Que jogos devo rever nesta Quarentena? FC Barcelona 5-4 Sevilla FC (a.p.)

- Advertisement -

Tbilisi foi o palco de um dos jogos mais épicos dos últimos anos. Em 2015, FC Barcelona e Sevilla FC viajaram até à Geórgia para disputar a final da Supertaça Europeia, final essa que ficaria para a História como tendo sido o jogo com mais golos de sempre na disputa pelo troféu. Os culés tinham acabado de arrecadar a quinta Liga dos Campeões ao derrotar a Juventus FC (3-1), enquanto a formação do sul de Espanha vencera a segunda de três Liga Europa consecutivas, após o triunfo diante do FK Dnipro (3-2).

Praticamente em ritmo de pré-época, as duas formações espanholas protagonizaram um daqueles shows de bola com golos para todos os gostos, mas também fruto de muitos erros que não se podem cometer em alta competição. Ainda assim, não poderia ter havido melhor jogo para abrir portas à época 2015-16.

E o jogo, esse, também não poderia ter tido um arranque mais frenético. Em quinze minutos, três golos de livre direto. O primeiro foi apontado por Banega, adiantando a equipa de Unai Emery na frente do marcador. Contudo, do outro lado, estava Messi…e a verdade é que o argentino tratou de responder exatamente da mesma forma. E em dose dupla! Estava feita a reviravolta no marcador numa partida que prometia emoção…


Sucederam-se oportunidades em ambas as balizas. Suárez viu um golo ser-lhe anulado por fora de jogo, Gameiro teve nos pés a possibilidade de restabelecer a igualdade, mas seria mesmo à beira do intervalo que chegaria o quarto golo do encontro. A defesa dos blanquirrojos facilitou e Rafinha Alcântara aproveitou, fazendo o 3-1 precisamente naquela altura em que era imperatório fechar a baliza a sete chaves.

O segundo tempo trouxe um Sevilla diferente, mas não sem antes “oferecer” de bandeja o quarto golo ao adversário, com Suárez finalmente a bater o guardião português Beto. Minuto 51’, 4-1 no marcador, dificilmente se imaginaria que o jogo pudesse ir a prolongamento, mas a verdade…é que isso aconteceu.

Os blaugranas sentaram-se na poltrona, mas rapidamente foram destronados. Pelo menos por alguns momentos…  Meia dúzia de minutos depois do golo de Suárez, Reyes (falecido há menos de um ano) apareceu solto na grande área para reduzir a desvantagem. E, pouco depois, na conversão de uma grande penalidade cometida por Mathieu, seria mesmo Gameiro a colocar o resultado em 4-3.

Faltavam cerca de 20 minutos. A saída de Iniesta tinha deixado um buraco evidente no meio-campo da equipa de Luis Enrique e, do outro lado, as apostas ofensivas de Unai Emery pareciam estar a render nos processos de jogo de equipa. Aliás, o lance do 4-4 nasceria precisamente de uma jogada entre dois recém-entrados: Immobile na assistência e Konoplyanka a restabelecer a igualdade, levando o jogo para um prolongamento mais do que merecido.


Já seria de esperar que o desgaste físico se apoderasse das duas equipas e isso refletiu-se nitidamente no rendimento individual e coletivo. Contudo, a formação vencedora da Liga dos Campeões tinha guardado uma substituição para os trinta minutos extra e, imagine-se, seria esse o “joker” de Luis Enrique.

A cinco minutos do final do prolongamento, Messi viu o seu livre ser travado pela barreira, ficou-se a pedir penálti, o astro argentino tentou a sua sorte uma segunda vez e foi precisamente a defesa incompleta de Beto que permitiu ao recém-entrado Pedro Rodríguez fazer o 5-4 num estrondoso jogo de futebol (e naquele que seria também o seu antepenúltimo jogo com a camisola do Barcelona).

O jogo até poderia ter ido para penáltis, mas as duas últimas assombrações de Coke e Rami junto da baliza de Ter Stegen não deram em golo e seria mesmo o Barcelona a conquistar a Supertaça Europeia, colando-se ao AC Milan, como sendo as equipas com mais troféus (5).

A crença e a entrega do Sevilla em transformar um 4-1 num 4-4 em meia hora não foram suficientes para conquistar o tão ansiado troféu, mas foram a imagem de marca de uma equipa que não se vergou a humilhações e conseguiu responder e estar à altura do desafio. Unai Emery e a sua equipa, nesse jogo, mereciam mais.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Barcelona: Ter Stegen, Jérémy Mathieu, Javier Mascherano (Pedro Rodríguez, 93’) , Gerard Piqué, Dani Alves, Sergio Busquets, Ivan Rakitic, Andrés Iniesta (Sergi Roberto, 63’), Rafinha Alcântara (Marc Bartra, 78’), Luis Suárez e Lionel Messi.

Sevilla FC: Beto, Benoit Trémoulinas, Grzegorz Krychowiak, Adil Rami, Coke, Krohn-Dehli, Éver Banega, Vicente Iborra (Mariano, 80’), Vitolo, José Antonio Reyes (Yevhen Konoplyanka, 68’) e Kévin Gameiro (Ciro Immobile, 80’).

Miguel Simões
Miguel Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Já com uma licenciatura em Comunicação Social na bagagem, o Miguel é aluno do mestrado em Jornalismo e Comunicação, na Universidade de Coimbra. Apaixonado por futebol desde tenra idade, procura conciliar o melhor dos dois mundos: a escrita e o desporto.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Álvaro Arbeloa sob fogo no balneário do Real Madrid e com problemas para ganhar o respeito de alguns jogadores

Não está a ser fácil a caminhada de Álvaro Arbeloa no Real Madrid. Balneário tem dúvidas quanto à continuidade do técnico no clube.

Adriano Firmino deixa o Santa Clara e ruma à Liga da China

O Santa Clara anunciou a saída do médio Adriano Firmino, depois de três temporadas e meia no clube. O brasileiro assinou pelo Wuhan Three Towns.

Defesa do FC Porto abdica da folga para estar recuperado a tempo do Clássico contra o Sporting

Martim Fernandes está no Olival nesta quarta-feira. Dia é de folga para o FC Porto, mas defesa abdicou para prosseguir recuperação.

Fredrik Aursnes criticado por antigo internacional norueguês: «Seleção não é para quando apetece»

Fredrik Aursnes foi criticado por Yaw Amankwah por mostrar interesse em voltar à seleção para o Mundial 2026, depois de não ter participado na qualificação.

PUB

Mais Artigos Populares

Darwin Núñez pode deixar o Al Hilal depois de apenas 6 meses e tem interessado com urgência para fechar negócio

Darwin Núñez é alvo do Fenerbahçe. O avançado uruguaio chegou ao Al Hilal no verão e pode voltar a trocar de clube neste mercado.

FC Porto só pode inscrever três dos quatro reforços na Europa League: Quem será deixado de fora?

A UEFA apenas permite a inscrição de três novos membros do plantel, o que dita que o FC Porto terá de deixar um quatro reforços de inverno fora da Europa League.

Fim da novela: Al Hilal anuncia renovação de Rúben Neves até 2029

Rúben Neves vai continuar ao serviço do Al Hilal. O médio internacional português estendeu o seu vínculo contratual até junho de 2029.