Skate | A muito esperada estreia olímpica

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O Skate finalmente terá o seu merecido reconhecimento. Depois de tantos anos de exclusão, o Skate fará, pela primeira vez na história, parte do panorama olímpico.

As vertentes da modalidade que farão parte dos jogos olímpicos são a de Street e a de Park, sendo que neste artigo falarei apenas do Street Skate.

O modelo da competição é bastante semelhante ao adotado noutros campeonatos, como o Street League ou o Dew Tour, isto é, consiste numa fase de qualificação em que há cinco atletas a competir em quatro heats, sendo que os oito melhores garantirão um lugar na final. Já o sistema de pontuação é igual ao SLS, ou seja, a soma dos quatro melhores scores ditará o resultado final.

A cada manobra ou run será atribuído um resultado entre zero e dez que terá em conta a dificuldade, a velocidade, a criatividade e a qualidade de execução.

O SKATEPARK

A simetria é um dos aspetos que mais salta à vista no primeiro skatepark olímpico da história, promovendo a criatividade de ambos skaters goofy e regular nas duas runs de 45 segundos que farão na meia final e na final.

O skatepark também apresenta uma extensa variedade de obstáculos, sobretudo corrimões, contando com flat bars e corrimões, ora quadrados, ora redondos. Destes, destaca-se o corrimão de 12 escadas presente no início da pista, que será, seguramente, o obstáculo mais frequentado nas cinco tentativas do best trick que cada skater terá.

O FAVORITO

Nyjah Huston – Velocidade, flow e técnica fazem do norte-americano o skater com mais títulos do mundo. No seu extenso currículo de vitórias, conta com 24 troféus (de primeiro lugar) no Street League e 12 medalhas nos X Games, oito delas de ouro.

Depois de quase dois anos sem competição, Nyjah Huston venceu o Dew Tour, com quatro nine clubs nas suas quatro pontuações, contando com manobras como Caballerial backside nosebluntslide ou switch heelflip switch frontside 5-0 grind.

Ainda assim, terá a concorrência de Yuto Horigome, que recentemente venceu o Campeonato do Mundo em Roma e lançou uma video part para a April Skateboards. O japonês é, na minha opinião, o skater mais consistente a andar de nollie ou de switch na atualidade.

Outro grande nome do skate mundial é o de Gustavo Ribeiro. O skater luso contraiu uma lesão que o impediu de participar no campeonato do mundo e nas finais do Dew Tour. Apesar da paragem de seis semanas, o português é um atleta muito consistente e completo no que toca ao aspeto técnico. Atualmente, o lisboeta ocupa o quinto lugar do ranking mundial. No seu primeiro ano de Street League (sem contar com o Pro Open), Gustavo Ribeiro conseguiu dois pódios nos dois campeonatos realizados.

Além dos já mencionados, também Kelvin Hoefler, Sora Shirai ou Aurelien Giraud são skaters que têm elevado o nível da modalidade, por meio de manobras extremamente técnicas em diversos obstáculos. Contudo, Nyjah Huston parte como claro favorito para a conquista da medalha de ouro.

A FAVORITA

Pâmela Rosa – A atleta brasileira tem tido uma ascensão notória ao longo dos últimos anos. Nas últimas sete competições em que participou, venceu cinco. Atualmente,  ocupa o primeiro lugar do ranking mundial, seguido de Rayssa Leal.

Esta última, também brasileira, acabou de se sagrar campeã nacional. Com apenas 13 anos, tem sido uma skater muito assídua no que a pódios diz respeito. Depois de ter ganho a etapa do SLS em Los Angeles e de ter ficado em segundo lugar no Super Crown, Rayssa Leal conseguiu o último lugar do pódio no mundial de Street em Roma. Curiosamente, esta será a atleta olímpica brasileira mais jovem de sempre.

Por último, a japonesa Aori Nishimura, que recentemente renovou o título de campeã mundial, é uma atleta que apresenta flow e criatividade nas suas runs. Com 19 anos, é uma séria candidata ao pódio.

Foto de Capa: Street League

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Marco Minelli
Marco Minellihttp://www.bolanarede.pt
Natural de Lisboa, mas de origem italiana, a sua paixão é o Rugby. Está inserido na modalidade enquanto jogador e árbitro.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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