Olheiro BnR – José Sá

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Todos sabemos que a evolução num futebolista nunca é uma constante absoluta, sendo que alguns jogadores têm uma progressão tranquila, enquanto outros parecem explodir de um momento para o outro, muitas vezes aproveitando a importância e o mediatismo de uma determinada competição.

Como exemplo emblemático do segundo caso temos José Sá, jovem guarda-redes que ainda procura o seu espaço na equipa principal do Marítimo, mas que rapidamente se impôs como uma das principais figuras do Campeonato da Europa de sub-21, onde tem brilhado na baliza da selecção nacional portuguesa.

Passou pelas camadas jovens do Benfica

José Pedro Malheiro Sá nasceu a 17 de Janeiro de 1993 em Braga e iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Palmeiras, tendo passado posteriormente para o Merelinense, isto antes de assinar pelo Benfica, em 2010/11, numa altura em que era júnior.

A passagem pelos encarnados, todavia, foi fugaz, uma vez que José Sá abandonou a Luz logo no Verão de 2011 e rumou ao Marítimo, clube que representa até hoje e onde ainda não conseguiu impor-se inteiramente na equipa principal, pela qual soma “apenas” 15 jogos. Já ao serviço da equipa B, os números são outros, com o keeper a acumular 74 partidas na Segunda Liga.

Evolução é notória

Aos 22 anos, José Sá está a provar que tem qualidade mais do que suficiente para se impor como titular da baliza do Marítimo em 2015/16, apresentando uma enorme segurança entre os postes, fruto do seu excelente posicionamento e de uma elasticidade que lhe permite ir buscar muitas bolas que pareciam aparentemente impossíveis.

Muito felino a sair-se aos pés dos adversários e igualmente eficaz nas saídas aos cruzamentos, o internacional sub-21 português também cresceu imenso no capítulo da confiança, sendo agora um keeper que inspira tranquilidade ao sector defensivo que está à sua frente.

É certo que, nesta fase, José Sá ainda poderá melhorar em alguns aspectos do seu jogo, nomeadamente o jogo de pés, que é algo fundamental no futebol moderno, mas este excelente desempenho no Europeu de sub-21, onde ainda não sofreu qualquer golo, terá de ser o passaporte para um patamar competitivo bem mais aliciante que a Segunda Liga, onde tem actuado preferencialmente.

Foto de capa: portugaldesportivo.net

Ricardo Figueiredo
Ricardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
Sportinguista sofredor desde que se conhece, a verdade é que isso nunca garantiu grande facciosismo, sendo que não tem qualquer problema em criticar o seu clube quando é caso disso, às vezes até com maior afinco do que com os rivais. A principal paixão, aliás, sempre foi o futebol no seu contexto mais generalizado, acabando por ser sintomático que tenha começado a ler jornais desportivos logo que aprendeu a ler. Quanto ao ídolo de infância, esse será e corre o risco o de ser sempre o Krassimir Balakov, internacional búlgaro que lhe ofereceu a alcunha de “Bala” até hoje. Ricardo admite que ser jornalista desportivo foi um sonho de miúdo que conseguiu concretizar e o que mais o estimula na área passa pela análise de jogos e jogadores, nomeadamente os que ainda estão no futebol de formação ou naqueles campeonatos menos mediáticos e que pensa sempre que ninguém vê como o japonês, sul-coreano ou israelita..                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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