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Liverpool FC 2-0 FC Porto: Um sonho impossível

Bernardo Lobo Xavier · 4 min

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O FC Porto chegava a Anfield com o objetivo de obter um resultado que lhe conferisse a possibilidade de decidir a eliminatória no estádio do Dragão na próxima semana e vingar a pesada derrota por 5-0 da temporada passada. Em jogo estavam, também, muitos e muitos milhões.

No que diz respeito ao alinhamento inicial de cada equipa importa destacar o trio ofensivo da equipa inglesa composto por Salah, Firmino e Mané e a ausência de Robertson (lateral esquerdo titular) em detrimento de Milner.

No que concerne às opções de Sérgio Conceição é relevante destacar a titularidade de Maxi, a recuperação de Alex Telles, a utilização de Óliver no lugar de Herrera e, a já recorrente, ausência de Brahimi do onze inicial. Um onze que permitia alternar o 4x4x2, com Marega a juntar-se a Soares no eixo do ataque, e o 4x3x3 através da colocação de Otávio no corredor central e o desvio de Marega para o corredor direito.

A verdade é que acabou por ser um 5x4x1 a defender, com Maxi a colar-se aos centrais, Corona a assumir a lateral direita e Marega no lado esquerdo à frente de Alex Telles, e um 4x2x3x1 a atacar com Otávio nas costas de Soares.

No que ao jogo diz respeito, o Liverpool FC demonstrou ser superior e confirmou o favoritismo mas fica a ideia de que foi por pouco que o FC Porto não levou a água ao seu moinho. Um pouco mais de discernimento e o FC Porto podia ter tirado partido de uma das várias aproximações à baliza que teve e marcado um golo que lhe permitisse sonhar.

Os adeptos do FC Porto voltaram apoiar incessantemente a equipa
Fonte: FC Porto

Os comandados de Sérgio Conceição até entraram bem no jogo e colocaram em sentido o Liverpool FC com uma oportunidade clara logo a abrir. No entanto, na primeira vez que os ingleses chegaram ao último terço marcaram por intermédio de Keita (a bola ressaltou em Óliver e traiu Casillas). Cinco minutos volvidos e os fantasmas da temporada passada pairavam sobre Anfield. Depois disso, e até ao segundo golo, marcado por Firmino aos 25 minutos, o jogo teve sentido único.

O FC Porto não conseguia ligar mais do que dois passes seguidos e o Liverpool FC acercava-se perigosamente da baliza portista. A seguir ao segundo golo, dá-se um dos minutos mais decisivos da partida. Minuto 30. Nesse minuto Marega falha duas vezes na cara de Alisson e o árbitro e o VAR fazem vista grossa a um penalti claro após mão de Arnold na área. Assim, chegava o descanso.

Como é seu apanágio, o FC Porto entra bem no segundo tempo. Depois de um susto (golo invalidado a Mané por suposto fora de jogo), os azuis e brancos conseguiram várias aproximações à baliza dos ingleses mas sem nunca encontrarem os caminhos da baliza. Na última meia hora de jogo, os comandados de Jurgen Klopp baixaram a intensidade e o ritmo de jogo sem nunca perder o seu controlo. O FC Porto foi tentando assustar o Liverpool e até criou algumas boas chances mas mostrou sempre que este nível já não é para as equipas portuguesas. O apito final do árbitro chegou com uma ovação merecida dos adeptos portugueses à equipa.

Em suma, o Liverpool FC provou que é mais e melhor equipa do que o FC Porto e mereceu a vitória. Fica, no entanto, a sensação de que faltou apenas “um bocadinho assim” para que o dragões conseguissem o golo que manteria o sonho possível. Resta lutar.

Uma nota também para o trabalho da equipa de arbitragem. Fraco, muito fraquinho o trabalho do quarteto de árbitros espanhóis. Na Europa os grandes portugueses são pequenos e o FC Porto tem claras razões de queixa de Mateo Lahoz.

Onze inicial e substituições:

Liverpool FC – Alisson, Arnold, Lovren, Van Dijk, Milner, Fabinho, Keita, Henderson, Salah, Mané (Origi 73′) e Firmino (Sturridge 82′).

FC Porto – Casillas, Maxi (Fernando Andrade 77′), Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Oliver (Bruno Costa 73′), Otávio, Corona, Marega e Soares (Brahimi 62′)

A FIGURA
Fonte: FC Porto

Éder Militão – É um fenómeno. Um fora de série. Bom demais para o campeonato português. Mais um jogo enorme do central brasileiro e não deu a mínima hipótese a Salah no duelo individual e que foi resolvendo todos os problemas que lhe apareceram à frente. 50 milhões foram uma pechincha.

O FORA DE JOGO
Fonte: FC Porto

Marega – Marega não foi, nem de perto nem de longe, o pior jogador do FC Porto em campo. Lutou como sempre e foi invariavelmente capaz de colocar a defesa do Liverpool FC em sentido. No entanto, a este nível, se se quer ter algum tipo de aspirações a chegar mais longe não se podem falhar tantas oportunidades como o maliano acabou por falhar.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Bernardo Lobo Xavier

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