Publicidade

O Passado Também Chuta: Sir Alex Ferguson

Jorge Faria Sousa · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Sir Alex Ferguson é uma das maiores figuras da história do futebol mundial, um dos treinadores mais titulados de sempre, um “gentleman”. Ao longo da sua carreira, Ferguson conquistou 50 títulos, 38 ao serviço do Manchester United.

Fergunon foi jogador de futebol no seu país, a Escócia, onde serviu o Queen´s Park, o St. Johnstone, o Dunfermline, o Rangers, o Falkirk e o Ayr United. No entanto, seria como treinador que brilharia, tendo iniciado a sua carreira com apenas 32 anos, liderando o East Stirlingshire.

Em 1974, abraçou o desafio de treinar o St. Mirren, equipa da primeira divisão escocesa, onde permaneceu quatro temporadas. Acabaria por ser despedido, ingressou então no Aberdeen na época 1978/79, começando a sua história de sucesso.

Entre 1978 e 1986, liderou o Aberdeen à conquista de títulos, destronando o Celctic e o Rangers. Os escoceses do Aberdden venceram com Ferguson, uma Taça das Taças, uma Supertaça Europeia, três campeonatos, quatro Taças da Escócia e uma Taça da Liga. Na Taça das Taças, na temporada 82/83 derrotou na final o FC Bayern München, por 4-1. O sucesso na Europa seguiu-se com a conquista da Supertaça, vencendo Hamburger SV, por 2-0 no agregado, registando um empate a zero na primeira mão.

Sir Alex Ferguson venceu 38 títulos ao serviço do Manchester United, entre 1986 e 2013
Fonte: Manchester United

Alex Ferguson já era um treinador com currículo e muito requisitado pelos grandes clubes do Reino Unido. No verão de 1986 assumiu o comando técnico do Manchester United, onde permaneceu 27 temporadas e conquistou 38 títulos.

Sir Alex Ferguson conduziu o Manchester ao sucesso, somando títulos nacionais e internacionais – duas Ligas dos Campeões, uma Supertaça Europeia, um Mundial de Clubes, uma Taça Intercontinental, 13 campeonatos, cinco FA Cup, 4 Taças da Liga e 10 FA Community Shield.

Recordar o legado de Ferguson, transporta-nos para as épocas 98/99 e 2007/2008. Na temporada 98/99, o Manchester United conquistou a Premier League, a FA Cup e a Liga dos Campeões. Na final da maior competição de clubes da Europa, Ferguson voltou a enfrentar o FC Bayern München. O jogo não corria de feição aos ingleses, perdiam por 1-0 desde os cinco minutos, vencendo com dois golos depois dos 90 – Teddy Sheringham aos 91 e Ole Gunnar Solskjær aos 93. Ferguson fez história nessa época 98/99, sendo o primeiro treinador da história do futebol inglês a vencer o triplete.

Em 2007/2008, com o contributo do melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, venceu a Premier League e a Liga dos Campeões. Numa final disputada entre clubes ingleses, o gigante de Manchester derrotou o Chelsea FC, com recurso a grandes penalidades, após empate a um golo no final do prolongamento.

Sir Alex Ferguson ficará para sempre na história do futebol inglês, europeu e mundial. O escocês venceu 50 títulos, mas conquistou o respeito dos seus colegas e de todos os jogadores com quem trabalhou. Um verdadeiro gentleman que teve, ao longo da sua carreira, o talento de liderar grandes craques – David Beckham, Peter Schmeichel, Ryan Giggs, Paul Scholes, Éric Cantona, Cristiano Ronaldo, entre tantos outros. Sobretudo, liderou sempre pelo exemplo e conseguiu atingir a glória repetidamente, com equipas diferentes, construídas por si.

Foto de Capa: Manchester United

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

Jorge Faria Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.