Oeiras II Challenger 2021 | Pedro Cachin leva a melhor sobre portugueses

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Pela segunda semana consecutiva, o Clube de Ténis do Jamor, em Oeiras, foi palco de um torneio da categoria Challenger, a segunda divisão do circuito masculino, que contou com vários tenistas portugueses em competição. Tal como na primeira edição, houve um tenista nacional a chegar à final, mas foi um “visitante” a sagrar-se campeão.

UM TORNEIO HISTÓRICO PARA OS PORTUGUESES

Se o primeiro ATP Challenger 50 de Oeiras já tinha sido bastante positivo para o ténis português, com Gastão Elias a chegar à final, Tiago Cação a estrear-se em quartos de final e vários jovens a conseguirem somar as melhores vitórias das suas carreiras, a segunda vaga do torneio foi ainda melhor para as cores nacionais.

Graças ao estatuto de Special Exempt conseguido por Elias – esta semana a ocupar o lugar 323.º do ranking mundial -, pela sua performance na competição anterior, houve espaço para colocar mais um português de forma direta no quadro principal da prova.

Antes disso, houve ainda tempo para Henrique Rocha, de 16 anos, passar a primeira ronda do qualifying e somar o seu primeiro ponto ATP, antes de cair, em três partidas para Pedro Cachin (número 336.º da hierarquia). Destino semelhantes sofreu Luís Faria (816.º), que foi derrotado por Evan Furness (331.º) na última ronda da fase de qualificação.

Dos cinco portugueses no quadro principal apenas Pedro Araújo (989.º), o menos credenciado, saiu de cena na primeira ronda, ao perder com Oscar Otte (154.º), primeiro cabeça de série do torneio, em duas partidas. Nuno Borges (378.º), que eliminou o segundo cabeça de série, Gonçalo Oliveira (296.º), que afastou Otte na segunda ronda, Gastão Elias e Tiago Cação (551.º), que conseguiu uma enorme vitória frente a Mischa Zverev (280.º), antigo número 25 do mundo, seguiram todos em frente até aos quartos de final.

Nessa fase da prova surgiu o primeiro embate entre portugueses, com Gonçalo Oliveira a levar a melhor sobre Tiago Cação, em apenas duas partidas, num encontro em que o tenista de 23 anos acabou por acusar o desgaste da batalha frente ao irmão de Alexander Zverev na ronda anterior. Gastão Elias, pelo contrário, viu o seu adversário desistir antes da partida e também garantiu a presenças nas meias-finais. Já Nuno Borges, em mais um encontro em três partidas, bateu Manuel Guinard (324.º) para marcar encontro com o mais experiente dos portugueses em prova.

Severamente afetadas pelo mau tempo que se abateu sobre a cidade de Lisboa no sábado, as meias-finais foram disputadas a conta-gotas. Com duas interrupções pelo meio, Nuno Borges superou Gastão Elias, num encontro de quase três horas, para chegar à final, naquele que foi um dos melhores embates do torneio.

A outra semifinal consagrou Cachin que, depois de ver a chuva interromper o primeiro set quando Gonçalo Oliveira servia para o vencer, surgiu mais forte na retoma, já no dia seguinte, venceu a primeira partida e viu o português desistir no segundo set, quando já perdia por 4-0, devido a uma lesão nas costas. Ainda assim, este foi um momento histórico para o Ténis português, que pela primeira vez teve três tenistas nacionais nas meias-finais de um Challenger.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

Pedro Marques dos Santos
Pedro Marques dos Santoshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro Marques dos Santos é atualmente estudante de Ciências da Comunicação na Universidade do Porto, onde procura concluir a sua formação enquanto jornalista antes de entrar no mercado de trabalho. A paixão pelo desporto começou no Futebol, com as conquistas europeias do Porto de Mourinho, mas entretanto apaixonou-se pelo Ténis e é aí que foca mais as suas atenções. Quando não está a ver ou praticar desporto – sobretudo a ver -, está provavelmente a gastar horas num videojogo.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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