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Jogadores que admiro: Óliver Torres

José Mário Fernandes · 2 min

Na semana passada, tanto o próprio Óliver como Sérgio Conceição vieram a público abordar a saída do médio espanhol do FC Porto, óliver forçou a saída do FC?
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

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Sou, muito provavelmente, uma das pessoas mais suspeitas para falar de Óliver Torres, aliás, como o próprio título demonstra. Desde a sua chegada à Invicta que o pequeno génio espanhol me encantou, não só pelo facto de vestir as minhas cores. Encantou-me pela sua categoria dentro das quatro linhas, pela sua visão de jogo acima da média, pela facilidade com que executava passes de dezenas de metros.

O sorriso com que sempre pisava o tapete verde, a enorme consideração e respeito com que tratava tudo e todos, de adeptos a treinadores. Estávamos claramente perante um enorme ser humano, para além de um talentoso jogador.

Nunca o vimos chutar garrafas de água no banco de suplentes após uma substituição, nunca o vimos a saltar do banco a contragosto, quer faltasse meia hora, quer faltasse cinco minutos para o apito final; nunca o vimos a questionar decisões de um treinador em praça pública, mesmo que tivesse razões para tal.

Nas razões que menciono acima, refiro-me a episódios como aquele ocorrido numa tarde/noite de setembro, num embate frente ao Besiktas, onde Óliver foi “queimado” com uma substituição ao intervalo, por conta de um onze, na minha opinião, desequilibrado que havia sido pensado para aquele embate.

Após a derrota no Dragão frente ao Besiktas, Óliver Torres começou a perder espaço nas escolhas de Sérgio Conceição
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

A partir daí e até ao momento da sua saída, de tudo valeu para diminuir o espanhol, desde a sua “falta de intensidade”, até à sua hipotética falta de capacidade defensiva. Argumentos que, a meu ver, não poderiam passar mais longe da realidade, até porque, se há um jogador que melhorou numa perspetiva defensiva, esse foi Óliver Torres, sobretudo no que a recuperações de bola diz respeito.

Relativamente à já tão célebre “falta de intensidade” do médio e à sua incapacidade de garantir um lugar no habitual meio campo a dois de Sérgio Conceição, a minha opinião é a seguinte: pessoalmente, acho que o antigo número dez do FC Porto poderia encaixar melhor num setor intermediário a três, contudo esteve longe de acumular más exibições quando alinhou ao lado de Danilo, por exemplo.

Contudo, independentemente da sua qualidade individual e do seu evidente espírito do que é “ser Porto”, Óliver Torres acabaria por ser vendido, por um valor bem abaixo do seu potencial, ao Sevilha FC.

No sul de Espanha, tem sido uma peça importante na boa campanha da sua equipa, tendo participado em trinta e um jogos e contribuído, entre golos e assistências, para nove tentos, em todas as competições.

Deste lado da fronteira, deixou o FC Porto com ainda menos opções para o setor intermédio, setor que já se previa enfraquecido para a presente temporada com a saída do capitão Héctor Herrera.

Deixou-nos, porém não deixou farpas para trás, não proferiu nenhuma declaração polémica sobre treinadores, dirigentes, companheiros. Despediu-se como um verdadeiro dragão, como um dos nossos. Por tudo isto, admirava-o e continuo a admirá-lo. Que, no futuro, nos voltemos a cruzar, Óliver!

Artigo revisto por Diogo Teixeira

José Mário Fernandes

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