Que livros de desporto devo ler nesta quarentena? “101 Cromos da bola”, por Rui Miguel Tovar

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“As mais incríveis histórias das maiores figuras do futebol português”. Neste tempo em que estamos indeterminadamente confinados à nossa casa, o Bola na Rede pretende contribuir de forma positiva e enriquecedora ao sugerir boas leituras para preencher o tempo disponível. A minha recomendação desta semana é da autoria do jornalista Rui Miguel Tovar e chama-se “101 Cromos da bola”.

Neste livro publicado em março de 2012, Rui Miguel Tovar escolhe 101 “cromos” que fazem parte do imaginário futebolístico do nosso país e descreve histórias que ficaram para a história, passe o pleonasmo.

E que histórias são estas? Temos a do famoso brinco de Vítor Baptista, perdido em pleno relvado a festejar um golo pelo SL Benfica ao rival Sporting CP, a do primeiro golo de sempre exibido pela SIC (Balakov frente ao SL Benfica, aos 12 segundos de jogo) que não foi visto pela televisão devido à nuvem de fumo dos petardos e a do amarelo a Cantona no jogo (amigável) da festa do 50º aniversário de Eusébio.

Mas temos também a fuga para Marrocos do guarda-redes Carlos Gomes ao intervalo de um Atlético CP-SL Benfica, na bagageira de um Citroën boca de sapo, a curta passagem de Di Stéfano ao comando do Sporting CP, o escorpião que precipitou o fim da carreira de Eurico, o único campeão pelos três grandes, e Félix Mourinho, pai de José Mourinho, que defendeu penalties de Eusébio, Matateu e Yazalde.

“101 Cromos da bola” conta as histórias mais incríveis do futebol português
Fonte: Fnac

Por fim, que dizer de Jaguaré, o primeiro guarda-redes a usar luvas em Portugal, Teófilo Cubillas, avançado peruano que deixou saudades no FC Porto, ou John Toshack, treinador galês que precipitou a saída de Futre do Sporting CP para o FC Porto ao querer empresta-lo à Académica?

Em suma, são cromos atrás de cromos, de Borges Coutinho a Cândido de Oliveira, de Figo a Matateu, passando por Peyroteo, Sabry e Madjer, num total de 101 histórias que prometem entreter e informar todos os que gostam de futebol, independentemente da sua cor clubística.

 

Frederico Seruya
Frederico Seruya
"It's not who I am underneath, but what I do, that defines me" - Bruce Wayne/Batman.                                                                                                                                                O O Frederico escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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