Jogadores que admiro: Óliver Torres

- Advertisement -

Sou, muito provavelmente, uma das pessoas mais suspeitas para falar de Óliver Torres, aliás, como o próprio título demonstra. Desde a sua chegada à Invicta que o pequeno génio espanhol me encantou, não só pelo facto de vestir as minhas cores. Encantou-me pela sua categoria dentro das quatro linhas, pela sua visão de jogo acima da média, pela facilidade com que executava passes de dezenas de metros.

O sorriso com que sempre pisava o tapete verde, a enorme consideração e respeito com que tratava tudo e todos, de adeptos a treinadores. Estávamos claramente perante um enorme ser humano, para além de um talentoso jogador.

Nunca o vimos chutar garrafas de água no banco de suplentes após uma substituição, nunca o vimos a saltar do banco a contragosto, quer faltasse meia hora, quer faltasse cinco minutos para o apito final; nunca o vimos a questionar decisões de um treinador em praça pública, mesmo que tivesse razões para tal.

Nas razões que menciono acima, refiro-me a episódios como aquele ocorrido numa tarde/noite de setembro, num embate frente ao Besiktas, onde Óliver foi “queimado” com uma substituição ao intervalo, por conta de um onze, na minha opinião, desequilibrado que havia sido pensado para aquele embate.

Após a derrota no Dragão frente ao Besiktas, Óliver Torres começou a perder espaço nas escolhas de Sérgio Conceição
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

A partir daí e até ao momento da sua saída, de tudo valeu para diminuir o espanhol, desde a sua “falta de intensidade”, até à sua hipotética falta de capacidade defensiva. Argumentos que, a meu ver, não poderiam passar mais longe da realidade, até porque, se há um jogador que melhorou numa perspetiva defensiva, esse foi Óliver Torres, sobretudo no que a recuperações de bola diz respeito.

Relativamente à já tão célebre “falta de intensidade” do médio e à sua incapacidade de garantir um lugar no habitual meio campo a dois de Sérgio Conceição, a minha opinião é a seguinte: pessoalmente, acho que o antigo número dez do FC Porto poderia encaixar melhor num setor intermediário a três, contudo esteve longe de acumular más exibições quando alinhou ao lado de Danilo, por exemplo.

Contudo, independentemente da sua qualidade individual e do seu evidente espírito do que é “ser Porto”, Óliver Torres acabaria por ser vendido, por um valor bem abaixo do seu potencial, ao Sevilha FC.

No sul de Espanha, tem sido uma peça importante na boa campanha da sua equipa, tendo participado em trinta e um jogos e contribuído, entre golos e assistências, para nove tentos, em todas as competições.

Deste lado da fronteira, deixou o FC Porto com ainda menos opções para o setor intermédio, setor que já se previa enfraquecido para a presente temporada com a saída do capitão Héctor Herrera.

Deixou-nos, porém não deixou farpas para trás, não proferiu nenhuma declaração polémica sobre treinadores, dirigentes, companheiros. Despediu-se como um verdadeiro dragão, como um dos nossos. Por tudo isto, admirava-o e continuo a admirá-lo. Que, no futuro, nos voltemos a cruzar, Óliver!

Artigo revisto por Diogo Teixeira

José Mário Fernandes
José Mário Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
Um jovem com o sonho de jogar futebol profissionalmente. Porém, como até não tinha jeito para a coisa, limita-se a gritar para uma televisão quando o FC Porto joga.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Estoril Praia iguala marca de FC Porto e faz mira ao Benfica

O Estoril Praia passou a ser o terceiro melhor ataque da Primeira Liga, em igualdade com o FC Porto e somente superado por Benfica e Sporting.

André Villas-Boas presente no encontro do Comité de Competições de Clubes da UEFA: eis o motivo

André Villas-Boas marcou presença no Comité de Competições de Clubes da UEFA para debater temas estruturais da indústria do futebol.

Bahia investe 9 milhões de euros em jogador do Tottenham

O Bahia está muito perto de confirmar a contratação de Alejo Véliz por nove milhões de euros. O jogador representa o Tottenham, mas está cedido.

Eden Hazard elege José Mourinho como o melhor treinador na sua carreira profissional e confessa: «Não quis inspirar-me em Cristiano Ronaldo»

Eden Hazard elegeu José Mourinho como o melhor treinador da sua carreira profissional. Os dois estiveram juntos no Chelsea entre 2013 e 2015.

PUB

Mais Artigos Populares

Fim da linha: Casa Pia vai perder craque no final da temporada e já existem abordagens

Gaizka Larrazabal vai deixar de ser jogador do Casa Pia. O lateral direito já conta com ofertas para analisar a partir do verão.

Claudio Ranieri confirma possível regresso de Francesco Totti à AS Roma: «Os Friedkin estão a pensar nisso»

Claudio Ranieri abordou o possível regresso de Francesco Totti à AS Roma para assumir um cargo no clube italiano.

Iúri Leitão e Diogo Narciso brilham: mais uma medalha para Portugal

Iúri Leitão e Diogo Narciso conquistaram a medalha de prata em Madison, nos Campeonatos da Europa de Ciclismo.