Jogadores que Admiro #52 – Paul Scholes

- Advertisement -

jogadoresqueadmiro

Quando somos miúdos, temos sempre uma posição em campo que é a nossa predilecta. Corremos e reivindicamos aquele lugar que é nosso por direito. Não aceitamos jogar se não for naquele sítio. Eu sempre fui médio-centro. E nessa altura, quando interpretamos personagens e cada um corresponde a um jogador – cada um joga nos pés do seu ídolo -, eu era sempre Paul Scholes.

Scholes fez toda a sua carreira no Manchester United. Recusou sempre representar outros clubes e jurou fidelidade a Old Trafford e a Sir Alex. Faz parte de uma geração de ouro dos reds que contou com Ryan Giggs, Nicky Butt, Gary Neville e o irmão Phil. Mais tarde, foi o mentor de Cristiano Ronaldo na chegada ao clube.

Inglês de gema, nasceu em Salford e foi criado em Langley. Assim sendo, começou a jogar críquete antes de desvendar os encantos do desporto rei. Mas depois de ser encontrado por um olheiro, ainda no ensino básico, Scholes arrasou no primeiro treino – havia descoberto a sua casa.

Paul Scholes foi um dos médios mais completos que pisaram os relvados: altamente técnico, reconhecido pela excelente qualidade de passe, com uma visão de jogo incomparável e um potente remate de meia distância. A baixa estatura tornava-o mais aguerrido, mais apaixonado. Era um perfeito box-to-box player; a sua versatilidade permitia-lhe exercer com excelência qualquer posição no meio-campo.

A elaborada capacidade de playmaker, aliada à energia que parecia nunca terminar, era determinante na criação dos contra-ataques que tantas vezes terminaram em golo. Depois de ganhar a bola “na raça”, como nós portugueses gostamos tanto de dizer, percorria mais de metade do campo com o esférico perfeitamente controlado, a cabeça levantada, e servia o ponta-de-lança, rumo ao sucesso. Que o diga Van Nistelrooy.

Apesar de muitas vezes criticado pela excessiva agressividade – ainda detém o recorde de jogador com mais cartões amarelos na história da Liga dos Campeões -, Scholes era admirado pelos fãs, bem como pelos seus pares. Xavi achava-o o melhor médio dos últimos 20 anos; Henry considerava-o o melhor jogador da história da Premier League; Sócrates, a lenda brasileira, disse que adorava ver Paul jogar, “o rapaz com o cabelo vermelho e a camisola vermelha”.

Além da vermelha, a única camisola que também defendeu foi a da Selecção Inglesa. E, aí, o fulgor era exactamente o mesmo. Scholes dedicava-se inteiramente às fases finais dos Campeonatos do Mundo e da Europa, e tentou sempre levar a sua Inglaterra a voos mais altos.

Em 2014, um ano depois de pendurar as chuteiras, Scholes anunciou que se tinha juntado aos amigos do United (Giggs, Butt e os irmãos Neville) na aquisição do Salford City, a equipa da sua terra natal. Apesar disto, o inglês continua a esforçar-se para alcançar aquilo que sempre procurou durante a sua carreira: o quase anonimato. Tímido, nunca quis ser uma estrela. Foi um acaso. Ainda assim, desempenhou a função com brio.

Paul Scholes tem no currículo 11 Premier Leagues, três Taças de Inglaterra, duas Champions, uma Taça Intercontinental e um Mundial de Clubes. Mais do que isso, Paul tem no currículo o estatuto de lenda, de exemplo, de objectivo.

Mariana Fernandes
Mariana Fernandes
O Desporto é o eixo sobre o qual gira o mundo da Mariana. Seja sobre futebol ou desportos motorizados, não dispensa um bom debate. Aos pontapés na bola ou sobre rodas, está sempre em cima das últimas notícias.                                                                                                                                                 A Mariana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Luís Tralhão responde ao Bola na Rede: «É o dilema de uma equipa que gosta de dominar o jogo e sabe que a qualquer...

Luís Tralhão analisou a vitória do Torreense sobre o Fafe. Técnico respondeu ao Bola na Rede em conferência de imprensa.

Luís Tralhão confessa sonho na chegada ao Jamor: «O ano passado estava na final da Taça Feminina e acompanhei a equipa a ganhar a...

Luis Tralhão fez a análise do Torreense x Fafe. Encontro definiu o último finalista da Taça de Portugal.

Mário Ferreira agradece aos adeptos do Fafe e destaca trajeto na Taça de Portugal: «Algo que o clube e a cidade nunca vão esquecer»

Mário Ferreira fez a análise do Torreense x Fafe. Encontro definiu o último finalista da Taça de Portugal.

Filipe Cardoso não esconde frustração e não esquece percurso do Fafe na Taça de Portugal: «Orgulho enorme na caminhada, eliminámos 3 equipas da Primeira...

Filipe Cardoso fez a análise do Torreense x Fafe. Encontro definiu o último finalista da Taça de Portugal e terminou com apuramento do Torreense.

PUB

Mais Artigos Populares

Eis o golo de Stopira que sentenciou o apuramento do Torreense para a final da Taça de Portugal

Stopira fechou a vitória do Torrrense sobre o Fafe por 2-0. Encontro decidiu o último finalista da Taça de Portugal.

Eis a data da final da Taça de Portugal entre o Sporting e o Torreense

Já está definida a final da Taça de Portugal, que será jogada a 24 de maio. Sporting e o Torreense têm duelo marcado no Estádio do Jamor.

Há novidades importantes sobre João Palhinha: português pode ficar na Premier League

João Palhinha pode manter-se no Tottenham, já que o emblema de Londres está satisfeito com o seu rendimento.