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FC Paços Ferreira 1-1 CF Os Belenenses: Pontas-de-lança ao serviço

Inês Marques Santos · 4 min

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Jogo determinante para o Paços de Ferreira na mata real contra o Belenenses. Fator casa tem sido importante para o objetivo da manutenção da equipa e este era um dos dois jogos que o Paços tinha em casa até ao final do campeonato. O jogo, arbitrado por Manuel Mota, acabou empatado a uma bola com golos dos pontas-de-lança de ambas as equipas.

O jogo entre as duas equipas começa equilibrado e renhido, com Belém e Paços a conseguirem aproximações à baliza contrária. Duas grandes oportunidades para a equipa da casa e Belenenses com aproximações à área do seu adversário mas sem lances de grande perigo. As duas grandes ocasiões em que o Paços esteve à beira de se adiantar no marcador foram protagonizadas por Luíz Phellype. Um deles foi um lance em que o brasileiro remata à entrada da área mas o guarda-redes Moreira defende. O outro teve início num grande cruzamento do australiano Mabil. Phellype cabeceia tenso mas a bola vai parar à trave. Já o Belém chega à área do Paços através de uma iniciativa de Diogo Viana pela direita. O jogador remata mas a bola acaba por passar por cima da baliza.

Jogo equilibrado, com oportunidades para ambas as equipas, mas as chances mais flagrantes pertencem à equipa da casa que, aos 13 minutos, marca o 1-0 por Luíz Phellype através de um excelente cruzamento de António Xavier. O ponta-de-lança dos castores redime-se do lance anterior em que foi bastante perdulário.

Depois do golo, o Paços baixa o seu bloco e a sua equipa fica mais compacta, passando a investir em contra-ataques rápidos e passes em profundidade. Apesar de, inicialmente, o Belém ter tido muitas dificuldades a impor o seu jogo a meio-campo, a equipa de Silas levanta a cabeça depois do golo sofrido e consegue superiorizar-se ao longo da primeira parte. A equipa do restelo acaba por impor o seu estilo de jogo, criando muitas dificuldade ao Paços, e chega mesmo a justificar o empate. Por sua vez, o Paços mostra dificuldade em ligar o seu jogo devido à pressão dos jogadores da equipa adversária. Por esta altura, Luíz Phellype aparece muito isolado pois o Paços não consegue que a bola chegue ao seu ponta-de-lança.

Chega ao intervalo e o Paços mostra-se uma equipa com muitas dificuldades em ter a bola. Belenenses a carregar no jogo, com 58% de posse de bola, e com vários remates na baliza de Defendi, mas, ainda assim, nenhum deles entra dentro da baliza do brasileiro. Chega o tempo de intervalo: vale o golo marcado por Luíz Phellype. Vence o Paços, em sua casa, por 1-0.

Melhor entrada na segunda parte era impossível: Golo de Maurides logo no primeiro minuto da segunda parte. Diogo Viana sobe no terreno e o ponta-de-lança sobe com o pé e remata a bola para o segundo poste sem qualquer hipótese para o guarda-redes Defendi. Está imposta a igualdade no marcador.

Sabendo a importância deste jogo para o objetivo principal do Paços, que é a manutenção, a equipa de João Henriques mostra-se exuberante ofensivamente, com Mabil a ser impulsionador da pujança ofensiva da equipa da casa. Porém, faltou frieza aos jogadores no momento de decisão.

Na fase final do jogo, o Paços opta por um jogo mais direto para um dos seus pontas-de-lança depois da entrada de Bruno Moreira. Já o Belém, opta por passes em profundidade para Licá depois do Paços ficar a jogar com dois avançados-centro. Ambas as equipas à procura do golo, num jogo extremamente equilibrado e intenso.

Na reta final, aos 90 minutos, sequência de dois lances na área do Belenenses que causam grande polémica. Os jogadores do Paços pedem grande penalidade mas o árbitro Manuel Mota nada assinala. O lance gera protestos dentro e fora de campo. Na bancada ouvem-se assobios e no banco de suplentes muitos protestos. Já no banco, Ruben Micael é expulso por isso mesmo.

Foi um final de jogo conturbado que acabou por não fazer jus àquilo que foi o resto da partida até ali. Pedrinho Moreira e Diogo Viana acabam por se envolver num confronto que resultou em amarelos para cada um dos jogadores.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Paços de Ferreira: Defendi, Bruno Santos, Rui Correia, Miguel Vieira, Filipe Ferreira, Pedrinho Moreira, Assis (Subst. Gian Martins), Micael (Subst. Vasco), Xavier (Subst. Bruno Moreirs), Phellype, Mabil

CF Belenenses: Moreira, Viana, Gonçalo Silva, Nuno Tomás, Florent Hanin, Nathan (Subst. Bruno Pereirinha), Bakic (Bakary Sare), André Sousa, Persson, Maurides, Licá (Subst. Bernardo Dias)

A FIGURA:

Fonte: FC Paços Ferreira

Luiz Phellype: Guardou bem a bola e mostrou-se muito forte no primeiro contacto com ela. Houve vários momentos em que esperou que a equipa subisse, o que foi determinante num jogo em que o Paços teve bastantes dificuldades em criar linhas de passe até à área do seu adversário.

O FORA DE JOGO:

Fonte: FC Paços Ferreira

Rúben Micael: Não entrou bem jogo, foi protagonista de vários passes falhados da sua equipa e não foi tão determinante para o coletivo como costuma ser. Teve dificuldades em ligar o jogo e, já no banco, teve um ato irrefletido de protesto com o árbitro que lhe custou um cartão vermelho.

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Inês Marques Santos

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