Japão 0-0 Grécia: Nem com Tsubasa o Japão conseguiria ultrapassar a muralha grega

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O RESCALDO

O Japão – Grécia começou com um grande ambiente na bancada, sabendo-se que, no mesmo grupo, a Colômbia já estava qualificada para a próxima fase. Jogavam-se os últimos cartuchos de duas seleções que não são, de todo, favoritas a chegar longe na prova e estão no máximo a lutar por um segundo lugar no grupo.

De um lado, um Japão apoia-se sempre na velocidade e transições rápidas. Do outro, a Grécia, comandada por Fernando Santos, que apresenta sempre numa postura mais defensiva e expectante, com uma clara aposta nas bolas paradas. Se por um lado a Grécia tem uma média de alturas na ordem dos 1.84 metros, o Japão tem uma média a rondar os 1.78 metros, o que dá para perceber algumas diferenças no estilo de jogo das equipas.

O que se previa era um jogo bastante disputado, em que o Japão apostaria no jogo apoiado e a começar de trás para a frente com a bola controlada, contra uma Grécia mais física e de choque. Porém, de forma expectável, o jogo foi mesmo muito parado na primeira meia hora.

Ambas as equipas entraram com medo de sofrer o primeiro golo, que as poderia deixar quase arredadas do Mundial. E era isto que viríamos a vislumbrar durante todo o encontro. O Japão arriscava mais mas sempre com medo de deixar a defesa descompensada. Valia-se dos alas e do maior brilhantismo de Honda. Já do lado grego assistíamos a um Mitroglou muito desapoiado, até mesmo por Samaras, e ao mais espevitado de todos, Kone, em velocidade.

Salvo um ou outro lance assistimos a uma primeira parte sem história até Katsouranis levar o segundo amarelo e respetiva expulsão. A Grécia estava assim com a tarefa ainda mais difícil, ainda para mais depois da lesão de Mitroglou, que o levou a abandonar o campo. Mas, por incrível que pareça, os gregos acordaram. Acabaram por reagir à expulsão e quase aumentaram o marcador por Torosidis, ainda na primeira parte.

Uchida apoia Katsouranis  enquanto este abandona o campo  Fonte: FIFA
Uchida apoia Katsouranis enquanto este abandona o campo
Fonte: Getty Images

Ainda assim, estávamos longe de assistir a um bom jogo de futebol. E, na minha opinião, isto é muito pouco para duas equipas que lutam por se qualificar.

Na segunda parte, assistimos a um jogo um pouco mais intenso, talvez pelo maior cansaço dos jogadores e dificuldade em cumprir a tática das respectivas seleções. Surgiram mais lances de perigo, de ambos os lados. A Grécia surgiu mais agressiva e quase fez o golo através de bola parada. O Japão respondeu com duas perdidas incríveis, nomeadamente a de Okubo, que deveria ter feito bem melhor, tamanha era a oportunidade.

Ao fim ao cabo quem mereceu mais a vitória no encontro foi o Japão, mas a Grécia conseguiu mesmo o empate. A Grécia só depende de si própria para passar, precisando apenas de ganhar à Costa do Marfim. Contudo, é impossível gostar deste estilo de jogo grego. Demasiado defensivo, sem arriscar, sem grande intensidade, e apenas vale pela qualidade defensiva. O Japão foi demasiado perdulário e acabou por perder dois pontos, e, provavelmente, a última esperança de qualificação. A Grécia pode dizer que ganhou um ponto.

A Figura:

Honda e Nagatomo: Foram as grandes figuras do encontro, mobilizando a equipa japonesa para o ataque. Foram os responsáveis pelas jogadas de perigo da seleção asiática e fizeram por merecer uma melhor resposta dos seus companheiros, que não conseguiram finalizar as jogadas.

O Fora-de-Jogo:

Katsouranis: Parece que estou a repetir o fora-de-jogo do meu último rescaldo – França vs Honduras –, uma vez que na altura coloquei Palacios pela sua displicência na abordagem ao lance que levou ao seu segundo amarelo. Desta vez foi Katsouranis – com a sua experiência não podia cometer tamanho erro aos 38 minutos. O ex-jogador do Benfica acabou por levar o segundo amarelo, deixando a sua equipa descompensada quase a uma hora do final do encontro.

João Martins
João Martins
O João Martins é um apaixonado pela Premier League e pelo Sporting. Diz que a sua maior tristeza é ver os seus clubes favoritos afastados dos troféus principais. Seja em Inglaterra, com o Arsenal, ou em Portugal, com o seu clube.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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