Estoril Open #1: Despedida de Sousa e recuperação de Borges em ronda condicionada pela chuva

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A nona edição do maior torneio lusitano, único pertencente à categoria maior do ténis masculino mundial, o ATP Tour, voltava a jogar-se nos courts do Clube de Ténis do Estoril. A presente edição contava com dois atletas do Top dez a encabeçar a lista de maiores favoritos ao caneco: o norueguês e campeão em título, o oitavo da hierarquia mundial Casper Ruud e o polaco e décimo do ranking, Hubert Hurkacz, que na temporada anterior havia perdido nos quartos de final. Isto sem esquecer os nomes de peso de: Lorenzo Musetti, italiano e terceiro pré-designado, mas também os ex Top dez, Gael Monfils e Dominic Thiem. Também os jovens bastante promissores, Arthur Fils de França e João Fonseca do brasil, este último agraciado com um wild card, eram atrações da prova.

De referir ainda que : Nuno Borges melhor tenista nacional da atualidade, Henrique Rocha, atleta de apenas 19 anos  recente vencedor do Challenger de Múrcia, o veterano João Sousa que aqui fazia a despedida de uma carreira gloriosa e Jaime Faria  vencedor de quatro torneios do ITF World Tour, na presente temporada, eram os quatro nacionais presentes na melhor grelha de participantes. Apenas Borges acedera ao quadro de forma direta. Jaime passaria pela fase de qualificação com brilhantismo enquanto que Sousa e Rocha receberiam convite para atuar neste certame esgotado há muito!

Fokina desfalca competição devido a imprevisto insólito!

Em vésperas do começo da competição, os entusiastas fãs que  aguardavam desde o ano anterior a visita a terras lusas por parte dos magos da modalidade da bola amarela receberiam uma notícia tão desagradável quanto inesperada! Visto que um dos atletas com mais edições do torneio disputadas, cinco, o espanhol  Alejandro Davidovich Fokina que tomaria o posto de quarto pré-designado seria forçado a desistir, fruto de uma infeção dentária que o impediu de viajar até à costa do Estoril, abrindo assim vaga para o compatriota Pablo Llamas Ruiz. Contudo também o gaulês Constant Lestienne que encontraria Jaime Faria na ronda inaugural se viu forçado a abdicar devido a uma lesão no joelho direito, vendo o seu lugar ser ocupado pelo também espanhol  Davide Jorda Sanchis.

Borges mostra fibra de campeão para ultrapassar antigo jogador de elite

Depois de seis presenças nacionais na ronda de qualificação, sendo que apenas Jaime Faria logrou atingir o quadro principal era Nuno Borges,  atual 62 da hierarquia mundial e vencedor do Challenger de Phoenix revalidando assim o título, a entrar  primeiro em court no que aos Portugueses dizia respeito. Diante do antigo Top dez mundial e agora aquém dos 200 melhores do mundo, o gaulês Lucas Pouille a tarefa revelar-se-ia hercúlea! Entrando extremamente: apático, ansioso, falhão e sem chama, o primeiro parcial seria um tormento para o maiato, que bem se pode dizer ter estado bem longe do que já o vimos fazer neste mesmo court, designadamente há duas temporadas! Dificilmente poderia ter sido pior e mais claro o desfecho, com o praticante de 27 anos a levar uma “rodinha de bicicleta”, que é como quem diz um 0-6! Após o marcador registar um 0-2 na segunda partida e quando poucos, nos quais não me incluo, já acreditavam numa reviravolta, foi então que veio a court todo o potencial do antigo melhor tenista universitário norte-americano, com Nuno a subir e muito o nível e ainda que não totalmente estável, lá deu para vencer a segunda partida após tie-break salvando pelo meio, com mestria, um  ponto de encontro. No terceiro set e quem sabe acusando algum desgaste da exigente fase de qualificação pela qual teve de passar, eis que o francês começou a tomar algumas decisões precipitadas, com Nuno a demonstrar frieza e esclarecimento para as aproveitar e ao cabo de pouco mais de 2h20m e numa vitória para a qual muito o apoio do público contribuiu,  Nuno seguiu para os oitavos onde marca duelo com Musetti. Como o próprio afirmou foi necessário e mais do que todo o ténis que possui coração para uma remontada épica e que obteve pela segunda vez na presente temporada, isto depois de superar o norte-americano, Alex Michelsen na I ronda do torneio de Auckland.

Sousa com despedida agridoce e muito emotiva

A realizar o derradeiro torneio de uma carreira ímpar no contexto do ténis nacional, o “conquistador” João Sousa, vencedor de quatro títulos ATP, encontrava um dos talentos mais em foco na atualidade do circuito. O gaulês de apenas 19 anos, quinto cabeça-de-série e 37º da hierarquia mundial, Arthur Fils, ele que é um dos tenistas mais jovens de sempre a vencer uma prova da primeira divisão do ténis a nível mundial. A jogar livre de pressão, disfrutando em pleno de cada momento e com um court central cheiinho para ver a sua despedida, creio salvo melhor opinião, que o vimaranense deu tudo e mais um pouco! Só que do outro lado esteve um adversário que não só esteve exímio no plano físico, mas também mental e que revelou sempre ter um andamento de bola superior a Sousa, que bem se empenhou , mas nada pode perante toda a potência vinda do outro lado. Apesar disso o francês esteve sempre bastante alerta, pois o nortenho bateu-se que nem um “leão”! Cedendo apenas pelos parciais de 7-5 e 6-4 , ao cabo de 1h50m, onde ficou bem plasmada a qualidade do vulto nacional que aos 35 anos se despediu e a quem todos os fãs lusos agradecem, pois é óbvio que existe um antes e um pós Sousa no ténis nacional!

Rocha acusa e cede perante La Monf!

Quanto a Henrique Rocha , jovem talento da Maia e apesar do grande encontro que realizou, a verdade é que o recém membro do Top 200 claudicou em momentos chave perante o grande Gael Monfils, atualmente 45 da tabela ATP  e sétimo na lista de pré-designados. Após abrir com vários jogos em branco no seu golpe de saída, impressionando os mais distraídos, Rocha esteve sempre a par e recuperou, inclusive, de um break no set de abertura. Com o carismático parisiense a provar que e não obstante os 37 anos ainda se encontra em perfeita condição física,  seria necessária toda a qualidade que ainda ostenta para vergar um irreverente, embora por vezes em demasia, Henrique Rocha, com Monfils a vencer por 7-5. Já no segundo e após uma quebra prematura de serviço que chegou a fazer sonhar todos os fãs, a verdade é que fruto da inexperiência a nível ATP em conjunto com a qualidade do antagonista, certo é que Henrique entregaria o encontro com três duplas faltas, algo incapaz de apagar todo o ténis que apresentou e que o fez dispor de dois pontos de set para forçar uma terceira partida! Caso se torne mais consistente, paciente e capaz de pensar melhor o ponto então terá tudo para em conjunto com Nuno Borges oferecer muitas alegrias a todos os adeptos nacionais que amam esta modalidade!

Quanto ao outro luso e num torneio fustigado pela chuva, que originou que a I ronda se estende-se por três dias, Jaime Faria, acabou por ficar aquém perante o  David Jorda Sanchis, LL, cedendo por 7-6 e 6-1, talvez vítima de uma complexa fase de qualificação.

Já nos outros duelos alusivos a esta fase do evento, destaque para duas notas: a derrota do prodígio do país irmão, João Fonseca, com o quarto-finalista do Rio Open a ceder para o britânico nascido em solo alemão Jan Choinski  e para a derrota do oitavo maior favorito, o germânico Dominik Koepfer, ele que ressurgiu no decorrer da temporada vigente, com este a ser afastado pelo espanhol, alguém muito forte sob terra, Pablo Llamas Ruiz que o tornou numa presa fácil. Isto sem esquecer os triunfos de Dominic Thiem e Cristian Garin, austríaco e chileno, respetivamente, que embora longe do fulgor de outrora são nomes que trazem sempre muitos entusiastas às bancadas e que não podem de forma nenhuma ser retirados da equação. Com a segunda Ronda entram em court as grandes estrelas, em termos de ranking, da competição deste ano.

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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