Olheiro BnR – Hassan

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Confrontado com a crescente cobiça em relação a Islam Slimani, diz-se que o Sporting estará já a tentar precaver a eventual saída do internacional argelino com a contratação de Hassan, ponta-de-lança egípcio que vai brilhando no ataque do Rio Ave e que, afinal, até tem características muito próximas de “Super-Slim”.

Essas parecenças, ainda assim, não significam que os pontas-de-lança do Rio Ave e do Sporting sejam semelhantes, sendo que o egípcio, pela suas características inatas e por ser mais jovem, tem mesmo todas as condições para vir a ser bem superior ao argelino.

Ascensão rápida no Rio Ave

Ahmed Hassan Mohamed Abdelmonem Mohamed Mahgoub, conhecido em Portugal simplesmente como Hassan e no seu Egipto natal como “Koka”, nasceu a 5 de Março de 1993, no Cairo, e começou a sua carreira no Al-Ahly, ainda que tenha chegado ao Rio Ave com apenas 18 anos.

Após uma temporada nos juniores do Rio Ave, Hassan foi promovido à equipa principal do emblema de Vila do Conde em 2012/13 e teve impacto imediato, somando nove golos em 24 jogos (14 como titular) nessa campanha.

Explosão depois de uma época menos feliz

Perante o impacto do jovem egípcio na sua estreia no futebol sénior, pensou-se que a temporada de 2013/14 seria a da afirmação absoluta de Hassan como um goleador já preparado para outros palcos, mas a verdade é que o avançado acabou por não viver uma época propriamente feliz, ficando-se por apenas seis golos em 36 jogos (28 como titular).

Nesse seguimento, o ansiado salto do internacional egípcio teve de ser adiado, mas, pelo que se tem visto ao longo de 2014/15, a espera de Hassan dificilmente será longa, uma vez que, em meia época, já leva 12 golos em 28 jogos (18 como titular), assumindo-se, aos 21 anos, como um dos melhores avançados da Liga Portuguesa.

Hassan marcou o primeiro golo europeu do Rio Ave Fonte: Facebook Oficial do Rio Ave
Hassan marcou o primeiro golo europeu do Rio Ave
Fonte: Facebook Oficial do Rio Ave

Um target man de referência

Com 1,91 metros e 80 quilos, Hassan é aquilo que os ingleses chamam target man, ou seja, um ponta-de-lança que está mais talhado para actuar fixo na área, funcionando como uma clara referência ofensiva por onde se orientam os seus companheiros de equipa.

Nesse seguimento, é inegável que existem muitos paralelismos com o sportinguista Islam Slimani, ainda que o egípcio perca um pouco em termos de agressividade e jogo de cabeça, capítulos do jogo em que o internacional argelino é superior.

Mais do que um mero finalizador

Por outro lado, Hassan é superior a Islam Slimani em termos técnicos, estando assim mais habilitado para participar activamente no jogo ofensivo, isto em contraponto com o que sucede com o argelino, que é essencialmente um finalizador e não tanto um jogador habilitado para tabelinhas ou combinações com os colegas de equipa.

Para além disso, esta maior qualidade técnica de Hassan também o torna mais efectivo na hora de finalizar com o seu pé direito, sendo inegável que o egípcio precisa de menos oportunidades para facturar e também mostra mais soluções para fazê-lo.

Em suma, é inegável que o Sporting tomará uma excelente decisão se optar por recrutar Hassan como o sucessor de “Super-Slim”, uma vez que o egípcio é superior ao argelino em aspectos que são mais dificilmente modificados com o trabalho, como a técnica individual, algo que não sucede com a sua menor agressividade e inferior jogo de cabeça, aspectos em que “Koka” tem elevada margem de progressão, tanto pelas suas características físicas ideais, como, também, por ter apenas 21 anos.

Foto de capa: Facebook Oficial do Rio Ave

Ricardo Figueiredo
Ricardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
Sportinguista sofredor desde que se conhece, a verdade é que isso nunca garantiu grande facciosismo, sendo que não tem qualquer problema em criticar o seu clube quando é caso disso, às vezes até com maior afinco do que com os rivais. A principal paixão, aliás, sempre foi o futebol no seu contexto mais generalizado, acabando por ser sintomático que tenha começado a ler jornais desportivos logo que aprendeu a ler. Quanto ao ídolo de infância, esse será e corre o risco o de ser sempre o Krassimir Balakov, internacional búlgaro que lhe ofereceu a alcunha de “Bala” até hoje. Ricardo admite que ser jornalista desportivo foi um sonho de miúdo que conseguiu concretizar e o que mais o estimula na área passa pela análise de jogos e jogadores, nomeadamente os que ainda estão no futebol de formação ou naqueles campeonatos menos mediáticos e que pensa sempre que ninguém vê como o japonês, sul-coreano ou israelita..                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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