Olheiro BnR – Afonso Figueiredo

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A sofrer as expectáveis dores de crescimento de quem saltou directamente do Campeonato Nacional de Seniores para a Primeira Liga e teve de remodelar quase por completo o plantel, o Boavista tem, ainda assim, vindo a fazer uma época bastante acima das expectativas, encontrando-se neste momento num confortável 13.º lugar, seis pontos acima da linha de despromoção.

Para essa boa campanha, muito tem contribuído o treinador principal, Petit, que está a fazer um excelente trabalho, mas também o desempenho de alguns futebolistas que têm mostrado qualidade como é o caso de Afonso Figueiredo, lateral-esquerdo que não começou a temporada como titular, mas que, a partir de Janeiro último, tornou-se pedra fundamental na equipa axadrezada.

Começou no Sporting

Afonso Mendes Ribeiro de Figueiredo nasceu a 6 de Janeiro de 1993, em Lisboa, e começou nas escolas do Sporting Clube de Portugal, que representou entre 2003/04 e 2008/09. Depois, na temporada seguinte, a segunda de juvenil, seguiu para o Belenenses, clube onde ficou apenas por uma época, isto antes de concluir o seu percurso de formação com duas épocas nos juniores do Sporting de Braga.

A transição para sénior, essa, deu-se em 2012/13, pela porta da equipa B do Sporting de Braga, ainda que o jovem luso não tenha conseguido obter grande impacto nessa temporada, somando apenas dez jogos na Segunda Liga e acabando por abandonar o Minho no Verão.

Sempre a crescer no Boavista

Terminado seu percurso nos arsenalistas, Afonso Figueiredo mudou-se de armas e bagagens para a Invicta e para representar um Boavista, então a disputar o Campeonato Nacional de Seniores, sendo que o lateral-esquerdo rapidamente se assumiu como uma peça importante do conjunto axadrezado, finalizando essa temporada de 2013/14 com 23 jogos disputados.

Ainda assim, na transição repentina vivida pelo Boavista, que passou automaticamente do Campeonato Nacional de Seniores para a Primeira Liga, Afonso Figueiredo acabou por iniciar a actual temporada na sombra de outras alternativas como Anderson Correia ou Julian, situação que viria a conhecer um volte-face a partir de Janeiro, com o jovem de 22 anos a ganhar finalmente o seu lugar no lado esquerdo da defesa e a ser titular indiscutível nas últimas dez jornadas da Liga.

Desde novo, a lutar por um lugar na 1.ª divisão (Gonçalo Reyes, João Mário, Afonso Figueiredo e Bruno Gaspar - da esq. para a dir.) Fonte: Facebook Oficial de Afonso Figueiredo
Desde novo, a lutar por um lugar na 1.ª divisão
(Gonçalo Reyes, João Mário, Afonso Figueiredo e Bruno Gaspar – da esq. para a dir.)
Fonte: Facebook Oficial de Afonso Figueiredo

Raçudo, abnegado e polivalente

Apesar de actuar agora sempre como lateral-esquerdo, a verdade é que Afonso Figueiredo, ao longo da sua formação, foi evoluindo em todas as posições desse flanco, podendo assim, em última instância, ser igualmente utilizado como médio ou extremo-esquerdo, ainda que sem a qualidade que apresenta a partir de zonas mais recuadas do terreno.

Afinal, em termos estritamente defensivos, Afonso Figueiredo apresenta inúmeras valências, sendo um jogador rápido, raçudo, muito forte na marcação/desarme e que apresenta um posicionamento inteligente, num conjunto de características que fazem do jovem luso um jogador muito difícil de contrariar pelo seu flanco.

Já em termos ofensivos, mesmo que o conservador esquema de jogo do Boavista não lhe permita muitas veleidades, e não sendo propriamente um fora de série técnico, é inegável que Afonso Figueiredo também mostra qualidades, oferecendo verticalidade/profundidade no flanco e apresentando uma boa qualidade ao nível do passe e do cruzamento.

Foto de Capa: Página de Fãs de Afonso Figueiredo

Ricardo Figueiredo
Ricardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
Sportinguista sofredor desde que se conhece, a verdade é que isso nunca garantiu grande facciosismo, sendo que não tem qualquer problema em criticar o seu clube quando é caso disso, às vezes até com maior afinco do que com os rivais. A principal paixão, aliás, sempre foi o futebol no seu contexto mais generalizado, acabando por ser sintomático que tenha começado a ler jornais desportivos logo que aprendeu a ler. Quanto ao ídolo de infância, esse será e corre o risco o de ser sempre o Krassimir Balakov, internacional búlgaro que lhe ofereceu a alcunha de “Bala” até hoje. Ricardo admite que ser jornalista desportivo foi um sonho de miúdo que conseguiu concretizar e o que mais o estimula na área passa pela análise de jogos e jogadores, nomeadamente os que ainda estão no futebol de formação ou naqueles campeonatos menos mediáticos e que pensa sempre que ninguém vê como o japonês, sul-coreano ou israelita..                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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