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Estamos praticamente a meio do mês de Janeiro e, com isso, restam cerca de 15 dias para o FC Porto fazer os ajustes necessários no seu plantel.

Até ao momento foram mais as saídas do que as entradas. Foram colocados na porta de saída: Evandro (Oficial no Hull City), Sérgio Oliveira e Adrian Lopez, que procuram clube. A única entrada foi o regresso do herói Kelvin.

Quais os ajustes de que o plantel precisa? Esta é a pergunta que deve ser feita.

O setor defensivo está consistente, Felipe e Telles foram duas apostas ganhas, e Layún não deve demorar a estar pronto a competir, por isso acredito que neste setor não existirão mudanças.

No meio do terreno o plantel tinha excesso de jogadores, e por isso Evandro e Sérgio Oliveira tiveram guia de marcha. Com Danilo e Rúben Neves como opções para a posição “6”, e Oliver, Herrera e André André como soluções para a posição “8”, a equipa está bem servida e tem soluções suficientes para os desafios que se avizinham.

Nas alas também existem várias soluções. Corona e Brahimi são os mais talentosos, embora o argelino possa estar fora cerca de um mês, mas essa ausência pode não ser crucial, visto que os próximos dois jogos são caseiros e com um grau de dificuldade reduzida. Kelvin pode ser uma solução para a segunda metade da época: é um jogador muito querido pelos adeptos e esse fator pode ser importante na sua utilização, principalmente nos jogos do Dragão. João Carlos Teixeira parece começar a ganhar o seu espaço na equipa e pode ser uma boa surpresa na segunda volta. Otávio estará pronto a competir em Fevereiro, e ainda resta Varela: embora esteja muito longe do jogador que foi, na minha opinião o clube deveria encontrar uma solução para o internacional português. Talvez o mercado turco seja uma solução.

Resumindo, existe qualidade nas alas, embora um extremo rápido com forte jogo exterior pudesse ser uma mais-valia, visto que os extremos existentes são bem mais fortes no jogo interior do que no jogo exterior e no aproveitamento da linha de fundo.

Para a dupla de atacantes existem quatro soluções: o indiscutível André Silva, Diogo Jota, Depoitre e o jovem Rui Pedro. É nesta zona do terreno que é preciso um acréscimo de qualidade e experiência. Os jovens jogadores portugueses têm muita qualidade, mas trata-se de muita juventude junta. É uma zona do campo onde a experiência e a frieza são muitas vezes fundamentais na hora de finalizar. Um jogador experiente com conhecimento do futebol europeu pode ser a solução.

A equipa não precisa de grandes mudanças. Uma ou duas aquisições pode ser o suficiente, isto se não existirem saídas de última hora.

 

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Luís Coelho
Luís Coelhohttp://www.bolanarede.pt
É um eterno apaixonado por desporto, tem no futebol a sua maior paixão. Desde muito jovem que se dedica ao estudo e à análise de todas as vertentes futebolísticas. Foi treinador no futebol de formação, e atualmente colabora na área do “scouting". Apaixonado pelo jornalismo desportivo, é adepto do FC Porto e no futebol internacional tem simpatia pelo Barcelona.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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