Que jogos devo rever nesta quarentena? CF Real Madrid 4-1 Club Atlético Madrid, final da Liga dos Campeões de 2014

- Advertisement -

Quem diria que um jogo com o resultado de 4-1, aparentemente tão desequilibrado e com pouca história, ficaria marcado como um dos mais memoráveis de sempre na principal competição de clubes da Europa? Pois bem, para quem não se recorda, irá rapidamente perceber nos parágrafos seguintes.

O ano era 2014 e, em Lisboa, no Estádio da Luz, ia realizar-se a 59ª final da Liga dos Campeões. O guião tinha ditado uma final madrilena, onde Real e Atlético iriam disputar mais um jogo já bem conhecido pelos adeptos de futebol espalhados por todo o mundo. A rivalidade não poderia ser maior, e nessa noite seria preciso mais que apenas a qualidade individual e coletiva reconhecida em ambas as equipas.

Se é que de algum favoritismo se podia falar, ele estava, por incrível que pareça, do lado do Atlético. Haviam sido campeões espanhóis e praticavam o melhor futebol de que muitos se lembram. Embora sempre ao estilo de Simeone, víamos uma equipa solta, sem medo de assumir o jogo. A esta qualidade juntava-se a solidariedade não vista em nenhuma outra equipa do mundo. A garra, a vontade e o trabalho árduo não faltavam nunca nas turmas do treinador argentino, o que fazia deste Atlético uma equipa muito difícil de bater.

Do outro lado lado estava o terceiro classificado espanhol, embora com apenas menos três pontos. O Real Madrid estava certamente com o orgulho ferido depois de numa temporada tão bem conseguida não ter conseguido levar o título de campeão. Ainda assim tinham arrecadado a Taça do Rei frente ao Barcelona e a motivação estava sem dúvida no auge. Somando a esta motivação a indiscutível qualidade individual e coletiva da equipa, estávamos perante um conjunto poderosíssimo e, portanto, perante um jogo que tinha tudo para ser um dos melhores de todos os tempos.

Fonte: Real Madrid

A partida começou bastante fechada, como seria de prever. As equipas, encaixadas uma na outra, estavam serenas e um pouco à espera do que o jogo tinha para dar. Com o decorrer dos minutos começou a ficar um jogo solto, bonito, com oportunidades. O Real Madrid, comandado por Modric no centro do terreno, começou a criar mais perigo, essencialmente devido ao croata que conseguia desbloquear caminhos e dar aos colegas uma grande projeção ofensiva. Ainda assim, e é por isto que tanto amamos este desporto, foi o Atlético que aos 36 minutos inaugurou o marcador depois de uma ressaca de um pontapé de canto. Num lance confuso, Diego Godín acabou por introduzir a bola nas redes da baliza de Casillas e os Colchoneros saíam em vantagem para o intervalo.

A segunda parte foi bastante diferente da primeira e teve, como seria de esperar, sentido quase único. O Real assumiu o jogo desde cedo mas o Atlético foi-se mantendo confortável, muito devido à capacidade defensiva que era reconhecida àquela equipa de Diego Simeone. Tudo parecia tranquilo e o jogo encaminhava-se para o fim, para a vitória dos Rojiblancos que assim celebrariam a sua primeira conquista da Liga dos Campeões. Só que aos 90+3 minutos apareceu Sergio Ramos, que, com um indefensável golpe de cabeça, repôs a igualdade no marcador e levou o jogo para prolongamento.

A equipa de branco estava agora mais motivada e confiante para os 30 minutos que restavam e isso acabou por ser decisivo. Foi assim que, aos 110 minutos de jogo, depois de uma jogada fabulosa de Di Maria, Bale aproveitou a sobra para encostar a bola para o fundo das redes da baliza de Courtois, carimbando assim a remontada.

A missão parecia já impossível para o Atlético, e mais ficou quando passados oito minutos Marcelo fez o 3-1 e quase confirmou aquela que era já uma vitória anunciada. Aos 120+1, Cristiano Ronaldo fechou o placard com um golo de grande penalidade, e o Real Madrid conquistava assim a “décima” Liga dos Campeões, com uma vitória que certamente não será esquecida por nenhum interveniente daquela partida.

As emoções são difíceis de transmitir através de um texto. Melhor só mesmo ganhar duas horas desta quarentena para rever este magnífico jogo e lembrar como foi um verdadeiro recital de futebol.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Guilherme Vilabril Rodrigues
Guilherme Vilabril Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os três anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.

Subscreve!

Artigos Populares

Amar Dedic faz 2 assistências na vitória do Newcastle para a Taça da Liga Inglesa: eis os resultados do dia

O Newcastle venceu o West Brom por 3-2 e qualificou-se para a próxima ronda da Taça da Liga Inglesa. Amar Dedic fez duas assistências.

La Liga: Real Madrid de José Mourinho goleia Real Sociedad no regresso ao Bernabéu

O Real Madrid venceu em casa a Real Sociedad por 4-1 em jogo da primeira jornada da La Liga. Kylian Mbappé fez hat-trick.

Lyon de Paulo Fonseca não vai à Champions League: eis os apurados e os eliminados

O Lyon de Paulo Fonseca perdeu com o Fenerbahçe por 2-1 e foi eliminado no playoff de acesso à Champions League. Eis os resultados do dia.

Eis os 5 destaques da vitória do Torreense sobre o Kolos na 1.ª mão da 1.ª eliminatória da Europa Cup

O Torreense recebeu o Kolos Kovalivka em jogo a contar para a primeira mão da primeira eliminatória da Europa Cup. Eis os destaques do encontro.

PUB

Mais Artigos Populares

Al Diriyah de Bruno Lage empata na Arábia Saudita: eis os resultados do dia

O Al Diriyah de Bruno Lage empatou 1-1 com o Al Kholood na terceira jornada da Liga da Arábia Saudita. Vê os resultados do dia.

Carlos Vicens: «Temos de jogar com personalidade, ser ambiciosos e agressivos para tentar ganhar o jogo»

O Braga vai enfrentar o Áustria Viena na segunda mão do playoff de acesso à Conference League. Fica com a antevisão de Carlos Vicens.

Newcastle oficializa Nico González: eis quanto dinheiro o FC Porto encaixa

Nico González deixou o Manchester City e reforçou o Newcastle neste verão. FC Porto ganha cerca de 560 mil euros com a mudança.