro pode orgulhar-se de ter um incrível museu de títulos, tanto individuais, como coletivos: Um Campeonato do Mundo (2002); Uma Taça da Confederações (2005); Uma Liga dos Campeões (2005/2006 – Barcelona); Duas Ligas Espanholas (2004/2005 & 2005/2006 – Barcelona); Um Campeonato Italiano (2010/2011 – AC Milan); Melhor Jogador do Mundo pela FIFA (2004-2005) e uma Bola de Ouro (2005). Estes são apenas alguns dos inúmeros títulos e prémios que Ronaldinho Gaúcho conquistou, divididos por clubes como Paris Saint-German, Barcelona, AC Milan e, evidentemente, pela Seleção Nacional do Brasil.

Ronaldinho a serviço da Canarinha | Fonte: http://www.telegraph.co.uk/

No entanto, o futebol é muitas vezes mais do que clubes e títulos; o futebol é um passe de morte, uma finta nunca antes vista, um chapéu perfeito ao guarda-redes. O Ronaldinho “europeu” tinha nos pés a magia pura que encanta milhões de pessoas e que faz deste desporto o mais amado do mundo. Quem nunca passou horas no Youtube a rever os melhores momentos do internacional brasileiro que se acuse.

Nessa imensidão dos Best Off de Ronaldinho, existe um que me preenche a alma e exprime, em poucos segundos, a razão e essência da minha paixão pelo futebol. Falo, obviamente, dos aplausos dos adeptos do Real Madrid ao craque brasileiro. Nada de estranho, não fosse Ronaldinho Gaúcho jogador do…Barcelona. Nesse épico jogo, em pleno Santiago Barnabéu, Ronaldinho fez, na minha modesta opinião, o melhor jogo de toda a sua vida. O Barcelona ganhou por uns indiscutíveis 3-0, mas foi mesmo isso que a memória preservou tão fielmente? Não, claro que não. O que ficou foi a exibição fabulosa, épica, soberba, sublime de Ronaldinho. Os aplausos merengues foram mais do que merecidos.
Infelizmente a tão apelativa rebeldia presente no seu futebol pulava – como diriam os brasileiros – para a sua vida privada e rapidamente se percebeu que Ronaldinho não tinha o profissionalismo necessário para se manter no topo do futebol europeu.

Essa não é, certamente, a forma como eu e muitos outros o recordam. Vejam Messi: “Tive a sorte de viver perto dele” ou Frank Rijkaard: “Ronaldinho é memorável” ou até Michel Platini: Ronaldinho é um talento antilógico”.
Quanto a mim, Ronaldinho é saudade, é lenda, é imortal. No meu onze ideal, Ronaldinho terá para sempre um lugar cativo.

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