RB Leipzig 2-2 SL Benfica: convencer menos vencer é igual a eliminação

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SL Benfica e RB Leipzig empataram a dois golos na quinta e penúltima jornada do grupo G da Liga dos Campeões, resultado que dita a eliminação das águias e o êxodo português da prova maior de clubes europeus. A boa exibição benfiquista não se materializou em vitória, restando aos encarnados agarrarem-se aos momentos positivos e aos momentos de aprendizagem para enfrentar o difícil ciclo de jogos de dezembro.

Os primeiros vinte minutos da partida não foram pródigos em momentos dignos de registo, ainda que não tenham sido mal disputados. O equilíbrio serviu-lhes de pauta, apesar de um ténue ascendente alemão. No entanto, culminaram com a inauguração do marcador pelo Benfica, através do pé esquerdo de Pizzi, após um meritoso trabalho de Taarabt e Vinícius.

O golo encarnado teve o condão de acordar momentaneamente a turma de Leipzig, que tentou responder de imediato e só não repôs a igualdade graças à ineficácia de Nkunku, que, em excelente posição e com espaço, atirou à figura de Vlachodimos. Todavia, os pupilos de Bruno Lage não vacilaram – algo que tem sido apanágio das águias na Europa após um golo ou uma situação de perigo do adversário – e mantiveram o equilíbrio estrutural nos dez minutos seguintes.

Com meia hora jogada, o RB Leipzig começou a impor-se e a circundar perigosamente a área benfiquista. No espaço de sete minutos, os alemães criaram perigo um par de vezes, valendo ao Benfica a atenção e os reflexos de Vlachodimos – e a desatenção de Gil Manzano, que poderia, eventualmente, ter assinalado grande penalidade por falta de Grimaldo se tivesse consultado o vídeo-árbitro.

Até ao intervalo as águias conseguiram dividir a iniciativa e, a escassos minutos do final do primeiro tempo, Pizzi atirou à junção da trave com o poste esquerdo da baliza de Gulácsi, naquela que foi a melhor oportunidade de golo não concretizada do campeão português.

A Red Bull Arena foi palco da melhor exibição benfiquista na corrente edição da Champions e de um dos melhores jogos do grupo G
Fonte: UEFA

Segunda parte como a primeira, segundo golo como o primeiro. Leipzig por cima do jogo e a criar perigo e o Benfica a dilatar a vantagem na primeira oportunidade de que dispôs para o fazer, à passagem da hora de jogo. Bem posicionado, Taarabt intercetou a bola no meio-campo defensivo encarnado e serviu Vinícius, que falhou a receção mas aproveitou a escorregadela literal de Klostermann para se isolar frente a Gulácsi e bater o húngaro – e no húngaro, que saiu lesionado.

O peso do golo sofrido manifestou-se através da menor displicência alemã. Contudo, a turma de Julian Nagelsmann não cessou de ser perigosa, mais do que o Benfica, que se preocupou mais em defender do que em atacar. Nas situações em que não foi capaz de suster a equipa alemã, os calafrios inevitáveis disso não passaram muito graças a uma incomum ineficácia do Leipzig.

Desgastado, Vinícius cedeu o lugar a Raul de Tomás, que por pouco não fez o 3-0 com um remate ainda antes do meio-campo. Quem não marca sofre, e o Benfica foi “vítima” do provérbio por duas vezes. Aos 89 minutos, Rúben Dias cometeu falta na grande área e Forsberg reduziu da marca dos 11 metros. Motivados, os alemães apertaram o cerco e chegaram ao empate no quinto de nove minutos de compensação, novamente pelo seu número 10, que cabeceou com demasiado à-vontade.

As águias ainda tentaram alcançar a vitória, mas sem sucesso. Pela primeira vez somou pontos em território germânico, a equipa da Luz, mas não os suficientes para seguir na luta pela qualificação para os oitavos de final da liga milionária.

Na última ronda, o Benfica recebe o FC Zenit, com três cenários possíveis em mente para garantir o terceiro lugar e a participação na Liga Europa: caso o Leipzig vença o Lyon, os encarnados só precisam de ganhar; se os alemães perderem com os franceses, as águias têm de ganhar por 2-0 ou três golos de diferença; na possibilidade de o outro encontro do grupo terminar em empate, o Benfica tem na mesma de ganhar por 2-0 ou três golos de diferença. As contas não se afiguram fáceis para a turma de Bruno Lage mas a esperança encarnada ainda não morreu por completo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

RB Leipzig: Gulácsi (Mvogo, 63′); Klostermann; Upamecano; Ampadu (Mukiele, 56′); Saracchi (Schick, 70′); Laimer; Demme; Nkunku; Sabitzer; Forsberg e Werner.

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida; Rúben Dias; Ferro; Grimaldo; Taarabt; Gabriel; Pizzi (Caio Lucas, 90+2′); Cervi (Jota, 90+8′); Chiquinho e Vinícius (de Tomás, 82′).

Márcio Francisco Paiva
Márcio Francisco Paivahttp://www.bolanarede.pt
O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.

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