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Tribuna VIP: SC Braga volta a sonhar alto na Europa, uma década depois

Redação BnR · 4 min

Tribuna VIP, jovens, Liga dos Campeões

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SC Braga volta a sonhar alto na Europa, uma década depois Os Guerreiros do Minho jogam em Glasgow o acesso às meias-finais da Liga Europa, no melhor momento exibicional de toda a temporada.

OS MINHOTOS SONHAM COM O APURAMENTO PARA AS MEIAS-FINAIS DA LIGA EUROPA EM GLASGOW! TUDO É POSSÍVEL! APOSTA JÁ NA BWIN.PT!

Uma derrota apenas nos últimos 11 jogos oficiais e quatro vitórias consecutivas em todas as competições são números que causam boa impressão. Mas mais do que a mera estatística, as últimas exibições do SC Braga dão razões para acreditar numa ponta final de temporada de alto nível. Carlos Carvalhal parece ter encontrado nos últimos dois meses a fórmula para que o rendimento coletivo fosse mais acentuado, de forma a que também a irregularidade a nível de resultados acabasse por ser menos notória.

2022 tem sido um ano com algumas vitórias de impacto emocional. Aos pés dos Guerreiros do Minho, já caíram Sporting (em Alvalade) e Benfica para o campeonato e o Mónaco na Liga Europa. Claro que também se registaram derrotas com algum peso (desde logo nos dérbis minhotos frente a Vitória SC e Gil Vicente), mas mesmo nos maus momentos deu para retirar coisas positivas das exibições do conjunto da cidade dos Arcebispos.

Desde logo, vários têm sido os jogadores a aproveitar a segunda parte da temporada para se afirmarem na equipa de Carlos Carvalhal – que tem sido o treinador ideal para orientar a equipa num período de aposta vincada em jovens da formação. Salta à vista o menino Rodrigo Gomes, poveiro de 18 anos que se impôs na ala esquerda, após a saída de Galeno para o FC Porto. Apesar de ser destro, mostra recurso à canhota e tem vindo a crescer naquele flanco, depois de já ter passado pela direita e até ter atuado como segundo avançado. O impacto no momento ofensivo, aliado ao instinto solidário quando a equipa fecha com cinco na linha defensiva, tornam-no num elemento cada vez mais essencial para o modelo bracarense.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O regresso de David Carmo, depois de uma lesão complicadíssima, também se revestiu de importância, não só pelo acrescenta no controlo da última linha, como também pela interessante capacidade de iniciar ataques através do passe. Tormena tem tido um papel importante e mostrado evolução e entre Paulo Oliveira, um Fabiano a jogar mais por dentro ou Diogo Leite há alternativas credíveis para garantir rendimento defensivo (apesar dos desequilíbrios que ainda vão sendo notados em certos momentos dos jogos).

Não é também estranha a evolução na construção a partir do meio-campo. Al Musrati vive o período de maior fulgor da temporada, tanto a nível da marcação defensiva, como a ajudar na saída de bola. André Horta não costuma durar os 90 minutos, mas começando de início dá à equipa uma inteligência superior a elaborar jogo. André Castro é recurso para dar ida e volta e realizar compensações posicionais, num registo tático em que o outro mano Horta, Ricardo, continua a ser chave – pela amplitude de movimentos, qualidade nos apoios, esclarecimento no passe e enquadramento ideal com a baliza adversária para ser o goleador-mor do reino bracarense.

SC Braga 3
Fonte: Paulo Ladeira/ Bola na Rede

Na frente, mais para lá do efeito Ricardo Horta, Abel Ruiz tem vivido um momento de impacto notório em termos goleadores na Liga Europa – decisivo frente a Mónaco e na primeira mão face ao Rangers. Iuri Medeiros tem uma técnica elaborada a procurar envolvimentos interiores a partir do flanco direito (e a ligar com outro elemento fundamental no processo ofensivo, o lateral Yan Couto) e há um Vitinha a corresponder com golos importantes em jogos de elevado grau de dificuldade.

O SC Braga de Carvalhal é uma equipa que gosta de potenciar a vertigem e o ataque às costas da linha defensiva adversária, mas ao mesmo tempo com jogadores para elaborar em zonas interiores e depois sim mostrar outro arrojo e aceleração mais perto da baliza contrária.

Em termos defensivos, num sistema híbrido entre momentos com linha mais recuada com quatro ou cinco elementos, os equilíbrios têm sido mais facilmente encontrados, também por conta do posicionamento mais agressivo dos jogadores de zonas mais adiantadas. Os Guerreiros não têm vergonha de baixar mais o bloco em momentos de necessidade, mas nunca perdem a baliza dos oponentes da mira.

Em Glasgow, o SC Braga vai tentar regressar a uma meia-final europeia, sempre ciente de que a boa pressão escocesa e a presença de jogadores de impacto mais físico do meio-campo em diante pode significar dificuldades acrescidas, sobretudo de início. Nada que os minhotos já não tenham conseguido contrariar no jogo em casa – batendo com mestria a primeira pressão escocesa a partir do minuto 25. Pela Melinha e já agora por toda uma nação, que se cumpra o sonho dos Guerreiros de Carvalhal no país do Braveheart!

 

Artigo de opinião de Francisco Pinho Sousa,
analista e comentador ELEVEN

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